Monday, May 30, 2011

estou a ler... -Pois é... É sempre possível um final feliz!... :-)

Para contar a história desta obra, é necessário contar a história de um blogue, intitulado Wandering Scribe, da autoria de uma sem-abrigo que vivia no seu carro. Aí, a autora (sem nome) contava a dificuldade do seu quotidiano, o que significa ser-se sem-abrigo, rejeitada pela sociedade, ao mesmo tempo que procurava sobreviver com a dignidade possível que um ser humano necessita.

Não tardou até que esse blogue chamasse a atenção da BBC e do New York Times, e daí até conseguir um contrato para a escrita do livro foi um pequeno passo. No livro, agora assinado, Anya Peters conta a história da vida que a levou até ao presente que relata no blogue, com contornos na sua maioria chocantes e com poucos momentos felizes.

...

(...Leia mais aqui...)


O mundo pelos olhos de uma sem-abrigo:

http://wanderingscribe.blogspot.com/

(agora, que a vida mudou para melhor)


O blogue de Anya Peters em 2006.


http://www.amazon.co.uk/gp/product/0007245742?ie=UTF8&tag=wanderblog-21&linkCode=as2&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=0007245742

* * *

Actualmente, Anya Peters mudou a vida e já não é mais sem-abrigo.

Aqui tem outros exemplos -menos extremos, de pessoas que através da blogosfera e aproveitando as suas próprias circunstancias pessoais, abriram outros caminhos para o seu caminho...



Friday, May 27, 2011

sincronicidades de sexta-feira -e continuando na onda metafísica...

Tenho um enorme interesse pela parte gráfica/artística das laminas de tarot!
A parte da simbologia contida no grafismo também acho fascinante.


Aqui, numa pesquisa google, encontrei as laminas mais diversas e bonitas possível, acompanhadas de interpretações muito interessantes.

Gostei da associação entre tarot e numerologia!


...e ainda encontrei pelo menos dois sites conhecidos.
*o mundo, mesmo o da blogosfera, e pequeno, rss*

Mesmo a não perder, com direito a marcador saúde, esta matéria sobre a cura do cancro versus interesses comerciais...

*este e apenas um dos vídeos*




Sincronicidades
são sempre uma coisa muito fascinante...
8-)



Thursday, May 26, 2011

...quando as almas ja se conhecem... ;))


Eu, Kuthumi, os saúdo mais uma vez. Eu venho a pedidos para responder à pergunta: “Os animais têm vidas múltiplas como os seres humanos?”

Esta é uma questão interessante e será de interesse para muitos. Em primeiro lugar eu devo dizer que todos os animais contêm uma consciência. Algumas espécies contêm uma consciência mais desenvolvida do que outras. Entretanto, todos os padrões de comportamento resultam do DNA e da consciência. O homem tem frequentemente considerado os reinos: elemental, das plantas, mineral e animal como inferior a si mesmo. Entretanto, todos fazem parte da criação e todos contêm consciência.
Todas as formas de vida aos olhos de Deus são preciosas.

A resposta à pergunta é sim, eles reencarnam. O exemplo mais conhecido que eu posso lhes dar é o do cão, muitas vezes conhecido como o seu fiel companheiro. A alma de um cão evolui a cada tempo de vida de experiência. Enquanto o cão evolui a cada existência, ele normalmente forma uma ligação estreita com um ser humano, frequentemente mais do que uma. Como o cão não pode falar a sua linguagem, ele se comunicará através da energia e das expressões faciais.
...
O cão tem uma natureza muito fiel àqueles a quem ele considera como a sua família. Muitas vezes, o cão tirará energeticamente a energia negativa de seu campo de energia. Naturalmente, se houver muita energia negativa o cão pode e ficará doente, e algumas vezes até morrerá devido à grande quantidade de energia negativa que foi “tirada” de vocês. Muitos animais trabalham a um nível energético, particularmente o cão e o gato domésticos.
...
quando há uma relação estreita entre um cão e um ser humano, um laço é formado. Isto é semelhante ao que vocês experienciariam com outro humano. Vocês se referem a estes como “almas gêmeas”. Assim vocês podem ter um cão, gato, ou um cavalo como um companheiro de alma também. Lembrem-se, por favor, de que isto somente ocorre em uma relação estreita com um animal de consciência evoluída.

Além disto, assim como os seres humanos decidem antes da encarnação desempenhar uma parte na vida dos outros na próxima encarnação, assim podem os animais com um ser humano. O animal pode não ter a mesma aparência que na vida anterior. A pele pode ser de uma cor diferente, por exemplo. Pode ser um cão de raça diferente. Entretanto, eles se encontram e o laço entre o cão e o ser humano é fortalecido. Ambos estão cientes de um forte sentimento de se “conhecerem”. Isto é ao nível da alma, que é conscientemente sentido como um “conhecimento”. Ambos escolheram isto.
Este é um nível superior de consciência para o cão. O cão encarna através da escolha. Neste nível, a jornada da vida é também conhecida antes da encarnação. Situações e circunstâncias da vida colocarão o cão e o ser humano juntos, no momento correto em ambas as vidas. O crescimento e o propósito da alma fluirão, como é pretendido.

Qualquer Carma devido é também experienciado e esperamos, curado. Assim, vocês percebem que há experiências semelhantes de crescimento de alma, tanto para o humano, quanto para o cão.

Muitas vezes um animal reencarnará na vida de um humano. Vocês podem reconhecer padrões anteriores de comportamento de um cão que pensavam que os tinha deixado (morrido).
Entretanto, o cão se lembra, em todos os planos, assim como os seres humanos se lembram, quando eles fazem a transição. Assim como vocês carregam uma marca da alma, inclusive certos traços de caráter, assim carrega um cão. Um gato é também capaz disto. Eu lhes digo isto enquanto eu observo esta, Lynette, realizando uma leitura. Eu vejo os animais domésticos vindo para reconhecer a pessoa junto com os seus entes queridos que fizeram a transição. Quando eles morrem, todos eles residem no mesmo plano que vocês vêem.
Talvez, este seja um lembrete oportuno de lembrar à humanidade de respeitar todas as formas de vida. Todos desempenham uma parte na evolução da consciência do homem e do planeta. Enquanto vocês se preparam para entrar em um ano de União, de avançar em relação ao outro, eu lhes peço que se lembrem dos muitos reinos que também compartilham o planeta – o reino elemental, o reino vegetal, o mineral e o animal. Eu lhes peço que desenvolvam uma nova consciência para estes. Não se trata só de vocês – do ser humano. Não é não. Agora vocês devem começar a despertar a sua consciência de compartilhar – com todos. Pois isto é parte da grande criação de Deus.
Kuthumi

(Este texto, parcialmente reproduzido, foi encontrado no blog do advogado Dinei Faversani)


Wednesday, May 25, 2011

Sobre DSK

(imagem no Jazza-memuito)


Sobre DSK, um dos incontornáveis assuntos do momento, na manhã de domingo imediatamente a seguir ao sucedido, tracei algumas reflexões que posteriormente optei p/ não publicar, onde discorria sobre o caso preservando o óbvio: saber se é verdade ou não! Terminava dizendo que não me surpreenderia muito fosse qual fosse o caso. E ainda não mudei a perspectiva.


A verdade é que nesta história a óbvia falta de capacidade e tacto da personagem principal em manter a sua imagem publica em bom estado, especialmente tendo em conta o seu percurso e planos mais imediatos, chega a ser confrangedora... Procedendo assim, quem precisa de inimigos?!


Por outro lado, -e se realmente se confirma o perfil apontado como verdadeiro, o que produz um movimento que tende a aderir à teoria da conspiração e inocentar DSK? Que clama por contenção e discrição como se tivéssemos todos de andar com muito cuidado p/ não estragar a reputação do senhor quando o próprio nunca teve esse cuidado?


Da parte de algumas cabeças supostamente pensantes havia um escândalo subliminar que mal conseguiam disfarçar... Por DSK ser quem era? Por estarem habituadas a tolerar o que nunca devia ser tolerado e mascararem assédio e agressão -sinais de personalidade mal estruturada e autoritária, com... sedução?


Aliás , porque comportamentos de género tão profundamente errados como os exibidos segundo parece ao longo do tempo, por ele, são tolerados e aceites numa pessoa em caminhada acelerada para o poder mediático e para se tornar no máximo representante de um pais europeu?!


A verdade também é que sempre achei interessante a rapidez com que as pessoas se filiam numa opção como se o mundo fosse a preto e branco e a maioria das coisas que acontecem nao fosse mais para cinza...


Acho que na maioria das vezes o resultado final das coisas que procuramos compreender, é o produto de uma soma de infinitos factores -alguns dos quais desconhecidos dos avaliadores...


A verdade inegável e que no caso, a fama que o precede nao abona nada sobre ele...


E que não me admirava que fosse tudo verdade...

ou não!


Na Visão...


e no jazza-memuito:


Num texto de defesa a Dominique Strauss-Kahn, Bernard-Henri Lévy pergunta o que estava a fazer uma camareira sozinha num quarto de hotel em Nova Iorque, quando é normal a limpeza ser feita por «brigadas» de pelo menos duas empregadas. A resposta é dada no New York Times, por Maureen Dowd, que afirma ter ficado no Sofitel várias vezes e diz ser costume haver apenas uma empregada por quarto. A defesa de Henry-Lévy aproveita um elemento da teoria da conspiração que colocaria Strauss-Kahn no papel de vítima inocente de uma armadilha cuidadosamente armada pelos seus inimigos e potenciais adversários nas próximas eleições. A um mês de ser apontado como o candidato que disputaria a Presidência com Nicolas Sarkozy, Strauss-Kahn é detido em Nova Iorque na sequência de uma acusação de agressão sexual a uma empregada do hotel Sofitel em Times Square, levado algemado pela Polícia a tribunal com o mundo inteiro a assistir. A acusação começou por ser negada por Strauss-Kahn. Pouco tempo depois, a defesa alegava que a relação fora consensual. Dias depois, Strauss-Kahn demitia-se da Presidência do FMI. Ao mesmo tempo, relatos de conduta idêntica vinham à tona e cada vez mais o amigo de Henry-Lévy parecia culpado. O caso da jornalista de Tristane Banon contribuiu para esclarecer um certo comportamento. Tinha 22 anos quando, em 2002, o entrevistou para um livro. A experiência acabou numa tentativa de agressão sexual.


O Presidente do FMI foi recentemente descrito por Tristane Banon como sendo «um chimpanzé com cio». O caso foi abafado com a ajuda da própria mãe da vítima. Sucedem relatos similares sobre a conduta de Strauss-Kahn.


Resta saber quantos terão sido desculpados e interpretados como «sedução» pelos amigos.


Vivemos num país em que um psiquiatra é absolvido por violar uma paciente e em que o violador de Telheiras pode escrever impunemente às suas vítimas.

O que aconteceria se o Presidente do FMI tentasse violar uma empregada de hotel em Portugal? A acusação a Strauss-Kahn foi uma surpresa? Haverá uma conspiração?


(texto em ítálico de Carla Hilário Quevedo, daqui)


Tuesday, May 24, 2011

você quer... ajudar?


...tem muita maneira de o fazer!

Mesmo sem envolvimento directo... sem dispêndio de tempo, de esforço e até sem dispêndio de dinheiro, ainda assim pode ajudar.

Todos os sites abaixo funcionam na base de: 1 clik diário = 1 dose de cuidados básicos (seja alimentos, saúde ou outro bem essencial) e estão todos linkados aqui:

(ver links no cimo e no final das paginas)

*Cada um dos sites abaixo tem múltiplas opções de divulgações, petições e solidariedades, antes e após cada clik*
Divulgue!
*

visite:

Change His Life Forever


*

As crianças de hoje são os fazedores do mundo de amanha.
Dê-lhes agora acesso a boa informação e a boas experiências e participe assim num futuro mais consciente e responsável.

Cuide e proteja da vida no seu planeta com amor...

Cuidados básicos para crianças

Animais?
clik diariamente aqui
(e aqui!)

Your Actions Here Fund Mammograms For Women In Need.

Não esqueça tambem:




Saturday, May 21, 2011

sábado II


Desconectando do palco do mundo e reconectando com o alinhamento interior...

Mudras (as posições de mãos feitas por Solara) realinham o corpo energético, o tal que em
desequilíbrio gera doenças e todo o tipo de desarmonia no corpo físico.

Vídeo daqui



outro vídeo na pagina principal de Solara
com musica de Michael Hammer

sábado I


Haruki Murakami, um dos meus escritores preferidos...

...

Durante três semanas, Edimburgo vai ser invadida pela China, Índia, Japão, Coreia, Taiwan e Vietname. Entre os destaques está o Ballet da China a interpretar uma adaptação de "Peony Pavillion", peça de Tang Xianzu da dinastia Ming, fusão de dança contemporânea ocidental com música tradicional chinesa. Ainda da China, a "pera de Xangai interpreta Shakespeare, nomeadamente uma adaptação de "Hamlet" para Mandarim.

De inspiração japonesa, a peça mais esperada é uma adaptação americana de um romance de Haruki Murakami, considerado pelo "The Guardian" "um dos melhores escritores vivos do mundo." O romance adaptado é "The Wind-up Bird Chronicle"(1),
traduzido para inglês em 1995. Descreve a história do infeliz e aborrecido desempregado Toru Okada, que após perder o seu gato, demonstra como uma rotina quotidiana se pode transformar em algo dinâmico e efusivo. A adaptação desenvolve a peça não só em teatro, mas também em marionetas e instalações
de vídeo.
...

*(1) ...e um dos meus livros preferidos!


(Notícia no suplemento Ipsilon do jornal Público de hoje)

*
Seguindo as aventuras (e desventuras...) do mundo, pelos jornais



Friday, May 20, 2011

Enterro da Violência e Plantação de um Portugal Ético

(imagem)


Enterro da Violência e Plantação de um Portugal Ético


O que haverá de comum em cravar ferros no lombo de um touro, destruir matas e florestas para construir betão e lançar pessoas para o endividamento, o desemprego e a miséria?

O que haverá de comum entre poluir a água, o ar e a terra, explorar o trabalho precário e abater animais saudáveis em campos de tortura disfarçados de canis e gatis?

O que haverá de comum em baixar reformas e pensões já diminutas, engordar à pressa e à força animais em campos de concentração (unidades de pecuária intensiva) e promover um modelo de crescimento económico que devasta os limitados recursos naturais do planeta?

Nós respondemos: é a VIOLÊNCIA. E é isso que não queremos, em Portugal e no mundo. É por essa razão que o PAN vai iniciar a sua campanha eleitoral com uma Queima de todas as formas de Violência contra homens, animais e natureza, seguida da Plantação de tudo o que desejamos de melhor para Portugal, o planeta e todos os seres vivos.

Junta-te a nós no Largo do Camões, no dia 20, 6ª feira, às 18.00. Traz escrito numa folha de papel tudo o que queiras ver desaparecer e numa outra tudo o que desejes ver surgir de melhor em Portugal e no mundo.
[...]

(...daqui...)


* * * * * * * * *


Muito a propósito transcrevo parte do comunicado do PAN sobre um reality show que corre actualmente num canal português em que reconheço todos os contornos anti-éticos e de apelo a violência apontados no texto abaixo.

Solidarizo-me 100% com a postura demonstrada nas seguintes palavras:



Declaração do PAN sobre o reality show "Perdidos na Tribo"

"Perdidos na Tribo" é mais um reality show emitido pela TVI que estreou no passado dia 8 de Maio de 2011.

Os concorrentes deste programa são 12 famosos (terminologia usada pelo canal de televisão) que terão de viver durante 21 dias com civilizações tribais espalhadas um pouco por todo o mundo.

(...)

As tribos que irão receber os intitulados famosos são a tribo Himba, situada na Namíbia, a tribo Nakulamené, situada em Vanuatu, no Pacífico, e a tribo Hamer, situada na Etiópia. Cada grupo de quatro concorrentes irá viver durante uma semana com cada uma das tribos, tendo de levar a cabo diversas tarefas.


Neste programa pode assistir-se a todo o género de chacinas e exploração de animais. Desde a sua matança, de forma cruel e indigna, a amputações e sangramentos, tudo vale para tentar aumentar as audiências. Muito do conteúdo deste programa é de uma violência absolutamente inaceitável. A apresentação das civilizações tribais como atracções circenses no contexto de um espectáculo em nada contribui para divulgar e valorizar a sua cultura ancestral, levando sim a uma mediatização que só poderá conduzir à construção de imagens estereotipadas de uma população primitiva, ignorante e desprovida de sentido ético.

O Partido pelos Animais e pela Natureza, um partido que defende os valores da ética — violada pela mediatização da violência como espectáculo —, da multiculturalidade — distorcida pela abordagem superficial e descontextualizada das civilizações tribais —, dos direitos dos animais — que ali são chacinados em nome das audiências e do respeito ambiental — oportunidade perdida na transmissão das lições que modos de vida ancestrais mais próximos da natureza, que ainda perduram em algumas civilizações tribais, nos poderiam oferecer — não pode deixar de denunciar o potencial impacto negativo que este programa trará aos espectadores do nosso país.


(Leia o texto integral aqui)


Thursday, May 19, 2011

comer melhor, gastar menos



Corre actualmente em Portugal a campanha Comer Bem é Mais Barato

Iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Deco
e a APN

Em resposta à crise económica e também a maus hábitos alimentares.

A mentalidade dominante é de que: comer bem = mais proteína animal.

E isso é um erro muito comum

Como qualquer pessoa que pratica o vegetarianismo informado sabe, a proteína nem tem que ser animal...
-E nem sequer é essa a melhor qualidade de proteína, mas isso é outro capítulo...



Mesmo para quem pretende manter a proteína animal, uma boa refeição não implica ter um bife do tamanho do prato à sua frente! -a quantidade equilibrada de proteína é a medida da palma da nossa mão.

Acompanhe esta iniciativa no blog e veja receitas



* * *

(desenvolvendo um pouco a questão das proteínas)

Wednesday, May 18, 2011

a propósito de pequenas coisas muito importantes
















Fornecer água a um ser vivo é sempre muito importante. Sem água não há vida. Nesta parte do mundo começa o verão e nessa altura a água torna-se ainda mais indispensável.

Vale a pena fornecermos água sempre limpa a qualquer ser vivo que precise dela. É um acto pró-vida. Estou a pensar em animais na cidade ou fora dela, em colónias ou pelas ruas e recantos mais discretos. Gatos, cães, mas também outros. Nos campos encontramos cavalos e animais de pastoreio. Por vezes amarrados. Quem os amarrou esquece que eles precisam de água. Que precisam de tudo.

Estou também a pensar em plantas. Em muitos lugares esquecem-se, incrivelmente, de as regar

Já vi escritórios cheios de gente que pega nos seus corpos várias vezes ao dia para ir tomar a bebida que lhe apetece enquanto as plantas definham ao seu lado por algo tão simples, básico e fácil de dar como água...

Há quem diga encolhendo os ombros "não é trabalho meu..." e volta tranquilamente ao seu trabalho.

Será que custa muito ter empatia com a vida? Ou estaremos todos a ficar autistas emocionais? cegos e surdos perante a vida que habita o corpo ao lado, talvez até noutra espécie mas que é tão vida e com tanto direito como a nossa?

Creio sem sombra de duvida que a medida da nossa cegueira para com as outras formas de vida é a medida exacta da nossa cegueira para connosco próprios.

Este post surgiu da necessidade de alertar para que fornecendo água limpa, estamos a favorecer a vida sem praticamente esforço nenhum da nossa parte e foi inspirado na leitura do alerta com a figura acima neste blog:

...a época do verão é particularmente dificil para os animais na rua. Sejam gatos ou cães.
Água. A preciosa água...
Será uma grande ajuda se colocarmos perto da nossa casa uma taça de água e importante, renová-la periodicamente.
Um garrafão cortado a metade, não demasiado alto para que os gatinhos também possam beber...


Tuesday, May 17, 2011

Essa luta não acabou

Em tempo de Dia Internacional de Combate à Homofobia

esta é uma boa notícia:



Caros amigos,



Frank Mugisha e outros corajosos defensores dos direitos humanos entregando nossa petição ao parlamento ugandense logo antes de os líderes desistirem da lei de pena de morte a gays.
A lei homofóbica de Uganda caiu! Parecia que seria aprovada na semana passada, mas depois da petição com 1,6 milhão de assinaturas entregue ao parlamento, das dezenas de milhares de chamadas telefônicas para nossos governos, das centenas de reportagens na mídia sobre nossa campanha e de uma manifestação global massiva, os políticos ugandenses desistiram da lei!

Estava prestes a ser aprovada -- extremistas religiosos tentaram aprovar a lei na quarta-feira, e então concordaram com uma sessão de emergência sem precedentes na sexta-feira. Mas a cada vez, no espaço de algumas horas, nós reagimos. Um enorme parabéns a todo mundo que assinou, ligou, encaminhou e doou para essa campanha -- com sua ajuda, milhares de pessoas inocentes na comunidade gay de Uganda não acordam nessa manhã enfrentando a execução apenas por causa de quem escolheram amar.

Frank Mugisha, um corajoso líder da comunidade gay em Uganda, enviou-nos essa mensagem:

"Corajosos ativistas LGBT ugandenses e milhões de pessoas ao redor do mundo ficaram juntos e enfrentaram essa horrenda lei homofóbica. O apoio da comunidade global Avaaz pesou na balança para evitar que essa lei fosse adiante. A solidariedade global fez uma enorme diferença."

O Alto Representante da Secretaria de Negócios Estrangeiros da União Europeia também escreveu para a Avaaz:

"Muito obrigado. Como vocês sabem, em grande parte graças ao lobby intensivo e esforço combinado de vocês, de outros representantes da sociedade civil, da União Europeia e outros governos, mais nossa delegação e embaixadas no local, a lei não foi apresentada ao parlamento esta manhã."

Essa luta não acabou. Os extremistas por trás dessa lei podem tentar novamente dentro de apenas 18 meses. Mas essa é a segunda vez que ajudamos a derrubar essa lei, e nós vamos continuar até que os propagadores do ódio desistam.

Transformar as causas mais profundas da ignorância e do ódio por trás da homofobia é uma batalha histórica e de longo prazo, uma das grandes causas da nossa geração. Mas Uganda tornou-se uma linha de frente nessa batalha, e um símbolo poderoso. A vitória lá ecoa através de muitos outros lugares em que a esperança é extremamente necessária, mostrando que bondade, amor, tolerância e respeito podem derrotar ódio e ignorância. Novamente, um enorme obrigado a todos que tornaram isso possível.

Com enorme gratidão e admiração por essa incrível comunidade,

Ricken, Emma, Iain, Alice, Giulia, Saloni e toda a equipe Avaaz.

Destaques na mídia:

Uganda adia votação de lei que prevê a pena de morte para homossexuais:
http://br.noticias.yahoo.com/uganda-adia-vota%C3%A7%C3%A3o-lei-prev%C3%AA-pena-morte-aos-215904319.html

em Inglês:
Lei homofóbica engavetada:
http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-13392723

A resposta da Avaaz ao resultado no The Guardian:
http://www.guardian.co.uk/world/2011/may/13/uganda-anti-gay-bill-shelved

Presidente ugandense não apoiou a lei por causa da "crítica dos grupos de direitos humanos":
http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/n/a/2011/05/13/international/i042638D37.DTL

Lei homofóbica adiada em meio a nossa manifestação:
http://www.news24.com/Africa/News/Uganda-shelves-anti-gay-bill-20110513

Lei "matem os gays"de Uganda derrotada:
http://af.reuters.com/article/topNews/idAFJOE74C0HP20110513

Sunday, May 15, 2011

Onde se fala de adopções!


Quando queremos ajudar a que um animal independentemente da idade, sexo ou espécie, tenha um lar para partilhar a vida com seres humanos -que saibam cuidar dele, respeitem a sua idiossincrasia e lhe forneçam liberdade e autonomia em segurança: estamos a idealizar as melhores condições possíveis...
A verdade é que conseguem-se adopções perfeitas ou perto disso e é uma satisfação enorme saber que tivemos o nosso papel nessa situação.

No entanto... há também muita insanidade encoberta no mundo humano e os animais são um alvo demasiado fácil, na maioria dos casos sem leis eficazes a protege-los.
E há casos que ultrapassam a imaginação mais pessimista!

Neste momento em que estou altamente envolvida em adopções, deixo o alerta e informação para quem alguma vez esteja, sobre alguns preceitos e conselhos bons de ter em conta

Algumas associações ( a Pravi, por exemplo) só doa com ficha preenchida, visita prévia, termo de responsabilidade e acompanhamento.
Acho muito bem!

Links sobre a realidade da doação:



*

São conhecidos casos de adopções de animais para posterior venda, lutas, maus tratos.

Quando for contactado pode procurar em www.mausadoptantes.org para ver se o adoptante não é um caso conhecido de maus tratos a animais.

Pode também procurar num motor de pesquisa por listas de maus adoptantes, por exemplo: http://www.google.pt/search?hl=en&safe=off&q=maus+adoptantes&btnG=Search.
Se em dúvida, pode ainda procurar num motor de pesquisa pelo nome, número de telefone ou email do adoptante.

Verifique as condições em que o animal irá ficar e se possível mantenha o contacto - veja o seguinte artigo sobre algumas precauções básicas antes de dar o animal.




Friday, May 13, 2011

;-)



Um livro escrito por Júlio Borja em tom leve e irónico e dedicado aos seus companheiros felinos Cícero, Átila e Zoya! ;-)

(...)
Flashback n.º 5: séculos XII a XVII - a coisa dá para o torto...

A partir do séc XII, a igreja - particularmente empenhada, na época, numa longa e bem sucedida campanha de bestialidades acéfalas (entre outros afazeres mais piedosos e construtivos) - passa a ver o gato como símbolo, por excelência, dos piores desvios e vicios humanos. De um dia para o outro, o gato passa a ser maléfico, falso, lúbrico, prenuncio de morte, - incarnação do diabo! O próprio Gregório IX, em 1233, na bula "Vox in rama", descreve e condena as práticas atribuidas aos "idólatras do gato satânico". Antes tivesse partido as duas pernas nesse dia, ou apanhado uma diarreia daquelas de caixão à cova, mas não - pegou na pena e pôs-se a inventar. Azar dos gatos.

Do fim do século IX até ao século XVII, a rapaziada da Inquisição - sempre ansiosa de mostrar serviço a espetar, queimar e rasgar carne (humana ou não), ao serviço da Santa Madre Igreja - decide lixar a vida ainda mais ao gato e associá-lo a supostas orgias e banquetes antrópofagos (comiam-se criancinhas...) perpetrados por "heréticos", "feiticeiros" e sobretudo "feiticeiras".
É claro que o gato era elemento secundário do processo, pretexto para dar cabo do canastro a cátaros, Valdenses, Templários, mulheres solitárias e outros "alternativos", percusores do
"todos diferentes, todos iguais" que nasceram numa época errada para seu próprio bem. - mas essa já é outra história. O que é certo é que a tal ideia não tinha mesmo pés nem cabeça: como toda a gente sabe, os gatos, ao contrário dos comunistas, nunca gostaram de comer criancinhas, e sempre preferiram, de longe, uma bela ratazana gorda de esgoto ou uma sardinha fresca roubada na lota, como está bem de ver.

... apesar de tudo, naqueles cinco séculos ainda houve uma meia dúzia de gatos que se safou).
Daqui para a frente foi sempre a subir, com os grandes nomes do período romântico, fascinados com o potencial emblemático do bicho, a trazerem o gato aos ombros para o pedestal de encantamento do nosso imaginário comum... de onde, preguiçosa e doutamente, nunca mais levantou o real e preguiçoso traseiro.


(in Vossa Excelencia Chamou? de Julio Borja)



* * *

O livro acima fala de gatos... que os olhos encontram nesta cena.

Porque gosto de Corto Maltese, importei a imagem que acho muito bela.

(encontrado aqui.)

Thursday, May 12, 2011

"Lições de Um Planeta Ancião"



Nos EUA, comemorou-se a 22 de Abril de 1970 pela primeira vez o Dia da Terra. Actualmente, este dia é comemorado globalmente e coordenado pela Earth Day Network (www.earthday.org). O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) associa-se a esta comemoração, sublinhando as lições que podemos tirar dos padrões organizativos do nosso planeta.

Há cerca de 4,6 mil milhões de anos, através de um processo de acreção (agregação de partículas por acção da gravidade) de fragmentos provenientes da nébula solar, formou-se um novo planeta cuja história estava ainda por vislumbrar. Cerca de 30 a 50 milhões de anos depois da sua formação surge a Lua. Existem várias teorias que explicam a formação da Lua, mas a que tem maior aceitação no seio da comunidade científica é a teoria do Impacte Gigante: um corpo rochoso do tamanho aproximado de Marte chocou com a Terra provocando a sua fragmentação e a formação da Lua, que, por acção da gravidade, ficou em órbita em torno da Terra. Inicialmente a Terra não possuía qualquer tipo de atmosfera porque a sua superfície era demasiado quente e a gravidade não era suficiente para reter os gases, que se escaparam para o espaço. Foram precisos mais 150 milhões de anos para que a crusta arrefecesse e os gases libertados por vulcões se fixassem ao planeta. A atmosfera inicial não continha oxigénio; era composta essencialmente por azoto, vapor de água e dióxido de carbono.


O vapor de água caiu para a Terra sob a forma de chuva e formaram-se os oceanos. Estimulada pelas radiações fortemente energéticas do Sol, pelas descargas eléctricas dos relâmpagos e pela energia térmica dos vulcões, formaram-se, nas diversas camadas da atmosfera, moléculas complexas que foram arrastadas pelas chuvas e constituíram o caldo primordial. A Lua, na época muito mais próxima da Terra, agitava os oceanos num frenesim de que as marés vivas actuais são apenas uma vaga lembrança e homogeneizou o caldo. Estavam criadas as condições e há cerca de 4 mil milhões de anos surgiram as primeiras formas de vida que evoluíram, e continuam a evoluir, ao longo das eras. A história da evolução da Terra é a história do desenvolvimento de um organismo.

No século XIX, a 24 de Novembro de 1859, Charles Darwin publicou o livro intitulado On the Origin of Species by Means of Natural Selection1. Nesta obra o naturalista delineia as principais ideias que deram origem ao evolucionismo. Porém, uma ideia que Darwin nunca defendeu prevaleceu, sobretudo nas concepções menos informadas, no evolucionismo: a ideia da competição e do sucesso do mais forte. Na verdade, o que Darwin defendeu foi o sucesso do mais apto e, frequentemente, o mais apto não é o mais forte. Em determinadas circunstâncias, o mais apto pode ser o que mais partilha, o que melhor cuida do mundo que o rodeia. Se assim não fosse, a vida seria sempre uma aventura solitária e, muito provavelmente, a reprodução sexuada e a vida em colónia comunitária nunca teriam tido o sucesso ecológico que testemunhamos.

Na verdade, quer nas mais pequenas estruturas vivas — como as células que constituem o nosso corpo — quer nos grandes ecossistemas, os processos simbióticos são o sustentáculo da sua robustez e evolução. Cada uma das nossas células possui um número determinado de mitocôndrias com ADN próprio distinto do ADN humano. Há milhões de anos a mitocôndria era um organismo vivo autónomo como hoje o são as bactérias. Porém, a determinada altura do seu processo evolutivo, passou a viver e a multiplicar-se no interior de outro ser vivo — a célula eucariota — originando o aparecimento de um novo organismo mais complexo. Trata-se de uma associação simbiótica onde a célula recebe o alimento processado pela mitocôndria e esta encontra habitáculo e protecção. O mesmo se passa com os cloroplastos das células vegetais ou mesmo com os organismos multicelulares.


O número de espécies de bactérias e fungos que habitam no nosso corpo é superior a 2000, e muitas delas são de uma importância fundamental para a nossa sobrevivência, como, por exemplo, as bactérias e leveduras do tubo digestivo humano, sem as quais estaríamos impossibilitados de digerir os alimentos.

Organismos e ecossistemas confundem-se. Da mesma forma que a selva tropical é o ecossistema de diversos seres vivos, a célula animal é o ecossistema da mitocôndria e o corpo humano é o ecossistema dos milhões de bactérias que nele se desenvolvem. Nesta perspectiva a Terra é simultaneamente um ecossistema e um organismo e, ao invés de habitantes, nós humanos somos um dos seus muitos constituintes.

Porém, sendo o PAN um partido político, o que é que esta lição de ecologia tem a ver com medidas políticas e com a governação de um país? Na nossa perspectiva, tudo.

Numa altura em que as únicas preocupações dos políticos parece serem a economia, em que instituições não eleitas democraticamente, como as agências de rating, destroem economias de nações e os interesses do capital se sobrepõem à soberania nacional e ao bem-estar das populações humanas e não humanas; numa época em que podemos contar com mais de um século de uma relação de predação do mundo natural por parte dos humanos e onde a crise ecológica é relegada para segundo plano e onde prevalecem os interesses de uma minoria que domina a alta finança mundial, faz todo o sentido olhar para o mundo natural para compreender e mimetizar os seus padrões organizativos. É uma sociedade da simbiose que está subjacente às ideias do PAN; uma sociedade onde todos — humanos e não-humanos — possam desenvolver em pleno as suas capacidades e criar as condições para a sua felicidade sem que esta se faça à custa da felicidade dos outros. Uma sociedade que reconheça o valor intrínseco do animal humano, do animal não-humano e do mundo natural; uma sociedade que valorize a cultura, a arte e a ciência enquanto expressões sublimes de um constituinte particular deste planeta — a espécie humana; uma sociedade que termine com a relação de exploração e parasitismo do mundo humano sobre o mundo não-humano e que promova uma cultura da simbiose onde o que recebe é também capaz de dar; uma sociedade que visa alcançar, não domínios, mas antes harmonias com o mundo natural; uma sociedade inteira, uma sociedade do todo. Uma sociedade capaz de dizer BASTA à exploração e ao sofrimento causados tendo por único fim a satisfação de necessidades artificiais que a ganância e a avareza de alguns impõem a todos.

Nós, humanos, quando olhamos para a crise ecológica, temos a tendência para agir pelo medo e não pela empatia. Afirmamos ser importante combater o aquecimento global porque terá graves consequências para a agricultura, porque há o perigo de derreterem as calotes polares, ou por qualquer outra razão antropocentrada. A qualidade da água é importante porque sem ela poderemos contrair doenças e perder qualidade de vida. Na perspectiva do PAN, não é esta a forma mais adequada de repensar a crise ecológica. Sem esquecer as necessidades humanas, é na empatia com o outro que consideramos que deve ser colocado a ênfase; e o outro não é apenas o vizinho da casa do lado, do país irmão ou do continente distante. O outro são todos os outros; todos os organismos que constituem este planeta; organismos vivos, é certo, mas também rios e oceanos, lagos e glaciares, planícies e montanhas, florestas e desertos. É pela preocupação com o outro que defendemos os desfavorecidos, mas é também pela preocupação com o outro que defendemos os direitos dos animais não-humanos; porque nos identificamos com o seu sofrimento e criamos empatia com eles. Como seria se conseguíssemos sentir empatia com a Terra e compreender também o seu sofrimento?

Temos de ser esta mudança. Uma mudança na forma como vemos e nos relacionamos com a Terra, não porque ela nos é útil, mas simplesmente porque somos seus constituintes. Somos parte de um todo de uma forma tão íntima como as nossas vísceras são parte de nós. Queremos, no PAN, ser uma força viva inteira e holística que valoriza a empatia, o amor e a compaixão e convida todos os portugueses a reflectir e a dar valor aos valores que interessam.


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