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Thursday, February 27, 2014

experimente!

http://www.hypeness.com.br/2014/02/e-vegetariano-ou-vegano-mas-nao-sabe-o-que-cozinhar-seus-problemas-acabaram/

Friday, September 20, 2013

Friday, May 24, 2013

Friday, January 18, 2013

carnismo





Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas?

Melanie Joy, Ph.D (Doutorada em Psicologia), Ed.M (Mestre em Educação), é psicóloga social e autora do livro "Why We Love Dogs, Eat Pigs, and Wear Cows" (Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas), que explora a ideologia por detrás do consumo de carne e o porquê de alguns animais serem considerados animais de companhia, enquanto que outros são considerados alimento. A Dra. Joy é professora de Psicologia na Universidade de Massachusetts, em Boston, e tem vindo a estudar a psicologia do especismo desde há vários anos.

O que é o Carnismo?

O carnismo é um sistema de crenças invisível, ou uma ideologia, que condiciona as pessoas a comer (certos) animais. O carnismo é, essencialmente, o oposto do vegetarianismo ou do veganismo; "carn" significa "carne" ou da carne" e "ismo" denota um sistema de crenças. A maioria das pessoas vê o consumo de animais como um dado adquirido em vez de uma escolha; em culturas que consomem carne, por todo o mundo, as pessoas tipicamente não pensam sobre o porquê de acharem a carne de alguns animais repugnante e a carne de outros animais apetitosa, ou sequer sobre o porquê de comerem animais. Mas quando comer animais não é uma necessidade para a sobrevivência, tal como no caso da maioria da população actual, constitui-se como uma escolha – e as escolhas derivam sempre de sistemas de crença.
Reconhecemos que não comer animais deriva de um sistema de crenças; o vegetarianismo foi nomeado há séculos atrás. Em conformidade, não nos referimos aos vegetarianos como "consumidores de plantas", uma vez que compreendemos que comer plantas reflecte uma ideologia implícita, na qual o consumo de animais não é ético nem apropriado. No entanto, continuamos a referir-nos aos "não-vegetarianos" como "consumidores de carne", como se o acto de comer animais estivesse separado de um sistema de crenças, como se os vegetarianos fossem os únicos a levar para a mesa do jantar o seu sistema de crenças. Porém, a maioria das pessoas come porcos mas não come cães, isto porque possui um sistema de crenças no que respeita a comer animais.

Então porque é que o carnismo tem continuado sem nome até agora? Uma razão é porque, simplesmente são mais fáceis de identificar as ideologias que saem da norma. Uma razão ainda mais importante é porque o carnismo é uma ideologia dominante - uma ideologia de tal modo difundida e interiorizada que os seus princípios são considerados senso comum, “a maneira como as coisas são”, em vez de serem considerados um conjunto de opiniões mantidas pela maioria das pessoas. O carnismo é também uma ideologia violenta e exploradora; organiza-se em torno de uma violência intensiva, extensiva e desnecessária, e em torno da exploração dos animais. Até a produção da chamada carne com um tratamento mais humano (e outros produtos de origem animal), que constitui uma pequeníssima percentagem da carne produzida actualmente, explora os animais e envolve crueldade. Os princípios do carnismo contrariam os valores de base da maioria das pessoas que não estaria disposta, de outra forma, a apoiar a exploração de outros ou a permitir tal violência para com seres sencientes. Assim, o carnismo, à semelhança e outras ideologia violentas e exploradoras, tem que se esconder para garantir a participação da população; sem o apoio popular, o sistema entraria em colapso.

Omnívoro, Carnívoro e Carnista

Assim como “consumidores de carne” é uma expressão imprecisa e enganadora para descrever aqueles que não são vegetarianos, também o são os outros termos commumente usados tais como “omnívoro” e “carnívoro”. Estes termos reforçam a assunção de que comer animais é natural, um dos mitos mais interiorizados e convincentes, que é usado para justificar o carnismo. “Omnívoro” e “carnívoro” descrevem a disposição fisiológica e não a escolha ideológica de cada um: um omnívoro é um animal, humano ou não, que consegue ingerir tanto matéria animal como vegetal e um carnívoro é um animal que precisa de ingerir carne para sobreviver.
Pelas razões mencionadas acima, “carnista” é o termo mais adequado para descrever aqueles que comem animais. “Carnista” não é um termo com uma intenção pejorativa; tem apenas um propósito descritivo, para descrever quem age de acordo com os princípios do carnismo – tal como “capitalista”, “budista”, “socialista”, “crudivorista”, por exemplo, descrevem aqueles que agem em conformidade com uma ideologia em particular. Se temos um nome para os vegetarianos, faz todo o sentido termos um nome para aqueles cujos comportamentos reflectem o sistema de crenças oposto. “Carnista,” no entanto, difere dos outros “istas” atrás referidos porque a maioria dos carnistas não sabe que é de facto carnista, uma vez que o carnismo é invisível. Muitas pessoas são essencialmente, carnistas inadvertidas; tal é o paradoxo de ser carnista. E apesar de “carnista” ter sido criado simplesmente por uma questão de exactidão, o termo pode ser encarado como ofensivo – muito provavelmente porque, num certo nível, as pessoas consideram ofensiva a desnecessidade de matar e de consumir animais.

Defesas Carnísticas

As ideologia como o carnismo mantêm-se vivas ensinando-nos a não pensar ou a não sentir quando seguimos o que ditam, e uma das principais formas de fazerem isto é usando um conjunto de mecanismos que operam tanto ao nível social como psicológico. As “defesas carnísticas” escondem as contradições entre os nossos valores e os nossos comportamentos, permitindo-nos fazer excepções aquilo que normalmente consideraríamos ético.
A principal defesa do sistema é a invisibilidade e a principal forma da ideologia ficar invisível é permanecendo não-nomeada: se não a nomearmos, não a vemos, e se não a virmos, não podemos falar sobre ela ou questioná-la. Mas não só a própria ideologia é invisível, como também o são as vítimas do sistema: os triliões de animais de produção pecuária que são mantidos fora de vista e dessa forma, convenientemente afastados da consciência pública; a contínua degradação ambiental; a exploração dos trabalhadores dos matadouros e dos embaladores de carne; e os consumidores de carne que têm cada vez um maior risco de padecer das doenças mais graves do mundo industrializado e que têm sido continuamente condicionados a desligarem-se, psicologicamente e emocionalmente, da verdade da sua experiência no que diz respeito a comer animais.

Mas a invisibilidade é apenas a primeira linha de defesa na fortaleza do carnismo; é impossível obscurecer completamente a verdade. Assim, quando a invisibilidade inevitavelmente falha, o sistema precisa de um suporte. Consequentemente, o carnismo ensina-nos a justificar o facto de comermos animais, e ele fá-lo apresentando os mitos da carne (e de outros produtos animais), como se fossem os factos sobre a carne, promovendo os Três Ns da Justificação: comer animais é normal, natural e necessário. Os Três Ns estão institucionalizados – são incluídos e mantidos por todas as grandes instituições sociais, desde a família ao estado – e, talvez não surpreendentemente, têm sido evocadas ao longo da história para justificar outras ideologias exploradoras e violentas (ex. escravatura, domínio masculino, etc.).
O carnismo também se defende a ele próprio através da distorção das nossas percepções sobre a carne e os animais de forma a podermos sentir-nos confortáveis o suficiente para os comermos. Aprendemos, por exemplo, a ver os animais de produção pecuária como objectos (ex. referimo-nos às galinhas como algo em vez de alguém) e como abstracções, desprovidos de qualquer individualidade e personalidade (ex. um porco é um porco e todos os porcos são iguais), e para criar categorias rígidas nas nossas mentes de forma a podermos acolher sentimentos e comportamentos muito distintos relativamente às várias espécies (ex. a carne de vaca é deliciosa e a carne de cão é repulsiva; as vacas são para comer e os cães são nossos amigos).

Existem mais defesas que sobrepõem e reforçam as mencionadas aqui, mas todas as defesas servem um único propósito: bloquear a nossa sensibilidade e empatia no que toca aos animais de produção pecuária e aos produtos produzidos pelos seus corpos. Tendo consciência das defesas carnísticas, porém, somos menos vulneráveis à sua influência; somos capazes de sair do sistema e de olhar a questão de comer animais com os nossos próprios olhos, em vez de olharmos pelas lentes do carnismo.

Autoria: Dra. Melanie Joy
Fonte: http://www.carnism.com
Tradução: Sílvia Ferreira 



Monday, November 05, 2012

Uma questão de ética e convicção?


Todos conhecemos casos de pessoas que aderiram a alimentação vegetariana ou mesmo vegan, com maior ou menor conhecimento de causa, com maior ou menor entusiasmo, e um dia desistiram, voltaram a pratica alimentar anterior.
Dá-se as mais variadas razões, desde a simples comodidade social até a questões de saúde (!)

O artigo abaixo e sobre esse tema e vale a pena ler integralmente


[...]
Toda a exploração animal representa um mal em si mesmo, pois implica tratar os animais como recursos descartáveis que apenas existem para satisfazerem os nossos caprichos. A resposta à exploração animal não é procurar formas de diminuir o sofrimento dos animais explorados, é rejeitar por completo a exploração. A pergunta para a qual deves procurar resposta não é “como é que se pode retirar a maior quantidade possível de leite a esta vaca de forma a causar-lhe o mínimo sofrimento?”, mas sim “que justiça há em trazer esta vaca ao mundo, engravidá-la repetidamente para que tenha leite, retirar-lhe os filhos logo que nasçam e abatê-la ainda jovem, apenas para satisfazer o nosso paladar?”.
É importante termos o nosso veganismo bem assente em princípios éticos e não numa noção incoerente de diminuição do sofrimento, como se respeitar os animais fosse uma questão quantitativa, um qualquer somatório de medidas avulsas. Tal como acontece com os direitos humanos, ou se respeita os direitos dos animais ou não se respeita, não há posições intermédias. Ninguém diz: “era bom acabar com as violações de mulheres, mas, como é completamente irrealista pedir isso, devemos começar por pedir que os violadores sejam compassivos durante a violação”. Ora, então porque dizemos coisas como “se não te queres dar ao trabalho de adoptar o veganismo, já era bom se deixasses de comer carne”?
O veganismo é um princípio básico de justiça, e a justiça não se aplica aos retalhos nem se suspende só porque nos apetece saborear um produto de origem animal. 
[...]

Monday, October 22, 2012

Para pensar!...


Estava agendado [...] um festival de carne de cão na cidade de Seongnam, Coreia do Sul, que tinha como principal objectivo a promoção do consumo de carne de cão. Estava prevista a exibição de vídeos e fotografias de explorações de carne de cão para mostrar como os cães são criados em condições higiénico-sanitárias adequadas e, para além da tradicional sopa de cão, seriam apresentadas várias iguarias caninas, incluindo cão no churrasco, salsichas de cão e patas de cão ao vapor. Seriam ainda apresentados outros produtos com ingredientes de cão, tais como cosméticos e licores.
Mas o evento acabou por ser cancelado na sequência de uma chuva de protestos, não só por parte de “defensores dos animais”, mas também de muitos outros sul-coreanos que se opõem ao consumo de carne de cão e não querem ser motivo de chacota dos ocidentais. Afinal de contas, nenhuma pessoa civilizada pode ficar indiferente à barbárie que significa os humanos comerem o animal que é considerado o melhor amigo do homem...

Se a nossa convivência mais próxima com os cães ou com os gatos nos permite perceber imediatamente que é uma barbárie explorá-los, matá-los e comê-los, já percebemos o mais importante. Agora, o apelo da justiça é para que mostremos o mesmo respeito pelos outros animais que o merecem exactamente na mesma medida. E esse respeito mínimo significa não contribuir para a sua exploração e morte, ou seja, adoptar o veganismo.E se fosse um festival para promoção do consumo de carne de vaca, porco ou frango? E se houvesse iguarias como mão de vaca, enchidos de vísceras de porco ou patas de galinha? Quantas pessoas continuariam indignadas? A única diferença é que explorar e matar vacas, porcos ou galinhas é considerado normal na nossa sociedade. Mas a injustiça, essa, é exactamente a mesma e a nossa esquizofrenia moral é absolutamente gritante. Encaramos alguns animais como seres merecedores de respeito, por vezes até os considerando como membros da nossa família, ao passo que outros animais são coisas para explorar, matar e comer. Cães, vacas, porcos ou galinhas, todos eles são seres com personalidades únicas, todos eles são seres psicológicos que se podem alegrar ou entristecer, e seres que, acima de tudo e tal como nós, querem viver a vida deles livres de sofrimento.



*


Tuesday, August 28, 2012

Uma questão de verdade...


veja o filme, vá lá...

voce vira a cara e depois vai ao restaurante pagar e ingerir o produto destas cenas?!

hummm...

* * *

O que eu tenho a dizer?

Enquanto se consumirem cadáveres animais e seus derivados na alimentação e vida humana a possibilidade de estas cenas existirem é muito alta

Não e verdade que as carcaças e derivados animais sejam indispensaveis à saúde e vida humana.
pelo contrario.

Informe-se bem...

É óbvio que estas verdades desgostam certos interesses, nomeadamente económicos.





Wednesday, January 18, 2012

Uma Verdade Mais Que Inconveniente



acima o resumo, abaixo o vídeo completo.


A apresentação é conduzida pela ativista e deputada do Partido pelos Animais nos Países Baixos, Marianne Thieme, que completa assim o documentário "Uma Verdade Inconveniente" de Al Gore, estranhamento alheio no que respeita ao impacto ambiental da pecuária...




Friday, December 23, 2011

Neste Natal...


Em tempo de festividades ...

muitos sentam-se para confraternizar, falam de paz e amor, e esquecem que a comida no prato a sua frente é uma refeição com crueldade.

que sentido tem falar de paz e amor nessas condições?!

Celebre sim, mas sem que outro ser perca a vida para isso!

e, desculpe lá, isso não só e possível como desejável, mais saudável, mais saboroso e se você gosta de respeitar as vidas alheias, mais de acordo com a sua convicção.







Pratique e divulgue a adopção responsável... 
e sempre que puder faça a diferença positiva na vida de um animal...

Para que não acabem como os da imagem

*
As fotos são da Igualdadeanimal.org mas estão tambem num excelente post do jornal defesa dos animais s/ a comemoração do Dia Internacional dos Direitos dos Animais:



Thursday, October 27, 2011

Excelentes iniciativas do PAN


visite!


Comunicado do PAN sobre a alteração do estatuto do animal no Código Civil



Na passada Sexta-feira foi discutida em plenário na Assembleia da República uma petição referente à alteração do estatuto do animal no Código Civil.

Entregue em Março deste ano com 8305 assinaturas, a petição pede que seja aprovada uma proposta elaborada em 2008 pelo Ministério da Justiça, liderado pelo então ministro Alberto Costa, que prevê a alteração do estatuto dos animais não-humanos, de modo a que deixem de ser considerados 'coisas' para serem considerados 'animais'.
Continuar...
 *Veja os vídeos do PAN
*
O PAN lança hoje a campanha "2ªs Sem Carne", que visa promover a redução em 15% do consumo de carne, trazendo assim claros benefícios para a saúde, o ambiente e os animais. Não comer carne, um dia por semana, é um pequeno gesto que dá início a uma grande mudança, pelo bem de tudo e de todos. 


Visite o site em www.2semcarne.com, junte-se à página do facebook e partilhe por todos. 

Um dia por semana, siga a opção vegetariana.

Thursday, October 13, 2011

Igualdad Animal: uma agenda notável!


igualdadanimal.org/em Espanha,
desdobra-se em várias acções visando levar ao conhecimento de todos a realidade sobre a maneira como os animais são tratados

Acompanhe:

Desde as universidades até às ruas,
investigando e mostrando as várias maneiras pelas quais os animais não-humanos são escravizados e explorados, quase sempre impunemente, alvo de todas as violências, a coberto de tradições ou lobbies que vivem dessa escravidão, no meio da indiferença e passividade generalizada...


 o notável trabalho do fotógrafo e activista:
*

mostrando alternativas alimentares:

Thursday, September 29, 2011

os 7 livros de Marcel Benedet


parte 2 / parte 3 / parte 4                   (ou: video completo)

O veterinário e escritor Marcel Benedet, recente e prematuramente desaparecido por doença, deixou 7 livros com a sua postura e crença pessoal no que respeita aos animais-não-humanos serem seres espirituais, que compartilham com o ser humano toda uma existência de alma independente do corpo.

— Todos os Animais Merecem o Céu;
— Todos os Animais São Nossos Irmãos
— Animais no Mundo Espiritual
— A Espiritualidade dos Animais
— Histórias Animais que as Pessoas Contam,
— Errar é Humano – Perdoar é Canino,
— Os Animais Conforme o Espiritismo

 
Marcel Benedet extrapolou em muito a sua profissão, contribuindo para a causa animal através de actos practicos de divulgação, sensibilização pública e ajuda a animais carentes:


Benedeti apresentava um programa na Rádio Boa Nova (“Nossos Irmãos Animais”), único no gênero, que mostrava os animais como seres inteligentes e sensíveis, capazes de compreender as nossas ações sobre eles. Com o programa Marcel Benedeti conseguiu mudar o ponto de vista de milhares de pessoas que se tornaram vegetarianas por simples demonstração de respeito aos animais. Milhares de pessoas que não davam importância aos seus animais passaram a respeitá-los e a tratá-los com a dignidade que merecem, tanto quanto nós
Ainda na tentativa de ampliar a consciência nas pessoas, criou uma associação, que tem como objetivo educar as pessoas por meio  de cursos, que envolvem o aprendizado da ética no trato com os animais. Por intermédio da associação, Marcel Benedeti conseguiu arrecadar rações e medicamentos distribuídas aos animais carentes, contribuindo assim para salvar milhares de vidas animais. Certo de que a educação é o caminho correto para uma vida melhor e mais digna aos animais e pessoas, Marcel Benedeti defendia, que ampliando o seu pequeno projeto de educação ética, se ampliariam os horizontes da dignidade humana para com os animais. Seu objetivo era ver os animais sendo tratados com dignidade e respeito, pois acreditava que um crime cometido contra um animal tem a mesma gravidade de um crime cometido contra uma pessoa.

* * * 

no site veterináriosnodiva tem sugestão de vários livros sobre animais -e não só.

Alguns estão disponíveis para ler online.

como não tinha lido esse, escolhi de Ernesto Bozzano: 

(Uma compilação de casos de comunicação aparentemente inexplicável pelas vias comuns entre animais e seres humanos ligados pelo afecto)

Monday, June 13, 2011

Uma boa questão: Respeitar e Matar?!



O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, tem causado agitação nos últimos dias, depois de anunciar que só come animais que ele próprio mata. No dia 4 de Maio, publicou uma nota privada para os seus amigos no Facebook: “Acabei de matar um porco e uma cabra.”. Mais tarde, enviou à Fortune uma nota a explicar o que lhe vai na alma, onde se destaca o seguinte:
«Este ano, o meu desafio pessoal centra-se em dar graças pela comida que tenho para comer. Acho que muitas pessoas se esquecem de que um ser vivo tem de morrer para que tu comas carne, por isso, o meu objectivo centra-se em não me esquecer disso e dar graças pelo que tenho. Este ano, tornei-me praticamente vegetariano, pois a única carne que como é de animais que eu próprio matei.»

Muitos têm criticado e até insultado ferozmente o Mark, como se ele estivesse a fazer alguma coisa pior do que aquilo que a esmagadora maioria da população faz, que compra alegremente carne, peixe, leite, queijo e ovos no supermercado, pagando a outros para fazerem o “trabalho sujo”. Mas a verdade é que é tão responsável o autor material (quem explora e mata os animais) como o autor moral (que paga para que isso aconteça). O Mark está simplesmente a cortar o intermediário.

E, afinal, isto é bom ou é mau? Bem, poderia ser bom, se não fosse mau. Poderia ser bom se o Mark, ao invés de considerar que a satisfação do seu paladar é justificação suficiente para matar, tivesse conseguido sentir empatia pelos outros animais e perceber que eles não existem para nos servir. Na atitude dele, não há nenhum respeito. Não importa se agradecemos ao animal antes de o degolar, não importa se fazemos uma oração pelo animal que vamos comer. O mínimo que o respeito exige é que não tratemos os outros como coisas que servem exclusivamente para nosso benefício. Como é possível respeitar alguém se mata por nenhum motivo que não a satisfação do nosso paladar

Quando confrontada com a exploração animal, a maioria das pessoas gosta de romantizar a vida dos animais. As pessoas imaginam uma quinta ideal onde os animais são acarinhados e vivem muito felizes. Imaginam que as vacas leiteiras passam os dias a pastar em prados verdejantes e que correm contentes para serem as primeiras a ser ordenhadas. Imaginam que as galinhas se ocupam a esgravatar na terra e que oferecem alegremente os seus ovos aos humanos. Imaginam que os porcos passam o dia a comer bolotas e que se divertem a brincar na lama.

Mas a verdade é que 99,9% dos animais criados para consumo têm vidas miseráveis. Vidas marcadas pelo confinamento, pela mutilação, pela manipulação sexual e pela constante privação e frustração dos seus instintos naturais. Claro que é possível criar animais em condições próximas das condições ideais de bem-estar. Só há um problema: por melhores que sejam as condições que alguém dá aos animais que cria para consumo, o destino deles está marcado à nascença. E esse destino é a faca. E, por melhor que se trate um animal, por mais carinho que se lhe dê, nada disso branqueia a violência do acto de matar.

Não é por acaso que matar um humano é o crime punido com pena mais elevada no código penal. Quando se acaba com a vida de alguém, acaba-se com todo o mundo desse alguém. E os outros animais são alguém que estão neste mundo tal como nós. Tal como nós, os outros animais podem sofrer ou alegrar-se, sentir medo ou solidão, sentir frustração ou satisfação. Tal como nós, os outros animais têm percepção do mundo que os rodeia e têm consciência daquilo que lhes acontece. Tal como nós, eles têm interesse em viver a vida deles e não querem morrer.

Que tacanhez mostramos, afinal, quando nos julgamos tão superiores a todos os outros animais ao ponto de pormos e dispormos das vidas deles a nosso bel-prazer.

Respeitar e matar: definitivamente, duas palavras que não se conjugam.



*

Óptima questão, levantada no mudaomundo, com um bom nível de comentários que vale a pena ler na íntegra
#
-Mas se eu comer ovos não estou a fazer mal a nenhum animal...
Engano seu, minha distraída/o amiga/o.
Produtos animais sem crueldade são uma realidade difícil de encontrar...
Menos ainda quando, as questões de rentabilidade económica vêm antes de qualquer outra. 
E, fala sério, vêm sempre, não é?


As Galinhas, os Pintainhos e os Ovos *



Tuesday, November 30, 2010

The Witness


Este é o filme The Witness

Ainda não vi, mas faz parte de certeza dos meus interesses e penso ver em breve.

* * *

Por outro lado, se voce faz parte do crescente número de pessoas que toma consciência que o modo como os animais na generalidade são tratados, está abaixo dos mínimos exigíveis pela dignidade que deve ser inerente a toda a vida e quer colocar leis em Portugal que prevejam a responsabilização de quem os maltratar, por favor preste atenção, leia e divulgue esta iniciativa da Animal.

* * *

Já agora...

visite a Animal e aproveite as sugestões semanais de alimentação vegetariana.

Vem aí tempo de festas e se houver convidados vegetarianos -ou não... comida vegetariana é sempre uma excelente, ética e -saborosa! garanto eu, ideia.

Saturday, July 10, 2010

Vida mais ecológica II - "Pode usar cabedal e apregoar que é vegetariana"?

(o livro de Tamsin Blanchard: cheio de ideias alternativas)
*
Portanto voce é uma vegetariana que usa cabedal. Junte-se ao clube. Durante a maior parte da minha vida adulta não comi carne, desde que vi aquele poussin num frigorífico de Sainsbury's. Era tão pequenino e pareceu-me um tal desperdício de vida. E tinha acabado de ver a estranha dança das galinhas no filme de David Linch, o Eraserhead. Assim, foi de um dia para o outro que deixei de comer carne. Mas as malas e sapatos de cabedal sempre foram um tema mais complexo. Não podia deitar fora todos os meus sapatos, assim de repente Para ser sincera, só ultimamente é que comecei a pensar nisso a sério.
*
Depois, dá as dicas veg:
*
Apesar de continuar a comprar sapatos ocasionais de cabedal, acabo por optar pelos que são feitos de tudo menos isso. [...] Tambem possuo birkenstock , de que talvez nem toda a gente goste, mas que duvido que se gastem.
e fala-se de Stella McCartney (*),de Terra Plana; da Beyondskin e da Charmone, pioneiros do calçado sem crueldade.
*
E claro que refere o "encantador site portugues" novacas
*
Seria injusto não nomear tambem vegetarian-shoes.co.uk/ e tinglondon.com
Ficaria surpreendida com a quantidade de vedetas que optam por sapatos sem cabedal em todas as ocasiões, mesmo no tapete vermelho.
Gwyneth Paltrow prefere andar descalça do que usar cabedal mas ser amiga de Stella Mc Cartney ajuda. Natalie Portman adora sapatos de salto alto da Charmone e claro, da Beyond Skin.
[...]
Joaquin Pheonix(*) é um vegan convicto. Até se deu ao trabalho de garantir que as botas de cowboy que usou para representar Jonny Cash não eram de cabedal.
Malas vegan? podem ser encontradas em Matt and Nat ! -mas tem mais no livro.
*
e Tamsin continua:
*
Mesmo que não seja vegetariana, vale a pena considerar alternativas ao cabedal. Tenho pena que não seja o mais ético dos materiais. Cerca de 6 por cento do cabedal é de vaca. Segundo a fonte de sabedoria do conhecimento verde, a www.treehugger.com:
São necessários oito hectares de terra, cinco mil toneladas de pasto, 600 litros de gasolina, e outros derivados do petróleo para fertilizantes, uma tonelada de milho, 160 de soja, 5,4 milhões de toneladas de água e 1,5 hectares de terra (para as colheitas de ração), mais vários insecticidas, herbicidas, antibióticos e hormonas, para criar uma vitela de 250 quilos até ao estado adulto, altura em que é abatida e a pele retirada.
Básicamente a produção de vacas é uma operação imunda e cheia de desperdícios, já para não falar do problema de flatulência. Cada molécula de metano tem vinte e uma vezes o potencial de aquecimento global de uma molécula de CO2!
*
(*) Joaquin Pheonix é quem dá a voz ao filme EARTHLINGS, disponível neste blog no lado direito da página -filmes s/ causa animal.

Tuesday, July 06, 2010

vips vegetarianas :-)


Em pessoas não suficientemente informadas (inclusive profissionais de saúde!), ainda reina o mito de que a alimentação vegetariana só é possivel se tiver uma vida sem esforço físico/intelectual.

Não é assim. Existem pessoas em toda a espécie de actividades que praticam vegetarianismo. Inclusive integral: nada de cadáveres animais, nada derivado de leite, manteiga, ovos.

desportistas de alta competição -invariávelmente obrigados a altas perfomances físicas, artistas, enfim, toda a espécie de actividades.

De todos os tempos!

e muito boas razões para optar por alimentação vegetariana.

Friday, July 17, 2009

acontece todos os dias... aos milhares!


(imagens e texto daqui)

A cena evocada no texto, acontece todos os dias... é um cenário que se repete com poucas variações milhares de vezes, ceifando vidas em toda a parte do planeta.


A verdade é que todos podemos fazer algo para mudar isto.

* * *
Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. Está cercado por homens que usam armas compridas – agulhões elétricos – e aventais manchados de sangue. Tudo em volta cheira a sangue, odor vivo dos que chegaram antes. Já não tem forças para caminhar com as próprias pernas. Eles sabem disso e o deixam parado por alguns instantes – etapa estratégica antes do último corredor (lá precisam mantê-lo em pé).

Momento fatídico, irreversível, quando a realidade mostra as garras afiadas e afugenta a última nevoa de ilusão. O estado de pânico chega ao ponto Maximo: todos os músculos estão tensos; a pulsação cresce ainda mais; o ritmo respiratório cresce, com as narinas inflando em excesso para absorver mais ar; os olhos dilatam em busca de outros estímulos; do abdômen os gases descem, suscitando fezes e urina. O organismo saturado diante da morte anunciada.

No começo era apenas o medo…

Eles chegam no campo resolutos, com os mesmos agulhões, e o identificam. Está marcado para a Viagem. Tenta fugir, acuado, mas leva várias estocadas elétricas. A carne arde e se retesa. Uma complexa reação química começa no cérebro, atingindo todas as células e fibras . E a resposta do corpo à violação do corpo. Debate-se em vão, ataca, em vão. E amarrado, fortemente, é conduzido para o interior do grande carro. Há outros como ele, um em cada compartimento. Estão atordoados, sem entender por que foram expulsos dali. O trajeto é sinuoso, cheio de solavancos, vibrações irritantes, paisagens estranhas. De vez em quando uma nova parada. Mais um embarcado, ofegante, perplexo.

A chegada é violenta, então o medo aumenta. Recebe novas estocadas por todo o corpo, enquanto é conduzido por um angustiante labirinto de corredores e rampas. Para não ser torturado ainda mais, caminha, trôpego, por onde querem que caminhe.
Dezenas de seres iguais a ele gritam, aterrorizados. Como eles passam por vários banhos químicos, que irritam a pele e os olhos.

Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. As fezes, incontidas, escorrem pelas pernas, a urina escorre. Então uma figura familiar lhe aparece na frente, sendo levada pelos homens. Reconhece-a pelo cheiro, pelas imagens de outros tempos, afagos pueris. Os dois olham-se por alguns breves segundos. Ela está calma, resignada, e transmite a ele essa paz incomum. Os algozes não percebem, mas dos olhos dele vertem grossas lágrimas, que se misturam ao sangue escorregadio do chão. Então o pânico recua, os nervos ganham elasticidade, o coração bate compassado, a respiração sossega. Sente-se tranqüilo, estranhamente tranqüilo diante do destino que lhe reservaram. Busca na memória os acontecimentos bons que lhe marcaram a vida; ignora os momentos difíceis da sua condição. Lembra dos espaços abertos, águas e gramíneas, seres iguais em volta. O coração sorri.

Está pronto. É hora de ser conduzido ao último corredor do abatedouro. Depois do derradeiro choque elétrico vai se transformar, para eles, num monte de carne diferenciada, fonte de proteína para todos os paladares. Mas sabe, porque recebeu a Anunciação, que depois do golpe fatal, quando o sangue começar a jorrar por todos os cortes industrializados, romperá concreto e ferro, paredes, numa fuga desenfreada em busca do Éden selvagem.

*Texto retirado do livro “As Víceras e o Coração” de Jaime Ambrósio.*
Jaime Ambrosio nasceu em Anita Garibaldi, SC, em 1958. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, tendo também freqüentado o curso de Letras. Participou de movimentos literários na vida acadêmica e foi premiado em alguns concursos, com destaque para o de contos da Sinergia. Em 1998, ganhou o Premio Cruz e Sousa com o livro Por um punhado de contos (historias do bem, historias do mal), publicado pela FCC Edições. Jornalista profissional, atua como editor de texto no SBT, em Florianópolis.
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