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Thursday, May 02, 2013

8-)





Saturday, January 26, 2013

É Necessário Perceber Que Ir Abatendo Animais Que Um Dia Mordem Não Irá Resolver o Problema de Fundo




  Algumas palavras pessoais:

Concordo sem reservas com o ponto de vista expresso na crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho

 Estou com aqueles que se pronunciam sobre a responsabilização dos donos...

Pois é, democracia é isso mesmo: capacidade de coexistir sem agredir (nem se sentir agredida/o) com opiniões contrárias...

Porque não sou especista e muito menos antropocêntrica, identifico-me com aqueles que não acham que "a vida do ser humano mais asqueroso vale mais do que a do animal que mais gostamos"

Entenda-se por asqueroso alguém bem danoso à sobrevivência da vida e liberdade dos outros seres, naturalmente.

Pior que tudo: nada é investigado, basta a voz -acima de qualquer suspeita, de um ser humano a acusar o cão e... -mate-se o cão!

uf, ja podemos ir dormir descansados...

Quando se perceberá que matar não é solução seja em que perspectiva for?!

Ah, sim, também não sou a favor da pena de morte para as pessoas.

Por muito asquerosas que sejam.

*

Mais duas notícias s/ o caso do cão Zico:



       




Thursday, September 13, 2012

"E a besta é o cão?"




Sempre que tenho conhecimento destas desgraças em que "o cão matou uma pessoa" seguido do habitual "está de quarentena e será abatido" surgem-me sempre as mesmas perguntas:

Que tipo de vida, socialização e bons/maus tratos teve esse cão desde que nasceu?

Que é que se passa nas quarentenas?...

e qual o seu objectivo?

Porque não há  investigação e avaliação das circunstancias em que o animal vivia nomeadamente nos ultimos dias e horas antes do ataque e isso não é tido em conta, até, porque não, para haver um projecto de reabilitação educacional?

Convertido em recipiente do ódio humano, nada mais fácil que o riscar do número dos vivos!

Quando um ser humano comete um assassinio, quantas vazes não num estado emocional alterado mas friamente planeado, vai passar uns anos na prisão, onde tem as necessidades básicas mais ou menos asseguradas e pagas pelo estado.
E, por aqui, nesta parte da europa, dentro de alguns anos será libertado, talvez mesmo antes de cumprir a totalidade da pena.

No caso de um animal, entra em ação um especismo tão incrustrado que nem damos conta dele..
Onde ja se viu um cão ousar revoltar-se contra o dono -independente do que o dono lhe faça?!

Um cão nao tem direito a nada, alem de obedecer e agradar...

Vamos eliminar esse especime revoltoso e já!

Assassinado o assassino, sem direito a defesa nem investigação de circunstancias, suspiram muitos de alivio, dão aos ombros e, levemente incomodados, procuram outro assunto para a sua atenção.

E o proximo episodio segue dentro de momentos...


* * *


No mais, eu só posso concordar com todas as palavras da

Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho:




E a besta é o cão?


  É uma ironia dos tempos modernos, que pode causar confusão aos mais imberbes alunos de Comunicação Social, que devem andar a aprender, como eu aprendi, que uma boa definição de notícia não é um cão morder um homem, mas sim um homem morder um cão. Se assim é, que se passa? Nas últimas semanas de Agosto, houve um inesperado número de incidentes em cadeia, no que diz respeito a ataques de cães a pessoas. Somados, quase à média de um por dia nas páginas dos jornais ou nas televisões, poderia perceber-se, erradamente, que se tratava de uma epidemia, ou seja, de uma proliferação de casos “iguais”.
Não são, de todo.
Qualquer análise séria conclui, sem dificuldade, que se tratam de situações bem diferentes, pese embora uma mesma raça de cão estar presente em mais do que uma história, e todas elas terem o mesmo desfecho anunciado: o cão em causa foi de quarentena, e será abatido dentro de pouco tempo.

Sobre esta sentença que não levanta indignação que se veja, já lá iremos.

Primeiro, é importante entender que, por mais que defenda os direitos dos animais, não sou fundamentalista ao ponto de não perceber que um cão, ou outro animal, é perfeitamente capaz de “se passar”, como qualquer um de nós.

Neste sentido, há situações, sim, em que se torna incompreensível que um cão ataque, situações em que o animal é, sim, “culpado” do seu crime.

Mas basta reflectir um pouco, analisar os recentes incidentes, ou outros mais antigos, para concluir que as situações sem aparente explicação são uma raridade. Normalmente, o que acontece é o desastre que se adivinhava quando se vêem as circunstâncias, ou se pensa na “qualidade de vida” dos cães em causa.
Regra geral, pertencem a pessoas que não têm a mínima consciência do que significa serem donos de um animal, muito menos quando se aventuram a escolher as chamadas raças potencialmente perigosas.

Ponto básico: se são consideradas potencialmente perigosas, há uma razão para pensar mil vezes antes de optar por elas. Ponto básico número dois: a expressão “potencialmente” é a chave.

Significa que nas mãos de um mau dono, a potencialidade torna-se realidade.

Já é do senso comum, mas ninguém parece querer perceber.
Obviamente que um pequeno caniche também pode ter um comportamento agressivo, mas basta pensar no porte de alguns cães para se entender que a “potencialidade de perigo” de uns é porque, quando se chateia, provoca danos terríveis, muitas vezes fatais. E o que vemos, nos casos mais badalados de Agosto?
Uma continuada, inacreditável irresponsabilidade de muitas pessoas que têm estes cães.

Pessoas que teimam em ter animais sem saberem, ou quererem saber, das noções mais básicas em relação aos animais, no que respeita a respeitarem um líder, sentido de território, stresse causado pela falta de atenção ou exercício, pessoas que não sabem, ou não querem saber, que um cão é, essencialmente, o espelho do seu dono, até porque um cão “pensa”, à sua medida, que é isso que é suposto fazer, é isso que o dono espera dele. Numa das histórias, os pormenores são tão claros, tão prenunciadores de desastre, que causa uma enorme confusão que o nosso sistema para lidar com os casos continue a ser abater o cão em vez de multar ou prender o dono.

Numa das histórias, repito, um cão atacou a mãe do seu dono, um ataque que se revelou mortal. Começa-se a puxar pelos pormenores, e que temos? O indivíduo tinha escolhido, nada menos, do que um arraçado que misturava sangue de pittbull com leão da rodésia.

E mantinha esta bomba-relógio fechada num apartamento exíguo, de onde o cão raramente saía, para se exercitar, destressar ou socializar. Que surpresa, que este cão fosse uma pilha de más vibrações, um desastre à espera de acontecer.

Mas o que mais revolta é saber o que vai acontecer, porque é que acontece sempre nestes casos. O animal vai ser abatido, e o indivíduo, depois de encolher os ombros e assobiar, há-de arranjar outro, que manterá nas mesmas condições.

Como todos os outros que procuram cães potencialmente perigosos, com os quais afirmam uma triste, patética e repugnante posição de agressividade perante os outros. É, para muito cobarde, a única forma de se fazerem maus, ou temidos. E tudo isto vai continuar enquanto este tipo de gente não for punida a sério.

A solução de mandarmos abater cães não adianta um centímetro ao nosso sentido de civilização.




Monday, April 23, 2012

Animais -atras dos bastidores...


O “argumento” é simples: um cachorrinho está aflito na piscina sem conseguir sair e a mãe do pequeno, num ato heroico, salta para dentro de água e salva o filhote.
Esta é a parte em que soltamos um suspiro de admiração pelo gesto e começamos a partilhar o link para os nossos contactos.
Mas chega o momento de nos perguntarmos: ok, a mãe salvou o cachorrinho, mas o que estava ele a fazer dentro de água? Como foi lá parar? As pessoas que se ouvem no vídeo (até a rir!) não ajudam? E quem estava a filmar, não podia largar a câmera e dar uma mão? Já agora, como é que estava no sítio certo e com o melhor ângulo para filmar o salvamento do início ao fim?
Muitas questões para uma resposta simples: foi encenado. Vamos olhar com atenção
...
O que temos ali no meio? Um splash na água. Partindo do princípio que o pequeno não voa e também não cai do céu, resta ter sido atirado para a água. A mãe já se encontra a olhar naquela direção, como se soubesse que o cachorrinho ia cair ali dentro. E quem filmou sabia como a mãe ia reagir quando visse que o seu filhote estava (outra vez) em apuros.

Num ápice, o heroico salvamento continua a sê-lo, mas quem montou o cenário deveria estar coberto de vergonha. Quantas vezes foi o pequeno atirado para a água? Quantas vezes foi a mãe salvar o filhote para divertimento dos presentes?
A verdade é que o vídeo tem um propósito. O “argumento” da mãe a salvar o filhote é perfeito para alimentar uma audiência vasta e para tornar o vídeo viral – não é ao acaso que, no momento em que escrevo este texto, já tenha 1 398 974 de visualizações.
A quantidade de visualizações e partilhas também não são apenas números para encher um ego, também enchem uma conta bancária. É um negócio. É rentável em publicidade, em subscrições, em merchandising, na verdade um vídeo pode ser rentável de mil e uma formas dependendo da estratégia de marketing que for aplicada.

Uma importantissima questao levantada por Carlos Gandarra
Como pano de fundo, a questao do uso (e abuso...) do ser humano sobre os outros seres
Ou, afinal, uma questao de especismo

Leia artigo completo:

 

Tuesday, November 08, 2011

simples, assim...


Nos anos 70 culparam os Dobermans, 
nos anos 80 culparam os Pastores Alemães, 
nos anos 90 culparam o Rottweiler. 

Agora culpam o Pit Bull. 

Quando eles culparão os humanos?





Wednesday, March 23, 2011

Especismo:um tema urgente e actual

"Para os animais todos os seres humanos são nazis"
ou
"Holocaust on your plate"

foram algumas das campanhas da Peta que chocaram muitos

(Esse e assuntos afins são AQUI amplamente debatidos)

* * *
Um dos relatos bíblicos que sempre me deixou mais impressionado e aquele em que Legião, um espírito maligno colectivo, e expulso do corpo de um homem para dentro do corpo de uns animais ali perto e "os espíritos malignos saíram do corpo do homem entraram nos porcos, e a vara, cerca de uns dois mil, precipitou-se no alto do mar e ali se afogou." (Marcos 5.13).
Uma coisa sempre senti ao ler isto: o homem em questão não valia a vara inteira de porcos.
Porque que um ser humano tem de, necessariamente, valer mais que um animal? Acho que depende do humano. Não considero possível comparar o valor entre um raríssimo - e a beira de extinção - tigre da Sibéria e um Mao Tse-Tung. E como comparar as sonatas de violoncelo de Bach com um cancro de medula. La porque esse cancro possa ser humano, não tem valor intrínseco que o torne melhor, per se, a algo que e harmónico, belo e integrado.
Não compreendo a solidariedade especista com um Beria, só porque e humano, e o desinteresse por todos os grandes primatas que são placidamente extintos - agora.
Sempre senti uma desproporção injusta no sofrimento imposto aos animais para bem - ou divertimento - do ser humano. Da vivissecção ate a industria alimentar, passando pelas tradições supostamente viris de seviciar animais em publico.
...

Claramente se existe coisa que se assemelhe ao mal e ao inferno e aquilo a que sujeitamos os animais neste planeta.
Pois consideramos sempre o desenvolvimento moral e ético como algo exclusivo da relação entre nos, animais humanos - mas esquecemos que a ética, como fio-de-prumo de aspiração universal, tem de incluir muito mais que uma ínfima parte dos seres sencientes do planeta.

E como disse Ghandi "mede-se o grau de civilização de uma sociedade pelo modo como trata os seus animais".
Recentemente surgiu um partido - o Partido do Animais - que demonstra, efectivamente, que há um problema serio na nossa relação com o próximo não-humano.

Como sabemos só se luta contra algo - racismo, sexismo, especismo - quando essa coisa já se tornou insuportável.. A necessidade de se criarem leis e a prova da existência do crime.
...
Para que se estabeleça uma teoria unificadora, e lógica e racional - sem sentimentalismos do "coitadinha da foquinha" - este livro prova que existe,sim, a necessidade de uma libertação animal. E veremos que o principal animal que necessita de ser liberto, da sua estupidez e preconceito, e o ser humano.
* * *

*Artigo de Miguel Gullander sobre livro "Libertação Animal" de Peter Singer (ver coluna direita neste blog) na revista 30 dias em Oeiras de Março.*


(Miguel Gullander é um jovem escritor português de origem sueca. Traduziu do sueco para o português as sagas vikings, e, a partir do inglês, poesia zen.

Foi professor de português na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, e na capital de Moçambique, Maputo, estando actualmente a residir em Benguela, Angola, como docente da Universidade Agostinho Neto.

http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=719#ixzz1HRUTTcM4)


Tuesday, November 23, 2010

A vida não se compra

(link)
Precisamos de mais acções como esta!
Vender displicentemente seres, sem qualquer respeito pelo seu bem estar.
Será que temos esse direito?
Eu acho que não.
Porque a vida não se compra, como diz o cartaz. E nunca, nunca, deveria ser possivel colocá-la à venda.
Já o fizemos com a nossa própria espécie!
Isso nasce da convicção (errada abusiva e quantas vezes criminosa) de que somos donos e senhores das outras espécies, dos outros seres.
Às vezes nem sabemos ser donos de nós...
Para quem quiser saber mais sobre o conceito de especismo, bem mais abrangente do que se possa pensar, visite:
*
A Wik tambem tem um pequeno artigo cheio de links interessantes.
*
Destaque para a entrevista de Tom Reagan:
... Uma das nossas comparações favoritas é: o racismo, o sexismo, o especismo. Mas, nos Estados Unidos há grandes organizações para os direitos dos animais que declaram não ter, enquanto tais, uma posição sobre o direito das mulheres com relação à liberdade reprodutiva, ou sobre a discriminação sofrida pelos gays e lésbicas. E dizemos, mas eles não compreenderam, a gente não pode ter uma posição sobre os direitos dos animais sem ter uma sobre este tipo de questão social. Acredito que o movimento dos direitos dos animais, na realidade, ainda não entendeu sua própria ideologia, ainda não compreendeu a extensão do seu próprio engajamento.
[...]

Thursday, March 04, 2010

quem se importa com os ratos?!

A partir do momento que abrimos nossos olhos para o especismo, não somos mais capazes de olhar para os animais do mesmo modo banal como fomos incitados a olhar desde nossa infância.
Ao seguir este novo olhar, nos deparamos rapidamente com a condição dos cães e gatos abandonados, e/ou "produzidos" e comercializados como brinquedos; a situação de bovinos, suínos, ovinos, e todas as demais espécies que podem ser classificadas dentro de padrões de exploração zootécnica, na indústria dos alimentos, vestuário, etc. Mas permanecemos insensíveis e indiferentes com a situação de um dos animais que mais sofre, tanto em número de indivíduos como pelo tipo de stress e dor a que são submetidos. Estes animais são os ratos.
Bases para a repulsão
Quando falamos em ratos, a primeira coisa que ouvimos é sempre uma sonora expressão do mais profundo nojo e repulsão. É como se ratos fossem o sinônimo de todas as formas mais horríveis de pestes e a personificação da miséria e falta de saneamento nas sociedades mais subdesenvolvidas presentes no planeta. Poucos percebem que os ratos, assim como nós, são mamíferos, e por apresentarem essa proximidade filogenética tudo indica que tenham a mesma capacidade de sentir dor que possuímos. As famosas "pestes" transmitidas pelos ratos são conseqüência do ambiente com sérias deficiências sanitárias em que estão inseridos nas grandes cidades ou no meio rural, e não algo próprio daquele ser, que por uma questão de adaptação ao meio, tornou-se um vetor em potencial. Um exemplo deste processo de adaptação é o mecanismo contra a leptospirose por ele desenvolvido. Um rato jamais adoece de leptospirose, apenas é capaz de transmitir a doença para outros homeotermos. Do mesmo modo, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, ratos não são "seres de esgoto", eles apenas tomaram essa posição quando foram incorporados às cidades, ao terem seu habitat natural invadido pelos humanos.
O rato na ciência
Num ciclo histórico caracterizado periodicamentepela oposição de pensamentos,ocorre o fim da idade média e o declínio da igreja católica.Esta passa gradualmente, a partir do Renascimento, a ser substituída como força ideológica pela ciência.Nos séculos seguintes a experimentação animal atinge seu apogeu, passando a reconhecer o rato como um excelente modelo experimental.Muitas pesquisas utilizam diversas espécies como cães, gatos, coelhos, macacos, etc., porém cada vez mais entidades protetoras ou de defesa dos direitos animais têm conseguido espaço para protestar e divulgar o que é realizado dentro dos laboratórios; e a sociedade tende a compactuar cada vez menos com formas legitimadas de abuso. A estratégia da ciência tem sido então investir na substituição de espécies animais "simpáticas" por outras "menos simpáticas". Afinal, para muitos, realizar experiências dolorosas com cães é crueldade enquanto que com rãs, porcos e ratos torna-se aceitável. Outros motivos pelos quais ratos vêm sendo cada vez mais empregados na pesquisa é pela sua alta taxa de reprodução, o fato de serem mamíferos,de fácil manejo, serem dóceis, e pequenos. Isto não obriga biotérios a terem grandes instalações, nem grandes despesas com alimentação.
Outro fenômeno que poucos conseguem perceber é a "necessidade" do sacrifício de animais para a aquisição de títulos e publicação de artigos científicos. A busca por métodos substitutivos ao uso de animais no ensino e na ciência ainda não é visto como algo urgente ou prestigiado. Do modo como a ciência está hoje estruturada, um cientista que realiza uma pesquisa metodologicamente embasada, sem o uso de animais,acaba muitas vezes sendo prejudicado pois sua pesquisa será considerada de baixo impacto. Isto diminui a aceitação na comunidade científica e a possibilidade de ser publicada em periódicos científicos. É interessante ressaltar que tal fenômeno ocorre mesmo quando, além do uso correto dos métodos, o pesquisador utiliza justificativas éticas para argumentar o motivo de não utilizar animais.
Em manuais atuais de experimentação animal já é possível encontrar algumas páginas, às vezes até um capítulo dedicado à ética no uso de animais pela ciência. Entretanto, geralmente, ou estes se encontram em discordância com o conteúdo restante do livro, ou demonstram total falta de preparo para a discussão ética. Não é raro o apelo para explicações como: "os animais devem servir ao homem, por isso é correto utilizá-los" ou então para o sentimentalismo, colocando defensores dos direitos animais na condição de terroristasfanáticos.
Técnicas de Pesquisa com ratos
A exemplo do que ocorre na produção de suínos e outros animais, os ratos muitas vezes são identificados com cortes padronizados nas orelhas, sendo cada furo correspondente a uma unidade ou dezena. Recomenda-se: "evitar o sofrimento excessivo do animal. O corte constitui-se de tesouras pequenas e um alicate próprio para o corte em círculo nas orelhas".1 (pág 36).
Alguns estudos realizados com ratos:
Psicologia
Modelos de ansiedade:consiste em provocar medo e ansiedade em animais através de punições por confinamento ou choque, exposição a espaço aberto não familiar, a lugares altos ou à luz intensa.
Neurologia
Modelo de eplepsia: aplicação intraperitonial de pilocarpina após pré-tratamento com atropina. O animal inicialmente apresenta tremores e posteriormente salivação e crises convulsivas entrando em coma em muitos dos casos.
Eletrochoque máximo. Eletrodos são aplicados sobre os globos oculares previamente umedecidos com solução salina e ocorre uma descarga elétrica, desencadeando as crises.
Modelo de hipertensão: hipertensão de origem renal é realizada pela remoção de um dos rins e a colocação de um clipe na artéria renal.
Hipertensão neurogência ocorre após a realização de lesões no sistema nervoso central.
Gastroenterologia
Modelo de Lesão Gástrica:após anestesiado, o rato é sondando, e através desta sonda substâncias como com aspirina e etanol são administradas . O rato então tem seu estômago removido para estudos.
Modelo de Peritonite: na peritonite por inoculação de bactérias não-padronizadas, fezes humanas são injetadas intraperitonealmente, o animal é entãosacrificado e tem sua cavidade abdominal aberta para estudos.
Modelo de transplante intestinal fetal: ratas prenhes são anestesiadas intraperitonealmente, parte do intestino dos fetos é removido e implantado em outro animal.
Outros
Modelo de inoculação de tumores: os tumores podem ser inoculados em diversos órgãos, como pulmão e cérebro, sendo o animal sacrificado assim que apresenta sinais de morte iminente.
Modelo para estudo de queimaduras:calcula-se a superfície corporal do animal. Em seguida o animal é anestesiado e com uma barra metálica de liga de bronze aquecida em água fervente tem seu corpo queimado em pontos escolhidos pelo pesquisador. As lesões são realizadas de acordo com protocolo que estabelece as diversas intensidades e extensões das queimaduras a fim de padronizar o experimento.
Induzindo a morte
Existem três situações em que os ratos são levados à morte: O sacrifício, por descarte em laboratórios; envenenamento por rodenticidas, utilizados como controle populacional para prevenção de doenças; e eutanásia clínica, realizada em casos de doença incurável em ratos de companhia. Além da drástica diferença nos métodos empregados, é preciso notar que cada método é realizado para um público específico: cobaias, "animais de esgoto", ou animais de companhia, sendo que apenas essa diferença é que determinará a forma de execução e não características anato-fisiológicas.
Os métodos de execução usados para descarte em laboratórios podem ser classificados como químicos ou físicos. Os agentes físicos consistem em deslocamento cervical, decapitação, traumatismo craniano e exsangüinação.
Métodos Físicos
Deslocamento cervical: apesar de ser reconhecida como um bom método "eutanásico", o animal leva alguns segundos para a perda total da sensibilidade e morte.¹ (pág. 55) Este método consiste no rompimento da medula espinhal através de um puxão na cauda enquanto sua cabeça é fixada entre uma pinça, ou até mesmo os dedos do pesquisador.
Traumatismo craniano: "Consiste em aplicar um golpe na base do crânio com força suficiente para produzir depressão do sistema nervoso central. Este procedimento pode ser bem aplicado, seja quando o animal é preso pelo rabo e levado em direção a um anteparo fixo resistente, como a quina de uma mesa ou bancada, ou quando o animal fica sobre esta mesma superfície e é desfechado um golpe com um bastão de madeira."¹ (pág. 56)
Decapitação: "Embora esteticamente desagradável devido ao grande afluxo de sangue, causa morte instantânea com imediata perda de reflexos. É efetuado com o auxílio de uma guilhotina especialmente confeccionada para o objetivo proposto."1
Exsangüinação: após a anestesia ou sedação do animal, (vale lembrar que sedativos são uma categoria de fármacos que não têm como finalidade promover a analgesia), é realizada uma venopunção em vasos de grande calibre ou punção cardíaca. O animal vai a óbito por choque hipovolêmico, isto é, pelo déficit de sangue na circulação.
Métodos Químicos
Fármacos inalatórios:Anestésicos:
Como não é realizada medicação pré-anestésica, o animal pode apresentar agitação e excitação durante a indução. Algumas substâncias são irritantes de mucosa, afetando principalmente olhos e nariz.
Fármacos não inalatórios:
São administrados por via intraperitoneal, intravenosa ou intracardíaca.
Para controle populacional são empregados rodenticidas. Dentre eles estão os anticoagulantes, colecalciferol (vitamina D3), fosfetos de alumínio, zinco ou cálcio, estricnina, brometalina, fósforo amarelo, fluoro-acetato de sódio, etc.
Anticoagulantes:como o próprio nome mesmo sugere, agem impedindo a coagulação sanguínea através de mecanismos de competição com a vitamina K. Venenos que agem por este princípio acabam levando os ratos a óbito por hemorragia.
Colecalciferol (vitamina D3): como a vitamina D3 promove a retenção do cálcio, seu uso como rodenticida desencadeia uma hipercalemia, ou seja, excesso de cálcio na corrente circulatória ocasionando uma série de distúrbios cardíacos e renais.
Fosfetos de alumínio, zinco ou cálcio: utilizados principalmente por empresas de dedetização, causam irritação respiratória e gastrointestinal, causando congestão e edema pulmonar, degeneração do miocárdio, fígado e rins.
Estricnina:age inibindo o neurotransmissor glicina. Desencadeia alterações nervosas, como tremores, espasmos e convulsões. O animal envenenado morre geralmente por asfixia.
Brometalina: causa distúrbios bioquímicos dentro das células, inibindo a bomba de sódio o que gera edema celular e degeneração.
Fósforo Amarelo: felizmente, ainda pouco utilizado. Causa degeneração gordurosa de vários órgãos, principalmente no cérebro, rins e fígado. Além disso, é responsável pelo colapso cardiovascular do animal e é um potente irritante da mucosa gástrica.
Fluoro-acetato de sódio: por apresentar alta toxicidade a diversas espécies de animais domésticos, apenas exterminadores licenciados têm acesso a esse tipo de veneno. Atua através do acúmulo de ácido cítrico, bloqueando a produção celular de energia e a respiração celular. Num primeiro momento o coração e o cérebro são afetados severamente pelo déficit de energia.
[...]
Denise Terra

(Graduanda em medicina veterinária pela ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), 6° semestre. Participa do GAE-POA (Grupo pela Abolição do Especismo de Porto Alegre) e da SVB-POA (Sociedade Vegetariana Brasileira - Grupo Porto Alegre).
Pensata Animal nº 7 - Janeiro de 2008 - www.pensataanimal.net )


leia na íntegra o belo texto de Denise Terra: para conhecer a realidade, reflectir e... mudar?

Tuesday, April 07, 2009

Kandahar - ser mulher e ir à escola, passaporte para a violencia?



Ignorância e violência sempre foram armas favoritas para manter as pessoas sobre controle...

Neste caso elas são usadas contra as mulheres no Afeganistão:

KANDAHAR, Afeganistão - Em uma manhã comum dois meses atrás, Shamsia Husseini e sua irmã caminhavam pelas ruas lamacentas a caminho da escola de meninas local quando um homem parou uma motocicleta ao seu lado e fez uma pergunta aparentemente comum. "Vocês estão indo para a escola?"
Ao ouvir a resposta, o homem arrancou a burca de Shamsia e jogou ácido em seu rosto. Cicatrizes, irregulares e sem cor, se espalham pelos olhos e grande parte de sua bochecha esquerda. Além disso, sua visão fica turva, dificultando a leitura.


Mas se o ataque com ácido contra Shamsia e outras 14 (estudantes e professoras) buscava assustar as meninas para que ficassem em casa, parece que falhou.
Hoje, quase todas as feridas estão de volta à escola Mirwais, inclusive Shamsia, cujo rosto foi tão gravemente queimado que ela teve que ir a outro país para receber tratamento. Talvez o mais marcante, quase todas as estudantes nesta comunidade amplamente conservadora também voltaram (cerca de 1.300 no total).

[...]
A construção de novas escolas e a garantia de que as crianças (especialmente as meninas) as frequentassem tem sido um dos principais objetivos do governo e das nações que têm contribuído com a reconstrução do país. Algumas das alunas da escola Mirwais estão no final da adolescência e começo dos 20 anos, mas frequentam a escola pela primeira vez. Mas ao mesmo tempo, a guerrilha de resistência que montada pelo Taleban na região sul e leste do Afeganistão tem as instituições de ensino como seu alvo principal.

ler notícia completa

Sunday, October 05, 2008

Liberdade... quem não a quer?!

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da secção vídeos , do link anterior
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Vídeo sobre algo particularmente nojento à minha maneira de encarar o mundo: caça
Como pode alguem divertir-se a tirar a vida a um animal?!?
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Thursday, October 02, 2008

Semana Mundial por los Animales: Octubre 4 al 10 de 2008

Vamos entrar na semana de celebração dos direitos animais, e vai haver posts a respeito do tema. Aliás, Outubro anuncia-se movimentado quanto a comemorações... -que eu vou tentar acompanhar aqui na medida do meu por enquanto escasso, tempo disponível...
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¿Por qué debes firmar la solicitud?
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Puedes ayudarnos a conseguir el reconocimiento y la protección de los animales de todo el mundo uniéndote a la voz global de los 10 millones de personas que apoyan nuestra campaña.
Los animales y nuestra relación con ellos nos conciernen a todos, incluyéndote a ti. Haz que los animales también importen al gobierno. Hazle saber a tu gobierno que los animales te importan.
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Semana Mundial por los Animales: Octubre 4 al 10 de 2008
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Tuesday, April 08, 2008

NÃO ao especismo!!!

Escolhi os vídeos abaixo mas tem mais em defensanimal.org/

todos são de ver, mas recomendo especialmente este e este, que para vergonha de todos nós são a pura realidade do dia-a-dia no mundo, multiplicada vezes sem conta...

tambem as conferencias são de conteúdo muito válido e embora lucrassem em estar traduzidas e com melhor imagem, são sem dúvida menos exigentes emocionalmente que alguns -só alguns, dos restantes vídeos.



















Já agora, não esqueçam de saber mais sobre essa delícia chamada
*

Friday, March 07, 2008

sem palavras...


O dia não começa da melhor forma... uma querida amiga mandou-me este link e outro ainda...
E fez muito bem porque o que está errado não é para se esconder mas para mostrar bem mostrado ao mundo.
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Faz parte da nobreza humana defender e proteger os mais fracos ou vulneráveis... estes militares parecem muito longe desse conceito básico à sobrevivencia da vida no planeta.
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E mais não digo.
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