
Thursday, March 11, 2010
Vale a pena... - não desista!
Faça diferença no mundo!

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Mulheres que fazem a diferença sempre foram assunto de Constelar desde a primeira edição. Com que estilo você se identifica?
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Solidária e sempre jogando para o time. Como a geração de ouro do vôlei brasileiro, com Leila, Virna, Fofão & Cia., todas com Urano em Libra http://www.constelar.com.br/revista/edicao28/fernando2.htm
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Carismática e idolatrada, como a taurina com Lua em Leão Evita Perón http://www.constelar.com.br/revista/edicao30/evita1.htm
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Poderosa, megalomaníaca e desbocada. Como a rainha taurina Carlota Joaquina http://www.constelar.com.br/revista/edicao44/carlota.htm
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Simpática e à vontade com o povão, como Hebe Camargo e seu estilo Peixes-Aquário http://www.constelar.com.br/revista/edicao68/hebe1.htm
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Voltada para o serviço ao próximo, como a virginiana Madre Teresa de Calcutá http://www.constelar.com.br/revista/edicao52/asteroides6.htm
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Criativa e capaz de compreender a alma infantil, como a Áries-Aquário Maria Clara Machado http://www.constelar.com.br/revista/edicao58/pluft1.htm
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Capaz de tomar decisões com um olhar na Históra, como a leonina Princesa Isabel http://www.constelar.com.br/revista/edicao35/aurea3.htm
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Atrevida e sarcástica, como a Aquário-Capricórnio Rita Lee http://www.constelar.com.br/revista/edicao68/ritalee1.htm
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Trabalhadora incansável e desapegada, como a virginiana Zilda Arns http://www.constelar.com.br/constelar/141_marco10/zilda-arns.php
Tuesday, March 09, 2010
Breves...
Trate as pessoas como se elas fossem como deveriam ser e ajude-as a tornarem-se no que são capazes de ser
( Johann_Wolfgang_von_Goethe )
Thursday, March 04, 2010
quem se importa com os ratos?!

Ao seguir este novo olhar, nos deparamos rapidamente com a condição dos cães e gatos abandonados, e/ou "produzidos" e comercializados como brinquedos; a situação de bovinos, suínos, ovinos, e todas as demais espécies que podem ser classificadas dentro de padrões de exploração zootécnica, na indústria dos alimentos, vestuário, etc. Mas permanecemos insensíveis e indiferentes com a situação de um dos animais que mais sofre, tanto em número de indivíduos como pelo tipo de stress e dor a que são submetidos. Estes animais são os ratos.
Bases para a repulsão
Quando falamos em ratos, a primeira coisa que ouvimos é sempre uma sonora expressão do mais profundo nojo e repulsão. É como se ratos fossem o sinônimo de todas as formas mais horríveis de pestes e a personificação da miséria e falta de saneamento nas sociedades mais subdesenvolvidas presentes no planeta. Poucos percebem que os ratos, assim como nós, são mamíferos, e por apresentarem essa proximidade filogenética tudo indica que tenham a mesma capacidade de sentir dor que possuímos. As famosas "pestes" transmitidas pelos ratos são conseqüência do ambiente com sérias deficiências sanitárias em que estão inseridos nas grandes cidades ou no meio rural, e não algo próprio daquele ser, que por uma questão de adaptação ao meio, tornou-se um vetor em potencial. Um exemplo deste processo de adaptação é o mecanismo contra a leptospirose por ele desenvolvido. Um rato jamais adoece de leptospirose, apenas é capaz de transmitir a doença para outros homeotermos. Do mesmo modo, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, ratos não são "seres de esgoto", eles apenas tomaram essa posição quando foram incorporados às cidades, ao terem seu habitat natural invadido pelos humanos.
O rato na ciência
Num ciclo histórico caracterizado periodicamentepela oposição de pensamentos,ocorre o fim da idade média e o declínio da igreja católica.Esta passa gradualmente, a partir do Renascimento, a ser substituída como força ideológica pela ciência.Nos séculos seguintes a experimentação animal atinge seu apogeu, passando a reconhecer o rato como um excelente modelo experimental.Muitas pesquisas utilizam diversas espécies como cães, gatos, coelhos, macacos, etc., porém cada vez mais entidades protetoras ou de defesa dos direitos animais têm conseguido espaço para protestar e divulgar o que é realizado dentro dos laboratórios; e a sociedade tende a compactuar cada vez menos com formas legitimadas de abuso. A estratégia da ciência tem sido então investir na substituição de espécies animais "simpáticas" por outras "menos simpáticas". Afinal, para muitos, realizar experiências dolorosas com cães é crueldade enquanto que com rãs, porcos e ratos torna-se aceitável. Outros motivos pelos quais ratos vêm sendo cada vez mais empregados na pesquisa é pela sua alta taxa de reprodução, o fato de serem mamíferos,de fácil manejo, serem dóceis, e pequenos. Isto não obriga biotérios a terem grandes instalações, nem grandes despesas com alimentação.
Outro fenômeno que poucos conseguem perceber é a "necessidade" do sacrifício de animais para a aquisição de títulos e publicação de artigos científicos. A busca por métodos substitutivos ao uso de animais no ensino e na ciência ainda não é visto como algo urgente ou prestigiado. Do modo como a ciência está hoje estruturada, um cientista que realiza uma pesquisa metodologicamente embasada, sem o uso de animais,acaba muitas vezes sendo prejudicado pois sua pesquisa será considerada de baixo impacto. Isto diminui a aceitação na comunidade científica e a possibilidade de ser publicada em periódicos científicos. É interessante ressaltar que tal fenômeno ocorre mesmo quando, além do uso correto dos métodos, o pesquisador utiliza justificativas éticas para argumentar o motivo de não utilizar animais.
Em manuais atuais de experimentação animal já é possível encontrar algumas páginas, às vezes até um capítulo dedicado à ética no uso de animais pela ciência. Entretanto, geralmente, ou estes se encontram em discordância com o conteúdo restante do livro, ou demonstram total falta de preparo para a discussão ética. Não é raro o apelo para explicações como: "os animais devem servir ao homem, por isso é correto utilizá-los" ou então para o sentimentalismo, colocando defensores dos direitos animais na condição de terroristasfanáticos.
Técnicas de Pesquisa com ratos
A exemplo do que ocorre na produção de suínos e outros animais, os ratos muitas vezes são identificados com cortes padronizados nas orelhas, sendo cada furo correspondente a uma unidade ou dezena. Recomenda-se: "evitar o sofrimento excessivo do animal. O corte constitui-se de tesouras pequenas e um alicate próprio para o corte em círculo nas orelhas".1 (pág 36).
Alguns estudos realizados com ratos:
Psicologia
Modelos de ansiedade:consiste em provocar medo e ansiedade em animais através de punições por confinamento ou choque, exposição a espaço aberto não familiar, a lugares altos ou à luz intensa.
Neurologia
Modelo de eplepsia: aplicação intraperitonial de pilocarpina após pré-tratamento com atropina. O animal inicialmente apresenta tremores e posteriormente salivação e crises convulsivas entrando em coma em muitos dos casos.
Eletrochoque máximo. Eletrodos são aplicados sobre os globos oculares previamente umedecidos com solução salina e ocorre uma descarga elétrica, desencadeando as crises.
Modelo de hipertensão: hipertensão de origem renal é realizada pela remoção de um dos rins e a colocação de um clipe na artéria renal.
Hipertensão neurogência ocorre após a realização de lesões no sistema nervoso central.
Gastroenterologia
Modelo de Lesão Gástrica:após anestesiado, o rato é sondando, e através desta sonda substâncias como com aspirina e etanol são administradas . O rato então tem seu estômago removido para estudos.
Modelo de Peritonite: na peritonite por inoculação de bactérias não-padronizadas, fezes humanas são injetadas intraperitonealmente, o animal é entãosacrificado e tem sua cavidade abdominal aberta para estudos.
Modelo de transplante intestinal fetal: ratas prenhes são anestesiadas intraperitonealmente, parte do intestino dos fetos é removido e implantado em outro animal.
Outros
Modelo de inoculação de tumores: os tumores podem ser inoculados em diversos órgãos, como pulmão e cérebro, sendo o animal sacrificado assim que apresenta sinais de morte iminente.
Modelo para estudo de queimaduras:calcula-se a superfície corporal do animal. Em seguida o animal é anestesiado e com uma barra metálica de liga de bronze aquecida em água fervente tem seu corpo queimado em pontos escolhidos pelo pesquisador. As lesões são realizadas de acordo com protocolo que estabelece as diversas intensidades e extensões das queimaduras a fim de padronizar o experimento.
Induzindo a morte
Existem três situações em que os ratos são levados à morte: O sacrifício, por descarte em laboratórios; envenenamento por rodenticidas, utilizados como controle populacional para prevenção de doenças; e eutanásia clínica, realizada em casos de doença incurável em ratos de companhia. Além da drástica diferença nos métodos empregados, é preciso notar que cada método é realizado para um público específico: cobaias, "animais de esgoto", ou animais de companhia, sendo que apenas essa diferença é que determinará a forma de execução e não características anato-fisiológicas.
Os métodos de execução usados para descarte em laboratórios podem ser classificados como químicos ou físicos. Os agentes físicos consistem em deslocamento cervical, decapitação, traumatismo craniano e exsangüinação.
Métodos Físicos
Deslocamento cervical: apesar de ser reconhecida como um bom método "eutanásico", o animal leva alguns segundos para a perda total da sensibilidade e morte.¹ (pág. 55) Este método consiste no rompimento da medula espinhal através de um puxão na cauda enquanto sua cabeça é fixada entre uma pinça, ou até mesmo os dedos do pesquisador.
Traumatismo craniano: "Consiste em aplicar um golpe na base do crânio com força suficiente para produzir depressão do sistema nervoso central. Este procedimento pode ser bem aplicado, seja quando o animal é preso pelo rabo e levado em direção a um anteparo fixo resistente, como a quina de uma mesa ou bancada, ou quando o animal fica sobre esta mesma superfície e é desfechado um golpe com um bastão de madeira."¹ (pág. 56)
Decapitação: "Embora esteticamente desagradável devido ao grande afluxo de sangue, causa morte instantânea com imediata perda de reflexos. É efetuado com o auxílio de uma guilhotina especialmente confeccionada para o objetivo proposto."1
Exsangüinação: após a anestesia ou sedação do animal, (vale lembrar que sedativos são uma categoria de fármacos que não têm como finalidade promover a analgesia), é realizada uma venopunção em vasos de grande calibre ou punção cardíaca. O animal vai a óbito por choque hipovolêmico, isto é, pelo déficit de sangue na circulação.
Métodos Químicos
Fármacos inalatórios:Anestésicos:
Como não é realizada medicação pré-anestésica, o animal pode apresentar agitação e excitação durante a indução. Algumas substâncias são irritantes de mucosa, afetando principalmente olhos e nariz.
Fármacos não inalatórios:
São administrados por via intraperitoneal, intravenosa ou intracardíaca.
Para controle populacional são empregados rodenticidas. Dentre eles estão os anticoagulantes, colecalciferol (vitamina D3), fosfetos de alumínio, zinco ou cálcio, estricnina, brometalina, fósforo amarelo, fluoro-acetato de sódio, etc.
Anticoagulantes:como o próprio nome mesmo sugere, agem impedindo a coagulação sanguínea através de mecanismos de competição com a vitamina K. Venenos que agem por este princípio acabam levando os ratos a óbito por hemorragia.
Colecalciferol (vitamina D3): como a vitamina D3 promove a retenção do cálcio, seu uso como rodenticida desencadeia uma hipercalemia, ou seja, excesso de cálcio na corrente circulatória ocasionando uma série de distúrbios cardíacos e renais.
Fosfetos de alumínio, zinco ou cálcio: utilizados principalmente por empresas de dedetização, causam irritação respiratória e gastrointestinal, causando congestão e edema pulmonar, degeneração do miocárdio, fígado e rins.
Estricnina:age inibindo o neurotransmissor glicina. Desencadeia alterações nervosas, como tremores, espasmos e convulsões. O animal envenenado morre geralmente por asfixia.
Brometalina: causa distúrbios bioquímicos dentro das células, inibindo a bomba de sódio o que gera edema celular e degeneração.
Fósforo Amarelo: felizmente, ainda pouco utilizado. Causa degeneração gordurosa de vários órgãos, principalmente no cérebro, rins e fígado. Além disso, é responsável pelo colapso cardiovascular do animal e é um potente irritante da mucosa gástrica.
Fluoro-acetato de sódio: por apresentar alta toxicidade a diversas espécies de animais domésticos, apenas exterminadores licenciados têm acesso a esse tipo de veneno. Atua através do acúmulo de ácido cítrico, bloqueando a produção celular de energia e a respiração celular. Num primeiro momento o coração e o cérebro são afetados severamente pelo déficit de energia.
[...]
Denise Terra
(Graduanda em medicina veterinária pela ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), 6° semestre. Participa do GAE-POA (Grupo pela Abolição do Especismo de Porto Alegre) e da SVB-POA (Sociedade Vegetariana Brasileira - Grupo Porto Alegre).
Pensata Animal nº 7 - Janeiro de 2008 - www.pensataanimal.net )
Friday, February 26, 2010
Thursday, February 25, 2010
"a escravatura nunca acabou"

[...] segundo dados da onu, cerca de 2,5 milhoes de pessoas são traficadas todos anos. Como todas as actividades de crime organizado transnacional, as estimativas são o que são, e a realidade será bem diferente. Aliás, muitos estimam que sejam cerca de 200 milhões de pessoas que diariamente são obrigadas a vender o seu corpo - prostituindo-o ou forçando-o a trabalhar em condições desumanas. Por detrás de tudo isto está um negócio muito rentável. O tráfico de seres humanos está a par do tráfico de drogas e armas, integrando o conjunto dos negócios mais lucrativos do mundo. Pessoas são vendidas por valores irrisórios como 20 euros e revendidas por centenas ou milhares de euros. Os traficantes são astutos; usam não só o rapto, mas o engano, o aliciamento, para conseguir as suas vítimas. Procuram homens, mulheres e crianças. Procuram-nas para exploração sexual ou laboral, para adopção ou para se servirem dos seus órgãos. Procuram-nas em todos os cantos do mundo.
[...] em Portugal [...] os números do Observatório de Tráfico indicam 138 vítimas sinalizadas em 2008, mas tal só inclui os casos que tinham Portugal como destino e foram oficialmente tratados pelas autoridades. [...] O Departamento de Estado Norte-americano falava em 5000, em 2007. Mas quais são os números reais? Em que locais estão as vítimas? Quais as actividades que são forçadas a fazer?
Para chegar a uma estimativa mais realista e a uma melhor compreensão do problema, foi lançado pelo Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais em Novembro de 2009, um projecto de investigação sobre o tráfico de seres humanos, destinado a aprofundar o conhecimento sobre o tráfico em Portugal -como país de origem, trânsito e destino - compreender a percepção pública do fenómeno e trazer esta problemática para a agenda pública. O projecto pretende trazer as melhores práticas a nivel internacional para o nosso país, e a trabalhar transversalmente todos os sectores da sociedade, não só para reforçar a eficácia no combate ao tráfico, mas para melhorar a assistência às vítimas, promovendo a sua valorização e integração.
Na verdade a escravatura nunca acabou. [...] Ilegalizada ou não, milhões de pessoas continuam a ser arrancadas da sua família, ameaçadas de morte, espancadas, aprisionadas. Todos os anos. Todos os dias.
Wednesday, February 10, 2010
Uma alta aposta

[...]
Uma das passagens mais tensas do livro tornou-se uma das cenas mais polêmicas do filme Blindness. Trata-se de um estupro coletivo. O diretor Fernando Meirelles reduziu o tamanho da cena, após realizar testes com o público e perceber que seu impacto era tão grande que colocava as pessoas contra o filme. A abordagem direta da sexualidade, em seus aspectos mais ou menos nobres, está ligada a Escorpião, o signo do desejo.
O filme Blindness exigiu muito de todos os envolvidos em sua realização. Do escritor, Saramago, foi necessário desprendimento suficiente para suportar ver sua criação transposta à linguagem cinematográfica, o que não é pouco. “Cinema destrói a imaginação” teria dito ele, anos antes. Do diretor Fernando Meirelles, exigiu uma aposta bastante alta, ao adaptar uma obra aparentemente inadaptável, devido ao caráter marcante da escrita de Saramago e que é o livro preferido de muitos dos seus leitores. Meirelles ainda precisou encarar os protestos de associações em defesa dos direitos dos cegos, que o acusaram de retratá-los como monstros.
[...]
“Ensaio sobre a cegueira”, assim como o signo de Escorpião, é uma obra que não passa despercebida, por sua intensidade e impacto.
Saturday, February 06, 2010
Concordo!... plenamente!

[...]
a ideia de esoterismo não se limita apenas à ideia primária de bruxedos e mézinhas. [...] o conceito de esoterismo é muito mais abrangente do que isso: expressa as interrelações mais ocultas do microcosmo humano com o macrocosmo do universo, sim, mas também privelegia o lado espiritual do ser humano, muitas vezes esquecido, desprezado ou até encarado como coisa arcaica, supersticiosa e até sinónimo de pouca cultura.
E, no entanto, o espírito e a mente são a maior riqueza que o ser humano possui, sobretudo por suas vertentes mais misteriosas, mais ocultas, mais esotéricas, mais simbólicas.
[...]
Tenta-se criar um conceito diferente e mais alargado, procurando contrariar a tendência globalizante de tudo reduzir ao corpo, aos interesses materiais, ao minimalismo de uma religião única, ao comodismo das ideias aceites e à tendência de nivelar por baixo a riqueza e diversidade do espírito e da mente
[...]
Precisamos de ver mais além do que os nossos sentidos o permitem, precisamos de embarcar em novas viagens de descoberta de novos mundos, mas desta vez, por outros tipos de mares.
Porque estamos certos de que há coisas extraordinárias, não há?
(Excerto de palavras de apresentação de um centro de alternativas holísticas, em Lisboa)
Tuesday, February 02, 2010
As palavras dos outros -e que eu concordo
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo"
(Álvaro de Campos, Poema em Linha Recta)
É fácil chegar à rua para por lá ficar. Costuma dizer-se: cair na rua. [..] Não imaginam a facilidade com que as paredes se desfazem. Não são só os drogados, os alcoólicos, enfim, os viciados. Há tantos vícios dentro de portas. [...]
Outra vezes fugimos para a rua para não enlouquecer de desalento.
[...] os casos ditos mais difíceis, resistentes às assistentes sociais, aos lares, aos "projectos de vida", à chamada "reintegração". Estúpida palavra, absurda, cheia de gelo e fealdade -reintegração. Todos os reintegradores acabaram um dia, não muito longe, reintegrados na terra. Ou no fogo.
[...]
Para desgosto dos altos desígnios do turismo nacional os que vivem na rua gostam de lugares bonios. Gostam do Terreiro do Paço, por exemplo. Um desassossego.. Tirem-nos daqui! Tirem-nos daqui! Bradava à meses uma figura de efémero poder agoniada. Enxotam-nos e eles voltam, como gaivotas, para a beira do rio.
[..]
Há apaixonados que encontram na rua a casa que não podem ter.
[..] as equipas de rua conhecem bem cada uma destas pessoas.
E um trabalho lento, doloroso, discreto, contínuo, sem a visibilidade pimpona das obras de cimento.
Sem-abrigo somos todos nós e muito mais os que vivem sobre o tecto do êxito obrigatório.
(exertos da crónica de Inês Pedrosa -Viver na Rua)
reflexões de uma pausa para café

Ao meu lado no café de um espaço de compras, uma senhora comentava para outra:
-mas é que eles não são como nós... Não acreditam em Deus nem nada.
-Ah!... -manifestou-se a outra, aparentemente estarrecida.
-É verdade! -a pessoa não cabia em sí de felicidade por estar a provocar um efeito de espanto na interlocutora e a aumentar o seu conhecimento do mundo. Fez uma careta e confidenciou: -São como os indianos: o Deus deles é um bicho e só querem é divertir-se!
Olhou a volta triunfante. As poucas pessoas presentes estavam muito absorvidas com os seus cafés e ninguem parecia especialmente interessado.
Enquanto eu me afastava rápidamente com a imagem de Ganesh na cabeça (ou o deus-bicho aludido seria outro, talvez Hanuman?) não pude deixar de pensar se alguma deusa poderosa de mil braços achará valer a pena alguma vez exterminar a estupidez e intolerância inerentes ao ser humano.
Monday, January 25, 2010
Saturday, January 23, 2010
Zilda Arns, a heroína virginiana
* leia no link *Thursday, January 21, 2010
A propósito de...

...os mais recentes acontecimentos geológicos mundiais, o que pouca gente tem presente habitualmente é que a toda a hora, em todo o globo, há sempre micro-sismos... Agora mesmo em qualquer parte do mundo está havendo mais um, só que de magnitude imperceptível para nós
falar de vida e morte

[...]
Aprendi que na actualidade, as pessoas eram ensinadas a negar a morte e que esta significava apenas a aniquilação e a perda, o que quer dizer que a maior parte do mundo vive ou a negá-la ou aterrorizado por ela. O simples facto de se falar da morte é considerado mórbido e são muitas as pessoas que acreditam que basta mencioná-la para correrem o risco de a atraírem sobre as suas cabeças.
[...]
... a sociedade moderna é em grande parte, um deserto espiritual, onde a maioria imagina que "esta vida" é tudo o que existe.
[...]
Acabei por chegar à conclusão de que os efeitos desastrosos da negação da morte se estendem muito para lá do indivíduo, afectando todo o planeta. Acreditando fundamentalmente que esta vida é a única, as pessoas modernas não desenvolveram uma visão a longo prazo, por isso nada as impede de saquearem o planeta para a satisfação de fins imediatos, ou de viverem de maneira egoísta que pode revelar-se fatal para o futuro.
Quantos mais avisos serão necessários, como, por exemplo, o que foi feito pelo antigo ministro brasileiro do Ambiente, responsável pelas selvas do Amazonas?
Saturday, January 16, 2010
Não há mantra que desperte quem não quer crescer...

Thursday, January 14, 2010
estou sem palavras...
...e desolada com a tragédia que se abateu sobre todos os seres que estavam no Haiti na hora do recente sismo.
Mas admirei um vídeo que correu os meios de comunicação -sobreviventes no meio da confusão entoando um sereno cântico. Não o encontrei disponível e deixo este, um pouco incomum: a opinião do cônsul do Haiti no Brasil, palavras gravadas segundo parece, sem o conhecimento do próprio.
Tuesday, January 12, 2010
O assunto é sério mas deu para começar o ano a rir!

Aventuras e... desventuras!
Faltas de ética e incongruências, sistema judicial quase crónicamente empanado e demasiados profissionais com mentalidade a precisar de actualização social urgente.
A par disso tambem é feita justiça aqueles que no sistema judicial se esforçam para que tudo corra bem, embora tenham um sistema que não apoia idealismos!
E sim, tem muita coisa que faz rir tal o grau de disparate, embora no fundo seja lamentável que as coisas se passem assim.
No final, um retrato crú da vida-tal-como-ela-é, no interior das prisões: muito tráfico de influência e quanto a ética... esqueçam lá isso!
Recomendo a leitura, é que nunca é demais saber...

(Livro da jornalista Sofia Pinto Coelho)
Thursday, January 07, 2010
o leite que mata as mulheres

O LEITE QUE MATA AS MULHERES é o titulo do artigo.
(clik! -vale a pena visitar tambem o blogue)
Com as devidas reservas a todo o extremismo, já eu tinha chegado à conclusão (via opção vegetariana) que o leite de vaca e de outros animais é bom para os da própria espécia -só!
Tambem alguma documentação sobre combater cancro com alimentação saudável* que tomei conhecimento recentemente enfatisa como por exemplo, coisas tão simples como chá verde e bróculos são extremamente desmotivadores para as células cancerigenas terem condições de proliferar e multiplicar.
*o livro em questão está em todas as livrarias e tambem merece ser lido, tem explicações e dados importantes*
***
É a história da professora Jane Plant, geoquímica e chefe científica do British Geological Survey— uma prestigiada instituição pública britânica que se dedica à investigação em matéria de Geologia —pode constituir um significativo exemplo para muitas mulheres, já que ela sobreviveu a 5 tumores mamários e às práticas médicas convencionais para tratar o câncer e fê-lo, segundo ela mesma afirma,de uma forma muito simples: eliminando todos os lácteos de sua dieta. A sua história é parecida à de muitas outras mulheres. Sentiu o mesmo pânico quando lhe diagnosticaram câncer de mama e confiada no bem saber e fazer dos oncólogos submeteu-se a uma mastectomia e à irradiação dos ovários porque lhe disseram que assim provocava-se a menopausa,suprimia-se a produção de estrogênio e se poderia curar o câncer, mas tudo resultou falso.De fato o câncer reproduziu-se até 4 vezes. Sofri a amputação de uma mama, submeteram-me a radioterapia e a uma quimioterapia muito dolorosa.Vieram os mais eminentes especialistas do meu país mas no meu íntimo estava certa que estava enfrentando a morte. E estive quase a ponto de “atirar a toalha”, conta a professora Plant no seu livro “Your life in your hands” (A Tua Vida Nas Tuas Mãos) onde relata a sua própria experiência e explica como chegou à ideia que acabou por salvar a sua vida:
Teve origem numa viajem de meu marido à China — conta em sua obra — comecei a pensar que a minha enfermidade era virtualmente inexistente em tal país. De fato só uma em cada 10.000 mulheres morre de câncer de mama na China enquanto que só no Reino Unido os números oficiais falam de uma em cada 12. Então o meu marido — que também é cientista — e eu mesma, começamos a investigar sobre a forma de vida e alimentação dos orientais até que chegamos à ideia que me salvou a vida: as mulheres chinesas não tinham câncer de mama nem os homens desenvolviam tumores prostáticos porque são incapazes de tolerar o leite e, portanto, não o tomam.
E mais, sabemos que os chineses são incapazes de compreender a preocupação ocidental por tomar leite de vaca. Eles nunca o utilizam e muito menos para amamentar os seus bebês! E se paras para pensar, não pode ser uma simples casualidade que, mais de 70% da população mundial tenha sido incapaz de digerir a lactose. Hoje creio que a natureza tenta avisar-nos a tempo, de que estamos comendo um alimento errado. Quando Jane Plant escreveu tudo isto, estava a fazer quimioterapia ao seu quinto tumor mamário.E foi então quando decidiu suprimir por completo a ingestão de lácteos, incluindo todos os alimentos que contêm algo de leite:Sopas, biscoitos, pastéis, margarinas, etc.
E que sucedeu? — Em só uns dias - refere em seu livro — o tumor começou a encolher.Duas semanas depois da minha 2ª sessão de quimioterapia e uma semana depois de haver suprimido o leite e seus derivados, o tumor começou a picar-me.
Logo abrandou e começou a minguar. Umas seis semanas depois havia desaparecido. De fato meu oncologista, do Charing Cross — Hospital de Londres, no pôde reprimir um exclamar maravilhado:“Não o encontro!”quando examinou a zona onde havia estado o tumor.Pelo visto, não esperava que alguém com um câncer tão avançado — pois já havia invadido o meu sistema linfático — pudesse sobreviver. Felizmente, aquele oncologista conseguiu superar seu ceticismo inicial e na atualidade, recomenda uma dieta sem lácteos aos seus pacientes. Convencida de que deixar de tomar lácteos era o que lhe havia salvado a vida, Jane Plant decidiu partilhar os seus conhecimentos e sua experiência no livro antes mencionado. E de imediato, mais de 60 mulheres afligidas de câncer de mama se puseram em contato com ela para pedir-lhe conselho. E seus tumores também desapareceram.
Ainda que não tenha sido fácil aceitar que uma substancia tão “natural” como o leite pudesse ter tais repercussões para a saúde —explica Plant — agora não tenho dúvida de que a relação entre os produtos lácteos e o câncer de mama é similarà que existe entre o tabaco e o câncer de pulmão.Mas não só isso porque, por exemplo, já em 1989 o Dr. Daniel Cramer da Universidade de Harvard,determinou que estes produtos estão implicados na aparição do câncer dos ovários. E os dados sobre o câncer da próstata conduzem a conclusões similares. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que o número de homens que padecem deste câncer na China, é de 0,5 por cada 10.000 enquanto que no Reino Unido o número é 70 vezes maior.A chave está pois, sem dúvida, no consumo de lácteos.
Para a professora Plant o leite de vaca é um grande alimento... mas só para os bezerros! E afirma, convencida, que a natureza não o destinou para ser consumido por nenhuma outra espécie! De fato estou convencida —conclui — de que salvei a minha vida por deixar de consumir leite de vaca. Só desejo que a minha experiência possa servir a mais mulheres e homens que, sem o saberem, podem estar, ou virem a estar, enfermos por causa dos lácteos que consomem. Em seu livro, para além de detalhes da sua própria experiência e dados interessantes sobre suas investigações acerca dos efeitos do leite de vaca sobre nossa saúde, reconhecem-se uma série de recomendações nutricionais que se resumem em alimentar-se basicamente de leite de soja, chá de ervas, sementes de sésamo, tofú,nozes, muita fruta e verduras frescas.
Healing Hugs Always, Jeannette
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Num estilo e registo literario diferente (em bd!) tambem a saga da cartoonista do The New York Times Marisa Acocella Marchetto, e a decisão de dar luta dura ao cancer até o vencer, está contada passo a passo -e sem omitir aspectos técnicos: aqui.




