Saturday, May 21, 2005

Quase haikus...

Descobri poemas de Flor Campino*, portuguesa a viver em França.
O livro chama-se A Aresta das Folhas e é uma edição bilingue.


foto

Rumorejam
águas idas
E a sede de estar
a ouvi-las
na outra face do espelho


*
Vêm as últimas aves
beber raízes
e Outono.
Tudo cresce para dentro.
Tudo aponta a sombra de ouro
que estremece.


*
*Nasceu em 1934 em Tomar e fez o curso de pintura na Escola de belas-Artes do Porto. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris onde ficou a residir desde 1961; actualmente divide o tempo entre essa cidade e o Porto.
Participou em exposições colectivas no Centro cultural Calouste Gulbenkian , Unesco e Grand Palais, bem como individuais.

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