Monday, March 26, 2007

Realidades: 2 livros



Comprados muito recentemente, qualquer deles fala de factos verídicos no nosso mundo actual...

Como a realidade ultrapassa por vezes a ficção, destaque para Uma Ofuscante Ausência de Luz ; o autor Tahar Ben Jelloun conta as condições dos presos em Tazmamart, prisão marroquina

a sinopse do livro ou como a capacidade de resistência interior faz sobreviver prisioneiros políticos a dezoito anos de cativeiro... num buraco, no deserto.

*


Com Raiva no Coração de Ingrid Betancourt, a colômbiana de que muitos devem recordar o protagonismo em factos relativamente recentes

O livro traz-nos a sua autobiografia -nem sempre pacífica, apesar das boas condições sociais de que dispunha, acompanha a Ingrid-combatente contra a corrupção; naturalmente muito incómoda!

Quatro anos passados após o rapto, Ingrid e a apoiante Clara Rojas continuam em cativeiro desconhecido...
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Sunday, March 25, 2007

Família que cresce!


imagem

Angelina Jolie adoptou pela terceira vez uma criança, o vietnamita Pax Tien (Céu Pacífico)

O dupla Angelina-Brad Pitt tem agora 4 filhos -uma filha biológica em comum.

A primeira adopção -Maddox do Camboja, foi por alturas do primeiro casamento de AJ que após o divórcio adoptou a menina Etíope Zahara.

Após a união com Brad Pitt e o nascimento da filha de ambos Shiloh, chega a vez de Pax Tien.

Ficarão por aqui?! :-)
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Aqui e agora



artigo inserido no saindodamatrix...

(com uma interessante passagem do livro de Eckhart Tolle "O poder do Agora")

* * *
[...]
A negatividade é completamente antinatural. É um poluente psíquico e existe um vínculo profundo entre o envenenamento e a destruição da natureza e a grande negatividade que vem sendo acumulada na psique coletiva humana.


Nenhuma outra forma de vida no planeta conhece a negatividade, somente os seres humanos, assim como nenhuma outra forma de vida violenta e envenena a Terra que a sustenta. Você já viu uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já cruzou com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de auto-estima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante à negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e assim se ligam à mente humana e à insanidade deles.

Vivi com alguns mestres zen - todos eles gatos. Até mesmo os patos me ensinaram importantes lições espirituais. Observá-los é uma meditação. Como eles flutuam em paz, de bem com eles mesmos, totalmente presentes no Agora, dignos e perfeitos, tanto quanto uma criatura sem mente pode ser. Eventualmente, no entanto, dois patos vão se envolver em uma briga, algumas vezes sem nenhuma razão aparente ou porque um pato penetrou no espaço particular do outro. A briga geralmente dura só alguns segundos e então os patos se separam, nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes. Então continuam a nadar em paz, como se a briga nunca tivesse acontecido. Quando observei isso pela primeira vez, percebi, num relance, que ao bater as asas eles estavam soltando a energia acumulada, evitando assim que ela ficasse aprisionada no corpo e se transformado em negatividade. Isso é sabedoria natural. É fácil para eles porque não têm uma mente para
manter vivo o passado, sem necessidade, e então construir uma identidade em volta dele.
*

Que ser humano você vai querer ser no futuro?



Que ser humano você vai querer ser no futuro?
(um dos textos de
Sirley Bittú)

"Vivemos numa sociedade capitalista que valoriza o ter e poucos conseguem preocupar-se com o ser.
Acredito que nascemos a partir de um ciclo de evolução constante, estamos vivos para evoluir como seres humanos.
A vida torna-se mais saborosa quando conseguimos elevar nossos sentimentos e sair da mesmice diária, rotineira, de cumprir obrigações sem refletir em como e por que nossas atitudes são realizadas.
Você já pensou que ser humano você vai querer ser no futuro?
Para responder a essa pergunta, talvez você precise de outras.
Que ser humano você é hoje?
O que você conhece sobre você mesmo?
Quais são seus objetivos e metas?
Quais são seus medos, desejos, sentimentos por si e pelos outros?
Pare e pense nisso por um momento.Como vai sua auto-estima?
E sua tolerância, sua capacidade ética, seu respeito com o outro, seu auto-respeito, seu equilíbrio emocional, sua maturidade afetiva, seus amores, seus desafetos?
Como você resolve suas dores?
Enterra a cabeça no travesseiro e chora escondido?
Não chora... Você é daqueles que conta a todos sobre sua vida indiscriminadamente, dividindo todos seus sentimentos e pensamentos ou mesmo do tipo que pensa tanto antes de dividir seus sentimentos que acaba muitas vezes escolhendo a pessoa errada para compartilhá-los?

Pensa antes de agir, age antes de pensar... é ponderado ou impulsivo, respeita o espaço do outro ou é invasivo?
Sabe ouvir ou só sabe impor sua fala?
É tímido, passivo ou arrogante e imperativo? É autoritário ou tem autoridade?
É amado? Ama-se?
É dependente emocional, co-dependente, independente ou solitário?
Quem é você? Como essa sua forma de ser, agir, pensar sentir, ajuda sua vida e como te atrapalha?
Traz a você mais dor ou mais amor... alegria ou sofrimento?
Que tipo de ajuda você precisaria hoje para se melhorar como pessoa?
Essas são algumas das inúmeras perguntas que podemos nos fazer na busca de um entendimento verdadeiro sobre o nosso eu; é claro que coloquei aqui apenas alguns extremos, pois meu objetivo é apenas estimular a reflexão, mas temos que considerar inúmeras variáveis entre essas posições.
O ser humano é tudo isso, múltiplo, genial, idiota, limitado e infinito... tudo ao mesmo tempo, numa trama dinâmica e complexa. A genialidade do ser humano está em ter a capacidade de se perceber, avaliar sua identidade e buscar seu aprimoramento e seu desenvolvimento.

Saber o ser humano que você deseja ser no futuro implica em ter noção de quem você é hoje e em ter um objetivo a ser alcançado. O advento da escolha é conhecido como livre arbítrio.
É como se pudéssemos, a qualquer momento de nossas vidas, voltarmos nossa atenção para nosso passado, refletindo sobre a história pessoal que estamos construindo; nosso presente, elaborando nossas atitudes e sentimentos e para nosso futuro, planejando, direcionando e redirecionando nossa vida a partir do aprendizado adquirido nesta jornada, num movimento dinâmico.
[...]
...continua...
*
* um dos artigos do somostodosum desta semana *
*

Saturday, March 24, 2007

Tempo de borboletas! :-)



Chegaram com a Primavera e estão um pouco por todo o lado...

Tambem aqui, a exposição borboletas atraves do tempo pretende sensibilizar para a importancia da biodiversidade e da educação ambiental

De Maio a Dezembro, no Museu Nacional de História Natural; donde seguirá para o país vizinho

Museu que vale a pena visitar por múltiplos motivos, além de que está em plena Lisboa e tem ao lado o muito tranquilo Jardim Botânico
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Sunday, March 18, 2007

Símbolo da paz


daqui

Hoje, no Porto
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Repúdio ao incitamento da violencia contra os animais


a resposta de Clara Pinto Correia

Tudo começou em Fevereiro, com uma crónica infeliz...

Houve uma mobilização geral, e muitos dos que discordavam dos termos da crónica comunicaram o seu desagrado ao jornal ou à autora dela

Clara Pinto Correia tambem se manifestou -na pele de um gato e termina assim :

nao sei, nao sei, nao sei. Estou tão confuso.
Amilcar Cabral
Gato Persa Cinzento
de Olhos Amarelos
Bairro Alto

Perante tantas manifestações, a autora da crónica que despoletou toda a situação veio na semana seguinte retratar-se a público, obviamente por mera conveniência social...

A Direcção da Animal emitiu o seguinte parecer:

[...]
A ANIMAL soube que algumas centenas de e-mails de protesto foram enviados à cronista em causa e ao “SOL”, nomeadamente pedindo ao director do jornal que apresentasse um pedido de desculpas publicado na edição seguinte por um episódio tão lamentável, e a própria ANIMAL dirigiu-lhe um protesto e um pedido neste sentido. Estes apelos não foram, porém, devidamente considerados, uma vez que entendemos que a resposta do jornal a este episódio e à fortíssima e muito participada crítica que recebeu foi fraca e insatisfatória. No entanto, a ANIMAL acredita que este caso serviu para mostrar a um jornal importante como as pessoas que se preocupam com os animais estão vigilantes e não deixam de se manifestar e protestar diante de um apelo (irónico ou não) ao exercício da violência contra animais. Esta participação espontânea e muito expressiva de tantas pessoas é muito positiva e leva-nos a congratular vivamente cada pessoa que tomou iniciativa (em muitos casos, ainda antes da ANIMAL ter apelado a que isso fosse feito) de escrever e enviar a sua mensagem de protesto.
Pela nossa parte, consideramos que este caso está encerrado, pois ficou marcada a posição de protesto e de pedagogia que devia ter sido vincada e que foi assinada com a força adequada. Sem certezas absolutas, acreditamos que, numa próxima ocasião, hesitar-se-á, no “SOL” e porventura noutros órgãos de imprensa, antes de se publicar algo do género do artigo que causou todos estes protestos.

[...]
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Building a Dream: The Oprah Winfrey Leadership Academy


oprah.com/

Oprah Winfrey financia e dá vida a um projecto: criar uma escola para formar de modo completo e dentro de altos padrões de qualidade, 152 meninas vindas de familias extremamente pobres em Henley-on-Klip, próximo a Johanesburgo, Africa do Sul. Esta ideia terá surgido anos antes quando de uma visita a Nelson Mandela

O fim último será formar mulheres altamente preparadas e com forte espírito de liderança, capazes de fazerem a diferença, quando adultas , na construção dos destinos do país.

Notícia:
A escola de Winfrey é o ponto culminante de um compromisso assumido seis anos atrás com o ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, ícone da luta contra o regime do apartheid." Partilhamos a convicção de que anos de democracia seriam anulados se não educássemos adequadamente nossa juventude. Esperamos que essa escola se torne o sonho de cada jovem menina sul-africana", disse Mandela. "O que você faz não é uma doação distante, mas um projeto que claramente está em seu coração. Nós a saudamos como uma amiga e um modelo"

Há seis anos, durante visita de Oprah a Mandela, ele pediu que ela financiasse algumas causas. Inicialmente, ela se comprometeu a doar 70 milhões de rands (US$ 10,15 milhões) para a escola, mas acabou financiando 280 milhões de rands (US$ 40,6 milhões).

Winfrey tentou conter as lágrimas enquanto cortava a fita da Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls (Academia Oprah Winfrey de Liderança para Meninas), em Henley-on-Klip, ao sul de Johannesburgo."Este é o dia pelo qual esperei nos últimos seis anos. Este é o dia de maior orgulho e o melhor da minha vida", afirmou.

"É um momento supremo do destino para mim. Quando se educa uma menina, começa-se a mudar a face de uma nação."As instalações, totalmente financiadas pela fundação de Winfrey, se estendem por uma área de 21 hectares e são compostas por 28 edifícios com salas de aula modernas, laboratórios e um auditório. A escola dará educação gratuita para as meninas de famílias pobres das nove províncias do país, escolhidas por suas qualidades de inteligência e liderança.

A inauguração contou com a presença de celebridades como o veterano de Hollywood Sidney Poitier, as cantoras Tina Turner, Mary J. Blige e Mariah Carey, o cineasta Spike Lee, o comediante Chris Rock e a apresentadora de TV Diane Sawyer. Muitos famosos trouxeram consigo livros que marcaram suas vidas para serem incluídos na biblioteca da escola."É uma iniciativa notável e espero que seja a primeira de muitas escolas. Tentarei ajudar o quanto puder e não fazer desta minha única visita", disse Rock.

Winfrey comparou sua vida com a das 152 meninas selecionadas para estudar na escola. "Eu procurava por meninas com algo especial. Uma qualidade inacreditável e indefinível que brilha tanto que nem a pobreza, nem as circunstâncias da pobreza podem ofusca", disse Winfrey.

mais notícias
*

a segunda vida de Katty



Porque os quase-milagres podem acontecer...

(útima notícia daqui)

Jennifer Stobbe, doutora em Medicina Veterinária: após a passagem do furacão Katrina, voluntários resgataram centenas de animais, inclusive uma cadela de aparência lamentável, das águas sujas e perigosas das inundações de Nova Orleans, na Louisiana. Como a cadela tinha verme do coração e infecções na pele, além de outras infecções, havia perdido muito pelo e estava quase morta de fome, os voluntários deram a ela de início o nome de “Mangy Dog” (Sarnenta). Ela foi levada para um acampamento dirigido pela organização Arkansans for Animals Cidadãos de Arkansas pelos Animais), onde encontrou Jennifer Stobbe, uma veterinária do Mississippi presente no Arkansas com sua equipe, com o objetivo de ajudar no acampamento. Em meio ao calor, à humidade e lidando com animais doentes e assustados, a equipe realizou seu trabalho em tendas no acampamento provisório. Lá, a Sarnenta e centenas de outros animais receberam alimento, medicamentos e um lugar seguro para dormir. Graças a Jennifer Stobbe, mais de 50 cães foram levados para o Mississippi e finalmente para grupos na Virgínia e em Maryland que conseguiram lares para eles.

Após o resgate e o transporte para um novo lar a mais de 1.600 km de distância, a Sarnenta encontrou outras pessoas que trataram de seus problemas de saúde e, o mais importante, lhe deram uma nova vida e uma nova família. Atualmente, instalada na casa de um dos editores desta revista, a Sarnenta (rebatizada de Katy, de Katrina) está feliz, saudável, com bastante pelo e muito agradecida àqueles que tornaram possível seu resgate.

Segundo conversas com os grupos e pessoas envolvidas nos esforços de resgate, parece que a cifra total empregada no atendimento em medicamentos, transporte e gastos calculada pelos voluntários com o resgate e a recuperação de Katy foi de cerca de US$ 4 mil. Multipliquem isso pelas centenas de animais resgatados da tempestade e é possível perceber a inacreditável extensão da generosidade das pessoas. Em maio de 2006, Katy, na foto, reuniu-se com alguns novos amigos na Caminhada pelos Animais em Arkansas, Maryland, patrocinada pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade com os Animais. Com essa caminhada, Katy ajudou a angariar dinheiro para que a Sociedade continue a ajudar os animais. Boa garota, Katy!
*

Sunday, March 11, 2007

Proposta: Liberte-se de si!




De Mauro Kwitko:

Uma das principais tarefas do psicoterapeuta reencarnacionista, nas consultas, é ajudar as pessoas a libertarem-se das ilusões e dos grilhões imaginários, temporários, que criam as doenças físicas através da ação dos pensamentos e sentimentos negativos nos órgãos e partes do corpo correspondentes. Devemos auxiliar nosso paciente a libertar-se de si mesmo, do rótulo do seu nome e da sua personalidade aparente (persona) e conectar-se com sua Essência. Eu considero atualmente o Mauro Kwitko como mais um na vida da minha Essência, apenas isso, e fico realmente preocupado com o cortejo de personas em meu consultório falando de si mesmos e de seus afins como se tudo aquilo fossem realmente verdades absolutas e eternas. As personas atuantes, nesse cotejo diário com as outras personas, adoecendo-se mutuamente, neurotizando-se e algumas vezes psicotizando-se, é um trágico desfile de ilusões, demonstrações de um "amor" desvirtuado, possessivo, ilusório.

Peço que me entendam bem. Os relatos dos pacientes são verdadeiros, a mágoa é realmente dolorosa, a raiva é poderosa, mas são verdades do ponto de vista de suas personalidades inferiores e não de suas Essências. É muito diferente a visão desses nossos dois aspectos: um determinado fato ou vivência que pareça altamente traumático e desagradável para nós, enquanto personalidade encarnada, pode ser uma necessária oportunidade de crescimento e de mudança (retificação de caminho), mas que não é vista assim, pela visão míope e imediatista da persona, que raramente enxerga as coisas com profundidade.

...continua...
* * *
para aprofundar a questão abordada...

(Este é um dos vários artigos no somostodosum desta semana)
*

Anzol

Radio Macau

Loucura, no feminino...


de Frida Kahlo - the love embrace of the universe

Das muitas e óptimas referencias ao dia 8 de Março que encontrei na blogosfera, destaco:

Desde o século XVIII, a literatura ocidental se refastela em mulheres enlouquecidas. Essa é a forma mais simples de se castigar as mulheres "más", mas também de justificar as mulheres "difíceis", aquelas que não se calam, que não se submetem."Em uma sociedade patriarcal que depende do silenciamento do outro para se manter funcional, os espaços de expressão pessoal reservados às mulheres são escassos e restritos. Assim, não chega a ser surpresa que tantos personagens dentro da ficção criada por mulheres enlouquecem de alguma maneira, em alguma medida.

O excelente trabalho sobre esse dia, está no Síndrome de Estocolmo onde a autora sugere a leitura do post ao som de Feeling Good *:-)

e continua com as palavras de A voz da louca, a voz da Outra de Cíntia Schwantes:

Tampouco chega a surpreender que as mulheres loucas, na
literatura como na vida, são extremamente perturbadoras.
Elas o são não apenas pelo fato da loucura em si, mas
porque lançam dúvidas sobre nossos conceitos de
feminilidade.

Loucas não se comportam dentro do padrão de decência,

pudor, inocência e doçura que é socialmente esperado de
pessoas do sexo feminino, e assim as personagens – elas
são, freqüentemente, violentas, lascivas, descontroladas.
Seu comportamento é, então, explicado nos termos de sua
patologia – medida necessária para que nossas certezas
sobre a natureza das mulheres permaneçam intactas.


***
Ainda sobre este tema eu tenho que deixar uma contribuição: leiam o estudo de Selma Oliveira - Universidade de Brasília, sobre os tipos femininos usados na BD de sucesso... é extenso, mas vale a pena!
*

Friday, March 09, 2007

Vida e morte em Zakouma



'Desde a primera vez que vi uma manada de elefantes, soube que queria protege-los', diz o espanhol Luis Arranz, biólogo e administrador do Parque Nacional de Zakouma referindo-se a estes gigantes que se reunem en grupos de 800 e mais animais

Enquanto caçadores abatem alguns dos últimos elefantes da África para vender suas presas, um refúgio no Chade dá proteção armada e uma chance de vida aos animais. O conservacionista J. MICHAEL FAY e o fotógrafo MICHAEL NICHOLS mandam notícias da linha de frente.



O elefante morto, um macho enorme, jazia de lado com a perna direita contorcida, como se a dor o torturasse. O olho que ficou para cima estava coberto de terra, um truque dos caçadores para esconder a carcaça dos abutres. Um ranço de urina e secreções de um macho em fúria, o cheiro de morte recente, pairava sobre aquele monte sem vida. Era uma cena que eu já vira centenas de vezes na África Central. Passei a mão sobre seu corpo, da tromba à cauda, meu rosto banhado em lágrimas. Ergui sua orelha. Linhas de sangue vermelho vivo borbulhavam dos lábios e se juntavam numa poça no chão poeirento. Sua pele era toda vincada. Fissuras profundas cortavam como rios a sola de suas patas, e me falavam sobre cada passo que ele dera em seus 30 anos de vida.
Os ancestrais desse elefante haviam sobrevivido a séculos de ataques de exércitos de sultões árabes e africanos, vindos do norte em busca de escravos e marfim. Ele próprio escapara de guerras civis e secas, só para ser morto hoje por alguns quilos de marfim destinados à vaidade humana em alguma terra distante. Ele e seus amigos vagueavam sossegados pela penumbra da floresta, arrancando ramos recheados de seiva doce, quando espocou o primeiro tiro. Ele fugiu. Os cavalos o alcançaram. Mais balas lhe crivaram o corpo. Contamos seis orifícios pequenos em sua cabeça. As balas penetraram seu couro grosso e se alojaram em músculos, ossos e cérebro. Ouvimos 48 disparos antes de encontrá-lo.
Souleyman Mando, comandante de destacamento montado de guardas do parque, estava calado. Percebi nele uma ânsia de vingança. Sentimento que eu compartilhava. "Da próxima vez nós os pegaremos", comentei para animá-lo. Ele fingiu um sorriso. "Inshallah", respondeu.
No Parque Nacional de Zakouma, combater a caça ilegal é perigoso. Oficialmente, os guardas estão autorizados a defender-se caso os caçadores atirem. Extra-oficialmente, ambos os lados atiram para matar; portanto, é bom ser o primeiro a puxar o gatilho. Nos últimos oito anos houve seis mortes de guardas por caçadores ilegais e pelo menos seis de caçadores por guardas.
Perguntei a Souleyman quantos tiros ele dera. Três, foi a resposta. Os outros - Adoum, Yacoub, Issa, Attim, Brahim, Saleh e Abdoulaye - haviam feito 21 disparos. Ainda assim, os dois caçadores, que Souleyman identificou como nômades árabes, tinham escapado a galope com seus fuzis de assalto AK-47 e M14. Havia mais dois cavaleiros. Adoum atirara contra eles antes de desaparecerem. Com certeza outro elefante, ferido e desesperado, estava fugindo aterrorizado.
A aversão é tremenda entre nossa heterogênea força de combate - uma mistura de aldeões de tribos da região, alguns árabes, a maioria muçulmana - e os cavaleiros nômades árabes, que são os principais culpados pela matança de elefantes em Zakouma. Souleyman pensou em perseguir os caçadores, mas agora seus homens tinham nova obsessão: o marfim. Encontrar marfim no mato põe em febre a maioria dos africanos que conheço. Os guardas, mesmo dedicados à proteção do parque, não eram diferentes. Agora outros guardas haviam chegado, e a compaixão pelo elefante morto deu lugar ao atabalhoado corte das presas. Ndojongo pegou uma faca e fatiou a dura couraça cinzenta de 2 centímetros de espessura que revestia a tromba, deixando à mostra uma camada de cartilagem branca e músculo escuro. A faca cortou mais fundo e revelou duas narinas tubulares, brancas, lisas como esmalte. Horas antes elas haviam aspirado água fresca de uma lagoa. A tromba decepada foi jogada para o lado. Com um machado, Ndojongo passou a cortar o osso achatado da face. Suas costas luziram de suor durante uma hora. Extrair um dente cônico profundamente encravado, que um golpe mal dado pode danificar, era um trabalho preciso e delicado. A todo momento Ndojongo parava e verificava se o dente já estava solto. Por fim, puxou com força e, com um doloroso estalo, a presa desprendeu-se de toneladas de carne e ossos.

Souleyman pegou a presa e a sacudiu. A raiz deslizou pelo chão como uma lula. Ele recheou a cavidade com palha para preservar a forma da base oca. Ndojongo começou a extrair a segunda presa. Aquele marfim era tudo o que os homens teriam para mostrar dos quatro dias de árdua perseguição para proteger o parque. Não poderiam ficar com ele. O marfim seria guardado na sede do parque, num depósito onde crescia a pilha de presas apreendidas. O marfim obtido na mata pelos caçadores ilegais pode seguir dois caminhos: as cidades regionais, como Cartum e Douala, onde é vendido em forma de esculturas e jóias, ou a Ásia, onde chega por meio de uma rede de atravessadores.
Souleyman decepou uma orelha do elefante, ajeitou-a sobre o lombo de seu burro como se fosse almofada e amarrou forte as presas. Os homens arrearam as montarias, e nos pusemos a caminho pelo curso do Bahr Béhéda, um ressequido afluente do rio Salamat. Avistamos abutres no céu ao sul. A essa altura o segundo elefante provavelmente tropeçara e caíra, mas os homens não tinham energia para procurá-lo. Era meio-dia do fim de maio de 2006, a temperatura rondava os 46ºC, e ainda tínhamos quatro duras horas pela frente até chegarmos à base.
Na estação seca, a paisagem do Parque Nacional de Zakouma, no sudeste do Chade, guarda um tesouro para os nômades: a primeira água perene ao sul do deserto do Saara, onde os rios Korom, Tinga e Béhéda encontram o Salamat. Não sei como, a despeito da tumultuada história de escravidão, colonialismo e guerras civis, os seres humanos encontraram um lugar no coração para criar aqui um santuário da vida selvagem. Mesmo hoje, com refugiados sudaneses entrando em massa no Chade para escapar do caos em Darfur, 320 quilômetros a leste, elefantes vivem em Zakouma em relativa paz.

Mas Zakouma é minúsculo, não chega a ter 3 mil quilômetros quadrados, e todo ano, quando afrouxa o jugo da estação seca, cerca de 3,5 mil elefantes deixam o parque em busca de melhores pastos. O perigo os espera. Em uma área quase do tamanho da região Sudeste do Brasil, que abrange o sul do Sudão, o sudeste do Chade e o leste da República Centro-Africana até a orla das florestas do Congo, os seres humanos têm sido responsáveis por um drástico declínio da população de elefantes: de talvez 300 mil no início da década de 1970 para aproximadamente 10 mil hoje.
23 DE MARÇO DE 2006 Um ano se passou desde a última vez em que estive em Zakouma, mas, ao sobrevoar o Chade em meu Cessna com o fotógrafo Michael Nichols, o "Nick", reconheci o parque pelos meandros dos leitos secos de rio esparsamente pontilhados de lagoas. Descemos no calor da pardacenta planície aluvial do rio Salamat. Voando mais baixo e em círculos, vimos elefantes, centenas deles, apinhados sob todas as árvores visíveis. Só se moviam para abanar as orelhas e refrescar o corpo. Zakouma é o último lugar na Terra onde se pode ver mais de mil elefantes se deslocando em uma única manada coesa.
Nick avistou o acampamento-base de Zakouma. Antenas de rádio, parabólicas, uma frota de caminhões e equipamento pesado atestavam a solidez da infra-estrutura - uma ilha segura num mar de entropia humana.
Antes de aterrissar, eu queria mostrar a Nick o maior olho-d'água, Rigueik, um ímã para a vida na estação seca. Seguimos para o leste e sobrevoamos o lago. Milhares de grous, pelicanos, patos-ferrões e cegonhas abriram as asas alvinegras e partiram em revoada. Uma manada de búfalos - não menos de 600 - fugiu na direção sul em uma nuvem de pó dourado. Centenas de topis, antílopes, cervicabras e girafas corriam em uma onda mais abaixo. Vimos também a carcaça parcialmente devorada de um elefante juvenil.
Pousamos no acampamento-base e fomos recebidos por um bando de crianças e por Luis Arranz, funcionário espanhol da União Européia que trabalha ali há seis anos.
[...]
Então, aconteceu. Elefantes apareceram na margem, juvenis primeiro, seguidos por uma fêmea grande. Ficaram parados, ouvindo. A fêmea empurrou de leve um dos jovens machos. Ele resistiu a princípio, mas a sede e a insistência da mãe impeliram-no para a beira d'água. Outros elefantes o seguiram, descendo em bando pelo declive íngreme. Eram uns 30 ou 40, os bebês atrás, balançando a cabeça de um lado para o outro. Na água, baixavam a tromba naquele frescor e sorviam com força o precioso líquido antes de ser empurrados pela horda de trás. Acalmada a sede, os juvenis começaram a brincar de espirrar água uns nos outros. Os adultos voltaram à margem e foram jogar areia quente nas costas. Fazia anos que eu não me deleitava com uma exibição social como aquela por elefantes nas savanas da África Central. Eles seguiram em fila para a margem oposta e continuaram sua interminável busca de pastagem na estação seca. Quatro minutos depois, desapareceram.
[...]
À tarde subimos o rio até a trilha por onde os elefantes chegam de Rigueik. Eles se aproximavam do rio a favor do vento. Contornamos a área. Mais elefantes. Desviamos de novo. E mais elefantes - no mínimo 500. Mães conduziam as famílias rio acima, e os pequenos, na folia, corriam, balançando a tromba e molhando os outros. No tumulto, uma águia-pescadora-africana deixou cair uma tilápia no meu pé. Um macaco do gênero Cercopithecus gargalhou no alto da margem.
Por uma hora contemplei aqueles elefantes que passavam a vida sendo caçados pelos homens, maravilhado por serem capazes de encontrar a paz. Como suportam o terror? Tenho laços antigos com os elefantes: desde 1985, quando fiz pesquisas na clareira de Dzanga, na República Centro-Africana. Aprendi a falar a língua deles, não de verdade, é claro, mas sinto que posso entendê-los. Conheço seus hábitos, personalidades, estados de espírito. Ri com os elefantes, brinquei com eles em seus torneios. Uma ocasião, quase morri ferido pela presa de uma fêmea que se assustou numa praia do Gabão. Depois disso, meus amigos das savanas africanas disseram: "Seu sangue agora é parte do sangue dos elefantes".
Pensei também nas pessoas que habitam na área, vidas arruinadas por séculos de tráfico de escravos. Em Zakouma, os goulas construíam suas aldeias próximo aos penhascos rochosos na parte oeste do parque para tentar escapar dos árabes e ouaddianos que chegavam a cavalo e os atacavam, capturavam e vendiam como cativos, dizimando-os. Em nossos dias, vi selvageria nessa mesma escala no centro da África, onde amigos meus foram perseguidos, estuprados, passaram fome e foram mortos. Apesar disso, suas crianças ainda brincavam, suas mulheres ainda riam.
É lamentável que a grande maioria dos elefantes no sudeste do Chade não morra de velhice. Eles perecem nas mãos do homem. Ainda assim, quando encontro os elefantes de Zakouma, só vejo alegria. Apenas o desejo de proteger a prole.
[...]
1º DE MAIO O calor de forno deu lugar a um frescor de clima temperado. Lufadas chegaram do sul. Ontem havia milhares de marabus e pelicanos no Salamat. Hoje, nenhum. Antílopes, búfalos, javalis, garças - e, ao que parecia, todos os outros bichos - haviam partido. A chuva roubara do Salamat o papel de única fonte de sustento.
9 DE MAIO Rumei para o sul em vôo solo para ver os elefantes próximo à foz do Salamat. Não vi nenhum. Segui para o oeste, acompanhando um veio de terras com água recente, verdejante de campim novo até onde a vista alcançava. Próximo à orla ocidental do parque avistei uma compacta massa cinzenta. Fiz uma curva aberta e vi uma matriarca liderando uma imensa manada de 800 elefantes para o sul. Outras fêmeas flanqueavam-na em uma perfeita pirâmide, conduzindo a família em fila indiana. Por que tal reunião? Talvez porque quanto maior o grupo, maior a segurança ou porque os elefantes adoram socializar-se. Ou quem sabe seja por causa da história. Elefantes têm famílias matriarcais. Avós, mães e filhas com suas crias formam uma unidade familiar. Os machos são expulsos antes da puberdade. As velhas matriarcas sobreviveram a décadas de contato com os seres humanos em suas saídas anuais do parque. Portanto, decerto possuem grande experiência e são mais capazes de guiar os outros elefantes por corredores seguros até fontes de alimento fora do parque de Zakouma.
10 DE MAIO Nick, voando com Luis no ultraleve do parque, avistou a grande manada fora da fronteira sul. Imediatamente, despachou os guardas de Ibir e Kiéké, os postos avançados meridionais de Zakouma, à procura de caçadores ilegais. Luis e Nick viram também outra carcaça de elefante nos alagados de Tinga. Fui até lá a pé, dar uma olhada. Era uma fêmea. De sua têmpora escorria sangue, formando uma poça rodeada de vermes. Supus que fora baleada, fugira e morrera com os ferimentos. Mesmo se quem a matou houvesse conseguido levar suas presas, o marfim teria, no máximo, pago por alguns sacos de painço e um pouco de açúcar e chá. Todos os caçadores ilegais que já vi, mesmo os que mataram centenas de elefantes, continuam pobres, e muitos deles, pela expressão de seus olhos, à custa de sua alma.
20 DE MAIO Chegou a Tinga a equipe das coleiras: Dolmia, Bertrand Chardonet e Henrik Rasmussen. Nosso plano era pôr coleiras em duas fêmeas na ponta norte do parque para rastrear sua migração anual. Presumimos que, como muitos nômades também estavam passando por aquela área com a chegada das chuvas, os elefantes do norte seriam os mais vulneráveis à caça.
22 DE MAIO No ar às 5 da manhã, dávamos apoio à operação de instalação das coleiras. Cerca de 700 elefantes, em três subgrupos, concentravam-se na ponta nordeste do parque. Bertrand, Henrik, Dolmia e um grupo de guardas iam a pé. De nossa posição privilegiada no avião, nós os guiávamos pelo rádio. Conduzi-os a um subgrupo. Aqueles elefantes eram todos machos, informou Henrik. Guiei-os então a um grupo com fêmeas. Minutos depois, uma fêmea grande estava de joelhos, orelhas abanando, com um dardo fosforescente no lombo. Ao seu lado havia um bebê. Henrik empurrou-o para o lado quando ele arremeteu em defesa da mãe, e logo anunciou pelo rádio: coleira 6043 instalada. Chamamos a elefanta de Annie. Balançando-se para a frente e para trás, Annie finalmente se pôs em pé e ficou imóvel, recompondo-se. Não havia sinal do bebê. Ela começou a andar na direção sul. Enquanto isso, os outros elefantes haviam fugido em duas grandes manadas. Na hora seguinte, Annie encontrou o caminho direto para a primeira manada; em seguida, prosseguiu sem hesitar na direção da segunda. Seu bebê ainda não se juntara a ela.
Naquela noite, avisados pelo grupo de monitoração, voamos para a borda meridional de Zakouma para ver três carcaças. Sobrevoando as manchas enegrecidas dos corpos em decomposição, contamos não três, mas 16 elefantes. Estavam todos sem as presas, roubadas da face. A manada sul fora atacada assim que saíra do parque.
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1º DE AGOSTO A convite do governo chadiano, retornei e formei um grupo com alguns dos guardas de Zakouma. Faríamos uma busca sistemática pelos elefantes e por sinais de caça ilegal. Primeiro, fizemos novo levantamento dentro do parque. Fora a carcaça de três machos, não encontramos sinais graves de caça ilegal. Depois, esquadrinhamos as áreas norte e sul fora do parque, que Dolmia identificara como as ocupadas pelos elefantes na estação das chuvas. Com o passar dos dias fomos encontrando provas de caça ilegal desenfreada: cinco locais onde, desde maio, 100 elefantes haviam sido massacrados e tiveram suas presas e tromba extirpadas. Vi caçadores em fuga, e um atirou no avião. Para mim, a visão de elefantes esquartejados é tão chocante quanto a de seres humanos mortos em guerra.
Agora temos a confirmação de que, quando vêm as chuvas e cresce a vegetação nas planícies fora do parque, os elefantes cruzam a fronteira protetora em grandes manadas lideradas por uma única matriarca. Usando seus prodigiosos conhecimentos sobre a vegetação e a paisagem fora de Zakouma - cada trilha, cada travessia de riacho, cada aldeia e estrada -, essa sábia elefanta idosa escolhe rotas que, em geral, evitam todos os perigos. À luz do dia, quando se aproxima de uma estrada que precisa atravessar, ela pára a quilômetros dali. Assim que escurece, ela põe a manada novamente em movimento, impelindo seus dependentes para a segurança.
15 DE AGOSTO O sinal de Annie mostrou que ela seguira depressa para o sul durante três horas. Em seguida, recebi 14 sinais do mesmo local. Depois disso, silêncio. Mais nenhum sinal.
28 DE SETEMBRO De volta a Zakouma, ansioso para encontrar Annie, fui de avião com guardas de Am Timan ao local da última transmissão. Em um bosque de acácias, passei logo a leste do lugar. Lá estava ela - ou melhor, os ossos e fragmentos de seu couro. Junto de Annie havia mais oito elefantes, todos mortos. Até a data em que escrevo esta reportagem, Nicolas, Souleyman e os outros guardas, em colaboração com militares e gendarmes chadianos, vasculhavam o território fora do parque na busca pelos caçadores. Quatro matadores de elefante foram capturados e presos, entre eles o que atirou no meu avião.
O que acontecerá a Zakouma? A situação no sudeste do Chade lembra a da República Centro-Africana na década de 1980. Estávamos então em guerra total contra centenas de homens armados que assolavam a região vindos do Sudão, montados em cavalos ou camelos - tipos conhecidos como janjaweed. Apesar de nossos esforços, vimos o rinoceronte-negro ser extinto em uma vasta área e as populações de elefantes reduzirem-se a 5% de seu tamanho original.
Há uma relação direta entre o esgotamento de recursos naturais, inclusive os animais selvagens, e os conflitos humanos. O santuário de Zakouma é não só o último reduto vital dos elefantes na África central mas também uma força que atua em favor da paz e da estabilidade na região. Para impedir a caça ilegal na periferia do parque pelos aldeões locais ou por pastores nômades, é preciso estender a administração a todo o território percorrido pelos elefantes, dar a eles - e aos seres humanos - uma paz mais vasta.
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*como ajudar*


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Recomendo vivamente a leitura completa da reportagem na National Geographic de Março... até porque tem muito mais matérias de absoluto interesse!

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Thursday, March 08, 2007

Saturday, March 03, 2007

Live!



Para quem quiser seguir online o eclipse total da lua previsto para as últimas horas de hoje e visível em Portugal se as condições atmosféricas forem favoráveis, pode fazê-lo aqui, no Observatório Astronómico de Lisboa
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Update: por diversos motivos, o post não ficou disponível a tempo como inicialmente previsto... à laia de compensação deixo: a terra vista do espaço, em tempo real!
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(clike para aproximar a zona pretendida...)
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Thursday, March 01, 2007

Fluir com a mudança...



aqui, o texto No vazio... de Rubia A. Dantés

'Quando alguma coisa muito especial acontece e amplia a nossa consciência, a partir de então percebemos que muitas possibilidades surgem no horizonte e muitas coisas que eram consideradas verdadeiras deixam de sê-lo pelo simples fato de que passamos a ver tudo de uma forma mais abrangente.

Em cada patamar, conseguimos enxergar muitas coisas.... só que a gente às vezes se esquece que tem muito mais a ser visto... nos apegamos tanto ao que vemos que podemos acreditar que se trata de verdades absolutas, que passamos a defender...

E a liberdade só acontece quando não temos nada a defender... e também ao estar em sintonia com o fluxo natural da vida...

Ao defender conceitos e verdades, corremos o risco de ficar estagnados e de perder o rio da vida que flui indecifrável para quem quer controlar, mas sereno para quem se entrega... e se deixa conduzir ao eterno presente... que é onde permanecemos quando nos entregamos a esse fluir...

Quantas vezes novos insigts e informações ampliam o nosso leque de possibilidades e fazem cair por terra verdades que nos pareciam tão definitivas... e nos vemos diante do fato que... até então, defendíamos coisas que agora não fazem mais o menor sentido...

Recentemente me vi assim, diante de uma mudança tão grande de percepção que muitas coisas caíram por terra e muitas outras se tornaram “verdadeiras”... Só que, dessa vez... vou ter mais atenção para não me apegar a elas e nem passar a defendê-las, perdendo o que elas trazem em essência para o momento, só pelo prazer de falar sobre elas.Tenho consciência que são verdades tão efêmeras como o tempo linear que as contêm... e que, como esse tempo passa, elas também passarão...

Fluir pela vida não é a coisa mais fácil de se conseguir nessa realidade, porque requer uma dose muito grande de confiança no Grande Mistério... uma confiança que permite que entreguemos nosso destino em suas mãos...

Por isso, e por tantas mudanças de opinião, é que entendo que as verdades têm prazo de validade que vai até onde outra verdade... mude nossa direção... Se nos apegamos a elas perdemos o presente que vem em cada momento único... que podemos usufruir se não trazemos para ele tanta coisa que já passou...

É preciso estar vazio para receber o presente de cada momento...
É no vazio que o Universo pode nos revelar seu sonho... e nos tocar para sempre...'
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