Pina Bausch deu por encerrada a estadia no planeta terra hoje, bruscamente.
A notícia encontrei-a aqui. Notável é o video lá incluido e a idade da dançarina, 100% natural e desenvolta nos seus 68 anos -como todos deveriamos ser!
segundo se diz aqui, o ser humano Michael Jackson, teria este aspecto aos cinquenta anos se tivesse seguido em frente com o programa mais comum a qualquer mortal: genéctica e tempo -sem ajudas externas, muito menos a de estécticas mal sucedidas.
Esse é um ponto que sempre me fez confusão: como alguem com tantos recursos materiais, teve técnicos ao serviço da medicina estéctica tão fracassados no objectivo
Numa sociedade que valoriza mais a forma que o conteúdo, havia que superar-se e buscar um ideal de perfeição; ultrapassar género e todas as barreiras, tentar alcançar uma imagem ideal como meio de comunicação
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*E já agora, o que todos (menos os vampiros-por-gosto da vida alheia) desconfiávamos fortemente à muito, começa a mexer:
-é que apesar de estar por confirmar a veracidade de autoria e qualquer um poder produzir o texto, penso que a verdade é por aí)
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Encontra-se muito fácilmente nos comentários do dia a dia a postura típica não-me-façam-sair-da-minha-zona-de-conforto... as frases sobre o dinheiro não dar felicidade (claro que não dá... per si, mas ajuda à independencia necessaria a uma vida com dignidade se usado correctamente) ou como os artistas acabam todos malucos ou doentes... Nada mais falso, rss... há muito artista em várias áreas com alta capacidade de se cuidar e preservar e simultaneamente ter elevadas perfomances artisticas. Por outro lado sobram pessoas comuns e anónimas bem malucas e doentes *suspiro* Fico sempre com a sensação que qualquer ser sai apequenado de generalizações. E que elas reduzem a inteligencia de quem as verbaliza.
* No reino das afirmações negativas há uma que aceito facilmente sobre MJ: uma vida trágica, porque de facto foi. Já quando se diz que levou uma vida miserável, não podia estar mais em desacordo: ele foi marcante, teve muitos momentos especiais de comunhão grandiosa com a multidão em palco e isso é uma magia de emoção muito especial que a maioria das pessoas não conhece, saiu de uma vida insignificante e sofrida para um impacto mundial na cultura e arte de uma geração e isso não acontece em vão a uma alma. Isso é tudo, em última análise, bastante grandioso.
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Ben, nós dois não precisamos mais procurar
Nós dois achamos o que estávamos procurando
Com um amigo para chamar de meu
Nunca estarei sozinho
E você, meu amigo, verá
Que tem um amigo em mim
Ben, você está sempre correndo aqui e ali
Você sente que não é querido em lugar algum
Se algum dia você olhar para trás
E não gostar do que você achar
Há algo que você deveria saber
Você tem um lugar para ir
Eu costumava dizer "eu" e "eu"
Agora é nós, agora é nós
Ben, a maioria das pessoas mandaria você embora
Eu não escuto uma palavra do que eles dizem
Eles não vêem você como eu vejo
Eu gostaria que eles tentassem
Tenho certeza de que eles pensariam novamente
Se eles tivessem um amigo como o Ben
Como o Ben...
(circula que esta foi a composição de Michael Jackson em criança para um ratinho que lhe servia de confidente. Anos mais tarde seria a música de um filme típico da época de então, o género terror estava em voga: Ben, O Rato Assassino (Ben) )
Michael poderia ser hoje um homem de meia idade de belos traços negros, mas deixou-se convencer por uma sociedade idiota que era feio e quis mudar tudo para ser aprovado. O resultado, como sabemos, foi rigorosamente o oposto...
Nos últimos anos MJ dedicou-se quase só aos filhos para quem agora é uma possibilidade ficar com a avó paterna até à maioridade.
Em ultima instancia, o caso MJ é para mim algo com contornos sociológicos interessantes de detalhar...
De facto porquê tanto medo e consequente necessidade de atacar quem é diferente?
Algumas palavras dignas de reflexão sobre o que só pode ser catarse coletiva a um ódio inexplicável abordadas em dois livros que espero poder ler em breve: Banalogias de Francisco Bosco e Para entender Michael Jackson: ideias contemporâneas, de Margo Jefferson
Bem no final da quinta feira, quando colocava ordem numa das minhas contas de mail que é tambem um portal de informação, aproveitei para aprofundar um pouco sobre a notícia da morte de Farrah Fawcett que corria solta desde as primeiras horas do dia. Enquanto a notícia abria tive ainda tempo de olhar o título de outra: "Michael Jackson hospitalizado". Lida a noticia de uma morte quase anunciada mas bravamente combatida, desviei o olhar para a televisão com o som off . Na Sky News aparecia a frase que devia lá estar nas próximas horas quase interruptamente: Michael Jackson has died. Fiquei muito séria a olhar e coloquei o som. Onde é que eu tinha mesmo perdido o fio da história?! Depois de aceite a realidade, um pensamento: Madre Teresa e Diana... a morte brusca e controversa da segunda pessoa "abafou" o destaque da primeira Farrah Fawcett e Michael Jackson, no mesmo dia a morte ainda que prematura mas por doença da primeira seria abafada pela surpresa total que constituia a de MJ.
De Michael Jackson diz-se muita coisa, sempre se disse. Actualmente diz-se até que a sua morte não é real, é fabricada. Ou que já aconteceu faz tempo. Isso tambem é comum no caso das celebridades. Proliferam as duvidas sobre sexualidade e pedofilia. Há textos agressores e textos defensores e há os que remetem o assunto a Deus, e lavam daí as suas mãos. Pessoalmente tenho MJ em alta consideração enquanto artista. Enquanto ser humano, acredito que fosse mais benigno que maligno. Não era um ser humano perfeito, -ninguem é (?) mas curiosamente para mim as falhas dele tem mais a ver com uma certa carência mal resolvida, ingenuidade e alta voltagem que com um carácter deliberadamente negativo. Parecia-me bem triste nos últimos tempos. E confessou-se solitário. Muito. Quando talvez a verdadeira vontade fosse um resgate de paz e amor que nunca teve. As duas palavras que usou no único concerto que deu em Portugal: Paz e Amor. Sobra-me a sensação que nunca foi bom a defender-se da maldade alheia. Como as crianças. A mídia que idolatra é a mesmíssima que destroi e gosta de ver sangue. E que se for preciso volta a idolatrar. Parece que ele demorou muito a perceber isso e o corpo não espera. Das várias coisas que tenho lido sobre ele enquanto pessoa, deixo a mais decente e equilibrada que encontrei até agora. Não preciso de dizer que concordo linha por linha.
* * * Antes que os defensores dos animais me caiam em cima (eu tambem sou!) vociferando contra o facto dele preparar a intervenção de vários animais selvagens (e guerreiros de tribos africanas)nos espectáculos programados para este verão, informo já que fui uma das pessoas que assinei manifestos de protesto e repudio contra isso. Michael provávelmente tinha a intenção de fechar a sua carreira com espectáculos invulgares e grandiosos. Muito provávelmente tambem e tal como muita gente, não estaria correctamente informado sobre a miséria e crueldade que quase sempre, para não dizer sempre, a utilizaçao de animais em espectáculos para gaudio humano implicam na vida desses mesmos animais. Quase de certeza estava a ver apenas o lado do glamour, luxo e imponencia que qualquer animal selvagem empresta a um espectáculo; o que não quer dizer que isso justifique o direito à sua utilização.
Michael Jackson, tanto quanto sei era sensível e amigo dos animais, parece até que teve num ratinho companheiro e confidente do infortunio que foi a sua infancia. Mais tarde seria um macaco, o Bubbles, o alvo da sua ternura (e como a estupidez humana não conhece limites, foi-lhe imediatamente atribuida a práctica de zoofilia). Pessoalmente acho que esta podia ter sido se as circunstâncias o permitissem, uma oportunidade para mais alguem com impacto público ficar informado do que realmente representa o uso de animais no espectáculos.
Uma curiosidade para quem gosta de astrologias: O Mapa Natal de MJ ilustra bem as forças que foram presente na sua vida -um Meio do Céu (público, carreira) com Sol e Plutão, duas forças de respeito uma visível e geralmente benéfica -o Sol (que tambem representa o pai), outra bem mais subterrânea... -Plutão, que lhe dava uma energia mental e física enorme, mas que tambem pode ser destrutivo, planeta da sexualidade e morte, transformação, cura, magia... Sem esquecer o ascendente em Escorpião, signo regido por Plutão... e cá estamos de novo às voltas com um forte magnetismo e sexualidade latente , que talvez funcionassem como um íman para atrair boatos e escândalos nessa área. (Ou indo um pouco mais longe -já na astrologia cármica, talvez vincos, heranças, de outras vivencias... que implicariam nesta vida a criação de uma estrutura diferente da que foi criada para poder lidar com os desafios que se colocaram com mais êxito) Mas fiquemo-nos para já pela astrologia comum, vale a pena ouvir o clip.
Imediatamente fui remetida aos meus 11 anos quando lia entusiasticamente Edwin Abbott -porque estes vídeos foram baseados nos escritos dele de 1800 e muito! Na mesma linha -divulgando ciencia de modo acessível, tivemos recentemente Carl Sagan.
Por isso os tais livros já tinham então um ar bem antigo quando, trinta anos atrás os lia... rss. E deram origem a deliciosas conversas saudavelmente delirantes de muitas horas entre mim e o meu pai sobre um dos nossos temas preferidos
São vários os vídeos sobre a iniciativa HOME de Yann Arthus-Bertrand (eu gosto i-m-e-n-s-o do trabalho dele!) que decorreu a 5 de Junho e tem com fim máximo chamar a atenção para a preservação e bom trato do planeta. Afinal e até ver, é a nossa única casa e aquela que legaremos aos nossos descendentes
... será certamente o ambiente a desfrutar para quem for, em Lisboa, ao Estádio 1º de Maio, 11h do dia 21 de Junho.
O DIA MUNDIAL DO YOGA é o DIA do Ahimsá – Respeito pela Vida, pelo FIM do DERRAMAMENTO do SANGUE e da agressão, próximo de nós, e em todo o Planeta, pela Paz Mundial, pela promoção da Cultura da Paz, pela prevenção dos conflitos e pela segurança, pela Solidariedade, pela Igualdade Inter Étnica, por uma Consciência Planetária Global e Justa, pela Ecologia e pela sustentabilidade, pela honra, dignidade e igualdade da Mulher, pela protecção à Criança, pelo fim da sede e da fome, pelo esbatimento das desigualdades mundiais, pela Liberdade, pela Educação e pela Investigação, pela Arte, pelo respeito pelos animais, é um dia pela Consciência Galáctica e Cósmica.
Parece um conceito básico de bem estar, mas ...quantas vezes esquecemos do nosso caminho interior p/ satisfazer expectativas alheias? (provavelmente tão potencialmente erradas ou certas e com tanta razão a existir quanto as nossas!) Saber afastar as pessoas, situações ou emoções que representam lixo na vida de cada um de nós é algo absolutamente saudável. Detectar o que está estagnado, atolado -e que até gosta de estar! Independente da máscara com que se apresente e saber passar em frente, é no minimo sinal de bom senso. São situações de eterno-problema-sem-solução-à-vista, pessoas vampíricas ou conflituosas presas o seu proprio disco riscado de emoções e, claro, sempre donas da sua verdade e já agora tambem da dos outros. Sem esquecer aquelas emoçõezinhas negativas preciosamente caras a certas mentes.
Porque a vida é breve... vai leve!
* * *
Tenho aprendido que seguir o chamado do coração é sempre mais seguro do que se guiar pelo que os outros esperam de nós ou projetam em nós. Ainda que em um primeiro momento possamos nos sentir inseguros entre escutar a voz da razão ou do sentimento, está última será sempre a verdadeira e certeira, pois conectadas com nossa sensibilidade e intuição que ultrapassam os limites de tempo e espaço e nos projetam para uma realidade futura e causal. Isso não significa que devamos deixar de usar a razão, mas razão e sentimento devem andar juntos, razão sem sentimento é como um solo infértil, pois é o sentido que somente enxerga pelo lado de fora, e não pelo lado interior, onde podemos entrar em contato com nossa verdade mais profunda. E ser verdadeiro consigo mesmo é a tônica desses novos tempos. Ego e máscaras só servem para nos distarciarmos do nosso verdadeiro eu, do ser integral que somos, assim como para nos dissociar de nossos ritmos internos, nossos "timings" essenciais, nossos ciclos tão sagrados ao nosso crescimento.
[...]
E quando escolhemos o caminho da unidade, o caminho da dualidade fica insuportável, difícil e sofrível. Constatar que ainda possamos ser alvo de antipatia e incompreensão, quando dentro de nós a intenção de uma união interna, compreensão e aceitação verdadeira do outro está presente nos magoa sim, ainda que tenhamos plena consciência da inconsciência do outro. Também é coerente que estejamos em um estado de perdão incondicional nesses casos. Mas ainda assim, perdoando e deixando passar, conviver com situações e pessoas que nos diminuem, ao invés de nos acrescentar algo, não é legal. Aprendi que romper com essas vivências e relacionamentos é o melhor remédio para poder continuar firme e de cabeça erguida em nosso caminho, alinhados como a nossa verdade. Em 2008 antigos relacionamentos se foram, os verdadeiros ficaram e alguns outros verdadeiros se firmaram. Mas sinto que esse processo ainda continua.Sermos nós mesmos e termos total responsabildade por quem somos e o que criamos não é tarefa fácil não. Mas a cada passo assertivo nos sentimos mais confiantes. Mas aprendi que ser assertivo não é sempre ser bonzinho e perfeito e aceitar tudo o que despejam em nós... Saber dizer não é muitas vezes é o caminho mais efetivo.
No passado dia 24 de Abril, Dia Mundial do Animal de Laboratório, a Plataforma de Objecção do Biotério organizou uma marcha contra a construção do Biotério da Fundação Champalimaud, que está actualmente projectado para ser construído na Azambuja. . Nesta marcha participaram mais de 100 pessoas, algumas delas investigadoras nas áreas da Biologia, Veterinária, Bioinformática, Farmácia, entre outras, num percurso de cerca de 1800 metros entre a Fundação Champalimaud (Saldanha) e a Fundação Gulbenkian (perto da Praça de Espanha). . Esta foi a primeira de muitas iniciativas públicas que pretende expor o erro que é a construção, com dinheiro público, de uma enorme infra-estrutura (biotério) que irá produzir um recurso (cobaias) que a médio/longo prazo deixará de ser necessário graças aos avanços na descoberta de alternativas sem animais. . A Plataforma irá propôr, através de uma petição em papel dirigida à Assembleia da República, a construção de um Centro Europeu de Validação de Métodos Alternativos em substituição ao investimento feito neste projecto condenado.
* * *
[...] Este Biotério a ser construído será um local onde irão de forma muito cruel torturar milhares de animais para fins ditos "científicos". Terá uma capacidade de 20 000 a 25 000 animais que serão vendidos a universidades, institutos de investigação e empresas farmacêuticas. Custará 36 milhões de euros, dos quais 27 milhões são provenientes dos impostos pagos por todos. Este dinheiro deve ser investido na investigação e implementação de novas alternativas e não no atraso da ciência.Tendo em conta a ausência de ética e ineficácia existente na experimentação em animais, por favor não deixe de mostrar a sua indignação contra a construção do biotério [...]
Têm os índios brasileiros o direito de praticar o infanticídio? Era o de que precisávamos: um caso quente que envolve ética, antropologia, direito, política... Em última instância: filosofia... Em discussão estão principalmente estas duas questões: 1) A diversidade e o relativismo cultural Se a cultura indígena aprova, ou mesmo determina, que bebês com deficiência física sejam sacrificados (isto é, que sejam deixados sem assistência para que morram, ou mesmo que sejam ativamente matados), nós que temos uma cultura diferente vamos ficar apenas olhando? Afinal de contas, a diversidade cultural, como há muito se alega, não é um bem? O relativismo cultural não é apregoado aos quatro cantos, afirmando que nenhuma cultura é superior a outra, e que todas têm o direito de ter seus próprios sistemas éticos, que são igualmente bons, ou, pelo menos, incomensuráveis? O multiculturalismo não é ensinado em nossas escolas como um valor a ser preservado? Não é isso que prega, aos quatro ventos, a FUNAI? 2) A questão das “nações indígenas” Os indígenas brasileiros estão de fora da nação brasileira, constituindo uma outra nação, ou um conjunto de outras nações, com seu próprio território, suas próprias leis, seus próprios costumes, seus próprios valores? O presidente da FUNAI não é uma espécie de Secretário Geral do equivalente da ONU dessas nações indígenas brasileiras --- e é assim que elas se denominam e a FUNAI freqüentemente a designa? Não é isso que prega a FUNAI e os seus antropólogos de plantão? A questão não é só cultural, antropológica, ética: é também política e de direito (quiçá internacional...) o O o Por fim, a FUNAI mistura tudo, trazendo para o mexilhão até mesmo a religião: ter um filho defeituoso é, para os índios, um grave "pecado", diz a nota da FUNAI. A nota da preclara instituição não esclarece, no caso, de quem seria o "pecado": seria dos pais? Da comunidade? Da tribo? Da própria criança que nasce defeituosa? E esse "pecado" justificaria o sacrifício da criança? A FUNAI parece pensar (se é que pensa) que, no mínimo, são os índios que devem decidir isso, não as leis e o sistema judiciário do país... – e que a cultura predominante do país pensa sobre a questão é absolutamente irrelevante. A FUNAI alega estar tentando proteger os direitos dos pais da menina. E os direitos da menina com hidrocefalia, quem protege? As questões do aborto e da eutanásia aqui reaparecem em um contexto multicultural... A cultura aqui faz as vezes da religião (como a nota da FUNAI deixa claro), misturando esse caso com a postura dos Testemunhas de Jeová que se recusam a, por exemplo, fazer transfusão de sangue e a permitir que ela seja feita em seus filhos, ainda que morram... o O o Institucionalmente, essa é uma questão da Justiça Estadual ou da Justiça Federal? Ou seria da Justiça Internacional, visto que os Ianomânis são, como se apregoa, uma nação autônoma? Ainda institucionalmente, a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) estão em pé de guerra. Quando duas Fundações do Executivo Federal discordam, quem resolve? O Presidente? E o Conselho Tutelar, onde fica, institucionalmente, nessa briga entre as diversas Justiças e as diversas Fundações? E o Ministério Público Federal? E as Igrejas, que vivem tentando salvar os índios de sua cultura, levando-os a aceitar o Cristianismo, como ficam? E as ONGs, que vivem tentando salvar os índios do Cristianismo e de toda cultura não-indígena, que apito vão apitar? Numa questão marginal, mas importante, será que nós, agindo na contra-mão da recomendação contida no princípio da Navalha de Ockham, não estamos multiplicando entidades além da necessidade -- e além do bom senso? o O o De repente descobrimos que o infanticídio é praticado no Brasil impunemente e que os índios matam não só crianças que nascem defeituosas, mas também gêmeos e filhos de mãe solteira... E isso com o conhecimento e sob a proteção da FUNAI!!! Que país é esse? Que belo cardápio para um curso transdisciplinar que discuta o que hoje seria objeto de cursos de filosofia, antropologia, direito, ciência política, para não mencionar a teologia, a regina scientiarum? O UOL ataca com suas próprias armas de alta tecnologia: Enquetes e Grupos de Discussão... Enquete: A bebê ianomâmi deficiente deve ser entregue aos pais? Vote! Grupo de discussão: Em casos de vida ou morte, a Justiça deveria interferir em questões culturais? Opine! Vote!!! Opine!!! A sociedade deve se envolver na discussão da questão, excitar-se toda, ler mais o site do UOL... Os ativistas devem organizar seus exércitos, fazer demonstrações, elaborar piquetes, conseguir seus 15 segundos de fama... o O o No meio disso tudo, há as curiosidades e as figuras ridículas... Nesse primeiro assalto claramente se destaca a figura do administrador regional da Funai em Manaus, Edgar Fernandes. Colocando-se no lugar da Corte Suprema brasileira ela já sentencia: "Ela (Justiça Estadual) não tem prerrogativa para julgar esse caso. Questões envolvendo índios têm de ser resolvidas na Justiça Federal." Colocando-se na posição de Antropólogo Mor da Nação ele determina: "Os povos indígenas têm direito às suas próprias crenças. Os pais da menina não acreditam mais na medicina ocidental e querem que ela tenha os seus últimos dias na aldeia". Será que os pais da menina acreditaram um dia na medicina ocidental e agora não acreditam mais??? Well, é isso. Boa discussão no fim de semana... *
Penso por vezes que, se tivesse sabido que ela não sobreviveria à sua doença, teria escrito um livro diferente - menos uma meditação sobre a figura paterna ausente e mais uma celebração daquela que era a única constante na minha vida. Não tentarei descrever quão profundamente ainda sinto o seu falecimento. Sei que era o espírito mais bondoso e generoso que conheci, e que lhe devo o melhor que existe em mim. . (in prefácio à revisão de 2004 de A Minha Herança - Barack Obama)
- Parou para beber mais um pouco de água e, depois, perguntou - O que é que preferias ser? Não respondi e Lolo semicerrou os olhos e contemplou o céu. - É melhor ser forte - afirmou, por fim, pondo-se de pé. - Se não puder ser forte, sê esperto e vive em paz com os que são fortes. Mas é sempre melhor ser-se forte. Sempre.
Depois de 13 anos presa, a Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi foi novamente encarcerada, com acusações ilegítimas impostas pela junta militar brutal da Birmânia. Diga para o Secretário Geral da ONU garantir a libertação dela e de todos os presos políticos do país: Aung San Suu Kyi, líder pró-democracia e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, acabou de receber novas acusações dias antes do fim do cumprimento da sua pena de 13 anos de prisão. Ela e outros milhares de monges e estudantes foram presos por desafiarem pacificamente a ditadura brutal de seu país, a Birmânia (Mianmar).Mesmo correndo o risco de sofrer uma retaliação dos militares, os ativistas da Birmânia estão organizando um movimento global pela libertação de Aung San Suu Kyi e de todos os prisioneiros políticos do país. Nós temos apenas 6 dias para ajudá-los a conseguir uma quantidade gigantesca de assinaturas, que serão apresentadas para o Secretário Geral da ONU “Ban Ki Moon semana que vem. A petição pede que ele dê prioridade máxima à libertação dos presos, impondo a libertação como condição para qualquer engajamento com a junta militar. Clique no link para assinar e encaminhe este email para seus amigos, só com um grande número de assinaturas poderemos garantir a libertação de Aung San Suu Kyi e de todos os presos políticos da Birmânia:
No dia 14 de maio, Aung San Suu Kyi foi enviada para o presídio acusada de permitir a entrada de um homem norte-americano em sua casa, violando assim sua prisão domiciliar. A acusação é absurda pois a casa é cercada por guardas militares que são justamente os responsáveis pela guarda do local. Está claro que as acusações recentes são um pretexto para mantê-la presa durante as eleições de 2010.O regime militar da Birmânia é conhecido pela repressão violenta a qualquer ameaça ao controle militar total. Milhares de pessoas estão presas em condições desumanas, onde não há atendimento médico e onde a prática de tortura e outros abusos são freqüentes. Há uma repressão violenta a grupos étnicos e mais de 1 milhão de pessoas já fugiram do país. Aung San Suu Kyi é a maior ameaça ao poder da junta militar. Ela é a maior líder do movimento pró-democracia e teve uma vitória esmagadora sobre a junta nas eleições de 1990, sendo portanto a candidata mais forte às eleições programadas para o ano que vem. Ela tem sido presa continuamente desde 1988 “e apesar de estar sob prisão domiciliar, ela não tem contato nenhum com o mundo exterior. No presídio Insein onde ela foi levada semana passada não existe atendimento médico o que significa um enorme risco para as suas graves condições de saúde.Fontes dizem que o movimento global que está emergindo para pressionar a ONU já está intimidando a junta militar. Mais de 160 exilados da Birmânia e grupos de solidariedade em 24 países estão participando desta campanha. O Secretário Geral da ONU e líderes regionais chaves que estão em contato com o regime militar da Birmânia podem influenciar o destino destes presos políticos. Semana passada o Secretário Geral Ban Ki Moon disse: Aung San Suu Kyi e todos aqueles que podem contribuir para o futuro do país devem ser libertos. Vamos surpreender o Ban Ki Moon com um chamado global massivo, pedindo que ele aja de acordo com as suas palavras e faça algo para acabar com a brutalidade militar, assine agora a petição:
Assim como a libertação do Nelson Mandela, a liberdade de Aung San Suu Kyi depois de anos de uma detenção injusta, poderá representar um novo começo para a Birmânia, trazendo a esperança da democracia. Esta semana poderá se tornar um momento histórico “vamos mostrar nosso apoio à Suu Kyi e aos corajosos homens e mulheres que lutam pela democracia “demande sua libertação já!
(tudo isto foi encontrado na wickedlizard e transposto quase integralmente para aqui. Assinar petições e subscrever cartas de protesto já preparadas é algo muito simples e que se tem mostrado bastante eficaz a mostrar aos destinatários em várias causas internacionais o peso da opinião pública e da divulgação.)
Cidade Belga de Ghent é a primeira a apresentar dias sem carne.
A partir do dia 13 de Maio de 2009, a cidade de Ghent, na Bélgica, uma das 370 cidades Europeias que contribuem para a melhoria do clima, pode bem ser oficialmente a primeira a optar por um Dia Sem Carne a ocorrer todas as semanas.
A primeira *Quinta-feira Vegetariana* vai começar na 4ª feira, dia 13 de Maio, com uma cerimónia festiva pública. Tom Balthazar, responsável pelo pelouro da saúde e ambiente da cidade, irá oficialmente proclamar as 5ªs feiras como sendo os dias vegetarianos.
Como aperitivo da campanha, os responsáveis pelo município já tiveram oportunidade de apreciar um *almoço gourmet vegetariano* na câmara municipal na semana passada.
[...]
A partir de Setembro, as escolas públicas irão servir almoços vegetarianos às 5ªs feiras. Todos os 5000 trabalhadores municipais vão receber um mapa gratuito vegetariano da cidade, e um folheto de cozinha vegetariana será enviado aos profissionais dos 1500 restaurantes da cidade. Vai haver aulas de cozinha vegetariana tanto para profissionais como para particulares. As cantinas para os trabalhadores municipais de Ghent já alargaram o seu menu vegetariano.
Aqui estão as motivações principais que levaram Ghent a criar a *Quinta-feira Vegetariana*:
- Qualquer redução da produção e consumo de carne - que leva ao aumento das emissões de gases e à degradação dos solos, água e ar, desertificação e desflorestação - trará enormes benefícios para o ambiente.
- Ghent também quer ser uma cidade saudável. Uma refeição vegetariana equilibrada não só é sustentável como saudável. Os cidadãos Belgas, e os Eurpeus em geral, comem demasiada carne e não consomem vegetais suficientes, o que traz sérias consequências para a sua saúde. Carne em demasia aumenta os níveis de colesterol e também os riscos de se sofrer de alguns tipos de cancro, diabetes e obesidade.
as referencias e o vídeo correm notícias sem parar. Pessoalmente acho deprimente que quem teria como missão transmitir dados correctos s/ sexualidade e tudo o que a ela se associa a adolescentes, seja uma pessoa que se permita a uma comunicação tão psicótica. Como cereja no cimo do bolo, usa argumentos intimidatórios e de quebra ainda se permite à tentativa de vexar uma mãe de aluna com base e critérios sobre o tempo de educação escolar de cada uma. Afff, na possibilidade de termos os nossos filhos a levarem com uma profissional de educação que se mostra tão desfuncional e descompensada, fiquei a pensar sériamente em mais uma vantagem a ter em conta para os que optam por escolaridade doméstica de qualidade, de que fala a anfibia!.
-Evidentemente - Ela brincou com o balão de cristal e a luz da vela dourou o seu conteúdo. - Prezo o talento, o talento especial. As pessoas com talentos especiais têm necessidades especiais. Os seus talentos requerem protecção. As pessoas que se destacam da maioria, como as orelhas excessivamente grandes na cabeça de uma Calley Dakin, atraem às vezes o ódio assassino de todos aqueles seres infelizes desprovidos de talento que constituem a maioria. Há comportamento humano mais característico que queimar bruxas na fogueira?
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Foi uma afirmação que não consegui refutar.
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(Enquanto as velas ardem, quase no final). Li e adorei!