Saturday, July 17, 2004

7 Pecados

Gatos
Tem no olhar o orgulho,
na barriga a gula,
na vida a preguiça,
nas garras a luxúria,
no cobertor a avareza,
na janela a inveja,
no acordar a ira.
Deuses perfeitos inabaláveis por pecados humanos.
daqui
 

Friday, July 16, 2004

Setter Irlandes

Uma das minhas raças favoritas de canitos.
O que me atrai nele é o bom feitio.

Mais sobre a raça aqui e aqui

Maine Coon

Este é o gato Maine Coon, raça pouco conhecida e não muito comum de encontrar.
O que chama mais a atenção é o tamanho: pode chegar a mais de 11 kilos e a medir meio metro de corpo -sem incluir a cauda.
O Maine Coon, aqui, compartilha o grande porte com outras raças: o Siberian Cat, aqui, o Ragdoll e o Norwegian Forest.
 

Thursday, July 15, 2004

Gostos...


Gosto de música de toda a especie e embora em algumas variedades da new age encontre grandes satisfações, também as encontro na clássica, na étnica, religiosa... Só na chamada comercial a satisfação se torna mais improvável de acontecer... embora em certos casos pontuais tambem aconteça.
Quando começo a fazer reclassificações a arquivos, e vejo todas as musicas que já me passaram pelos ouvidos, fico realmente feliz por, -tal como os livros, ser incapaz de ouvir -ou ler, porque está na moda, "ou porque toda a gente ouve/lê". O saldo dessa fidelidade irredutivel a mim própria é a descoberta e acumulo de experiencias muito prazeirosas.

mais musica...

Musica

Musica...


Wednesday, July 14, 2004

Hino a Ísis


Porque eu sou a primeira e a ùltima
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços da minha mãe
Eu sou a estéril, e os meus filhos são numerosos
Eu sou a bem casada e a solteira
Eu sou a que dá à luz e a que jamais procriou
Eu sou a consolaçao das dores do parto
eu sou a esposa e o esposo,
e foi o meu homem quem me criou
Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmã do meu marido,
e ele é o meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a magnífica

Hino a Ísis, século III ou IV (?),descoberto em Nag Hammadi.

Também presente no início do livro "Onze Minutos" -Paulo Coelho

Tempo

"Tempo para nascer e tempo pra morrer.
tempo para plantar e tempo para arrancar a planta.
Tempo para matar e tempo para curar.
Tempo para destruir e tempo para construir.
Tempo para chorar e tempo para rir.
Tempo para gemer e tempo para bailar.
Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras.
Tempo para abraçar e tempo para se separar.
Tempo para ganhar e tempo para perder.
Tempo para guardar e tempo para deitar fora.
Tempo para rasgar e tempo para coser.
Tempo para calar e tempo para falar.
Tempo para amar e tempo para odiar.
Tempo para guerra e tempo para paz."

Inserido no livro de Paulo Coelho "Onze Minutos"

"NÃO MALTRATE OS ANIMAIS, VOCÊ ESTA SENDO FILMADO POR DEUS"

Imagens -que nunca deveriam ter sido realidade- aqui:
http://sava.zip.net/index.html (site brasileiro)

Tem tambem um link para adopção onde alguns animais depois de resgatados aguardam encontrar um ser humano digno desse nome e digno de os adoptar.



Monday, July 12, 2004

Cleveland Amory


Foi escritor de várias obras, de carácter social, sátiras, e ainda colunista e crítico literário. Fundou em 1967 O Fundo para Animais e a sua luta pela causa animal teve repercussão a nível mundial.
Cleveland Amory, natural de Boston, morreu em 1998 com 81 anos.
Está enterrado no rancho que criou, o Black Beauty Ranch, pensado para acolher animais em perigo de todas as espécies, junto do seu gato Polo Bear a quem dedicou uma triologia de livros.

Site do Black Beauty Ranch, no Texas: http://www.fund.org/ranch/

O Gato Que Veio Para O Natal...



Por vezes encontro um livro e um autor optimos, quando menos espero. É o que há de recompensador em bisbilhotar tudo o que seja sítio com muitos livros!
Um dos meus hobbies mais constantes.
Desta vez, o meu encantamento tem tambem a ver com o tema, já sabem que sou apoiante incondicional dos direitos animais e que os gatos tem um lugar todo especial na minha ternura com os animais em geral.
Inesperadamente, á um mes atrás, encontrei o livro que dá o titulo ao post, de Cleveland Amory e fiquei a conhecer alguem muito importante no mundo da defesa animal, além de que relata a historia de adopção do autor para com um gatinho todo branco resgatado das ruas, que ele chamou de Polo Bear.
Nesse livro tambem se relata muitas das acções de décadas atrás dos activistas dos direitos animais, tal como o recurso de pintar o pelo das focas bebés para inviabilizar a chacina pelo uso das peles delas.
Uma acção ao largo dos Açores, que impediu a continuação da matança de baleias e ainda relatos do salvamento de burros selvagens no Grand Canyon (burros abandonados por garimpeiros de ouro que se tinham tornado selvagens com o suceder de gerações e que sem a intervençao dos activistas teriam sido abatidos a tiro.
Ao invés disso foram içados de helicopetro directo para o Black Beauty Ranch.
Tambem são faladas muitas personalidades com estatuto publico que o apoiaram, artistas, e por exemplo, Grace de Mónaco.

Sunday, July 11, 2004

Gatão Feliz...

Abaixo um ilustre morador que compartinha todos ou quase todos os momentos familiares:



Encontrei esta coisa linda lá no http://tomatecru.cjb.net/ È bem parecidinho com um dos meus e descobri-o por acaso ao ler os comentarios solidários insurgindo-se sobre o rapto que uma gatinha da Cora Ronai, no Brasil, foi alvo muito recente. Tomara que apareça logo e esteja bem. Notícia aqui: http://www.cronai.com/ começando no dia 08/07/2004.

Ainda a propósito do gatão da foto, gostei muito do texto que a acompanha. Com meus animais também é assim: eles fazem parte integral e são participantes activos do agregado familiar!

Friday, July 09, 2004

Um pato dentro de um aquario...



Aconteceu-me a mim, em Junho. Precisamente quando estava a ficar super ocupada e quase sem tempo para postar, numa noite ultra-quente junto a um lago perto da faculdade de medicina e perto tambem de minha casa, parei para observar os muitos patos, e cisnes adultos que por ali andam na relva que rodeia o lago. Por vezes ficam estácticos longos minutos, todos juntos, pescoços esticados observando as luzes da cidade ao longe. Eu gosto de os apreciar e partilhar com eles essa pequena pausa ao fim de um dia junto do lago muito tranquilo aquela hora. Acho que alguns ja me conhecem...
Nesse dia foi diferente.
Andava por ali uma pequena criatura minúscula -um pato bebé- a redopiar sem parar na agua, mudando constantemente de sentido e piando na maior aflição sem parar um segundo que fosse. A principio, pensei que ele estava muito contente (deduções típicas do meu optimismo natural!) e pensei que estava a celebrar aquele belo momento de paz e liberdade com corridinhas alegres, mas depressa percebi que as razões eram muito diferentes. Provavelmente tinha-se perdido por qualquer motivo do resto da ninhada, já recolhida á muito, (eram vinte e duas horas) e estava em pânico.
Quando começou a ir pelo relvado fora correndo desajeitadamente em direcção a uma estrada que por ali há e onde os carros passam sem haver qualquer tipo de protecção que vede o acesso aos animais, achei que não podia do modo algum deixa-lo ali a noite inteira.
Arranjei maneira de o apanhar com mil cuidados e leva-lo comigo para casa bastante preocupada com a recepção que os meus três gatos lhe fariam...
Afinal não mostraram muito mais que curiosidade, e eu lembrei-me que tenho um aquario vazio e grande onde ele podia ficar em segurança até ao dia seguinte, depois de comer imenso -para o tamanho dele- pão molhado em agua, e ficar completamente envolvido num tecido bem quentinho (tremia muito, não sei se de medo, de frio ou tudo junto, "desmaiou" literalmente de cansaço até as dez horas do dia seguinte, altura em que foi devolvido á sua numerosa família debaixo de um sol acolhedor e onde ficou muito bem integrado.
Pormenor curioso: a mãe-Pata chegou-se bem perto de nós quando eu o estava a tirar do sitio onde o transportei e ficou a olhar longo tempo para mim, directo olhos-nos-olhos, enquanto o patinho nadava na direcão dela...

Dadi Janki


Uma das Guardiães da Sabedoria do planeta -honra recebida durante a conferência Cúpula da Terra, em 1992, no Rio

Meditação...
Se a mente busca soluções, você se torna positivo.
Se a mente busca razões, você se torna negativo.
Ao se tornar livre do medo, da preocupação e da desesperança,você será capaz de fazer o que deve fazer.
Não há nada sobre o que se preocupar,engaje-se em bons pensamentos.
Assim você criará esperança dentro de si.
Meditação é uma boa cura.
Ela ajuda a conectar você com os pensamentos eternos de Deus.
Esse é um bom remédio para a alma.

Dadi Janki

Thursday, July 08, 2004

Surpresas agradáveis...

Quando á pouco tempo li "Travessia Para Avalon" de Jean Shinoda Bolen -a descriçao de uma jornada e peregrinação no pessoal e no colectivo do comum e aceite socialmente até á liberdade de usufruir da propria intuição e espiritualidade- tive uma deliciosa surpresa: "encontrei" lá a Dadi Janki no capitulo Circumambulação: Londres.

Dadi Janki é uma lider discreta das Brahma Kumaris, organização mundial de caracter espiritual sediada no monte Abu, norte da India, espalhada em mais de setenta paises e com o reconhecimento da ONU. Ter um encontro com Dadi Janki fazia parte de uma rota espiritual com muitas etapas para a qual Jean Shinoda Bolen tinha aceite convite numa altura crucial da sua vida e que incluia tambem o Dalai Lama e muitos lugares considerados sagrados.
Digo deliciosa surpresa porque me lembrei do meu próprio encontro com Dadi Janki á alguns anos em Portugal e da sensaçao de enorme força espiritual e vitalidade que senti emanar daquela mulher já idosa e de pequeno corpo.
Ela é considerada uma das mentes mais estáveis do mundo, após estudos feitos em laboratório por cientistas do Instituto de Pesquisa Médica e Científica da Universidade do Texas, EUA.

Palavras sobre o Deserto

Poucos símbolos arquetipicos da humanidade tem significado mais complexo que o deserto. Sempre presente nas culturas e religiões ocidentais e orientais(...), ele é um dos símbolos mais presentes na Bíblia. Terra árida,desolada, sem habitantes, o deserto pode significar "o mundo afastado de Deus", "o covil dos demónios" (...) ou o lugar de tentação de Jesus.

Mas o deserto é tambem o lugar do encontro com Deus, e por isso os monges cristãos primitivos nele se retiravam, como os eremitas (deserto diz-se, em grego, eremos) para enfrentar, ali, a sua natureza pessoal e a do mundo unicamente com a ajuda de Deus.
Lugar propício ás revelações, pois o seu espaço vazio não proporciona muitas distrações aos sentidos, ele favorece o mergulho nas vastidões da alma humana. O deserto continua a marcar profundamente aqueles que com ele se defrontam de coração aberto.
[...]
Por duas vezes no deserto, testemunhei e experimentei o mistério da dança da criação.
Prefiro simplesmente reavivar a lembrança do deserto, quando o tumulto quotidiano do "mundo das dez mil coisas" em que vivo e trabalho se transforma numa ameaça de afogamento. Retiro-me então para o deserto. No deserto, mesmo neste da memória, recupero o meu eixo criativo. O deserto acolhe-me sempre, e nunca me traiu.

Luis Pelegrinni - "Os Pés Alados De Mercurio/Viagens Á Procura Do Self"

Kairos e Kronos

Os Gregos tinham duas palavras para designar o tempo, Kayros e Kronos. Quando participamos no tempo, perdendo, por isso, a noção da sua passagem, vivemos no Kairos: estamos totalmente absorvidos e vivemos no momento presente, que pode realmente estender-se por horas. Sempre que nos sentimos apaixonados pelo que estamos a fazer ou pelas pessoas com quem estamos, sempre que ficamos totalmente absorvidos, empenhados e fascinados, vivemos no Kairos.
A criatividade que brota do íntimo permitindo que a pessoa seja a alma através da qual surgem palavras música ou respostas, acontece no Kairos tal como quando escutamos palavras ou música que perecem expressões de nós próprios: "música tão profundamente ouvida que nem é ouvida, mas somos nós a musica enquanto dura a musica" (aspas citando T.S.Elliot-"The Dry Salvages",in Four Quartets).
O Kairos é um tempo que alimenta a alma. Para nós, tudo o que façamos em Kairos alimenta a alma.
É um estado de completa simplicidade [...] No Kairos, só existe o momento presente.
A segunda designação para o tempo, Kronos, refere-se ao tempo mensurável, aquilo que normalmente queremos dizer quando pensamos em tempo. É o tempo do calendario, o tempo do relógio[...]é aquilo que nunca nos parece suficiente para o que necessitamos de fazer.[...]Chronos é o tempo linear, que cobramos aos outros, e que é muitas vezes equiparado a dinheiro ("tempo é dinheiro").
"Até Ao Mais Intimo Do Ser"-Jean Shinoda Bolen