Tuesday, November 15, 2005

Zimba



Adorei encontrar este relato na Cora, dia 13, onde se pode ler mais sobre este assunto e tantos outros interesantes.

Passo a história cuja protagonista é uma cadela Pastora Alemã chamada Zimba.

Nos animais tambem encontramos seres particularmente benévolos e vocacionados para salvar!

Enquanto a manicure Loreni me faz as unhas, conta-me uma história comovente. Ela mora em Viamão e tem uma cadela pastor alemão.Um belo dia do mês passado, caiu de uma árvore um papagaio quase adulto, no canto do pátio. A cadela pastor alemão, de nome Zimba, que percebe tudo que acontece no pátio, viu o papagaio tombar da árvore e cair na grama do chão. A cadela avançou sobre o papagaio e o abocanhou, parecendo tê-lo engolido. Todas as pessoas que estavam no pátio espantaram-se com a aparente fúria gastronômica da cadela, mas seguiram com os olhos o animal, que se dirigiu à sua casinha. Lá, a cadela abriu a boca e saltou de dentro dela, vivo, íntegro e sadio, o papagaio, que assim foi depositado pela cadela na sua casinha. As pessoas correram para lá e puderam notar que o papagaio tinha sobre suas penugens a baba da cadela.
* * *
Durante 15 dias o papagaio viveu sob a guarda da cadela, dormindo com ela dentro da casinha, na maior parte do dia passeando no pátio. Até que o segundo fato impactante veio a ter o pátio como cenário. Alguém jogou da rua uma trouxa em que estavam enrolados oito gatinhos recém-nascidos. Não há animal que seja mais rejeitado pelos seus donos quando nasce do que o gato. Mais uma vez alguém quis se desfazer de uma ninhada de gatos e atirou-os vivos, enrolados em um pano no quintal da cadela Zimba e do papagaio.
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Para pasmo dos residentes humanos da casa, a cadela se arremessou sobre a ninhada de gatos e segurou com as presas um dos filhotinhos pelo cangote. Fez a viagem até sua casinha e lá depositou, vivo e salvo, o gatinho. Cumpriu com extraordinária precisão as outras sete viagens, sempre transportando com a boca, pelo cangote, os outros sete gatinhos até sua casinha. E lá deixou os oito gatinhos abrigados na casinha, junto com o papagaio. Estão lá vivendo até hoje os gatinhos, crescidos, alimentados por leite servido pela dona do sítio, em convívio estreito com o papagaio e a cadela.
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Esta é apenas uma das milhares de histórias de meiguice animal, que sai do anonimato apenas porque uma manicure resolveu contá-la para um colunista de jornal.
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3 comments:

  1. Histórias como essa deveriam substituir definitivamente certos contos da carochinha obsoletos tipo 'chapéuzinho vermelho', lobo mau, bruxas e etc, né, Marion?
    Bjos

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  2. Sem dúvida, Sheila!
    Ganhávamos em verdade e educaçao :)
    Sheilinha: eu não tenho nenhum 'o' no meu nome...
    Beijos

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  3. É mesmo! Foi um lapso, aquele 'o', Marian.
    Bjos

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