Thursday, November 04, 2004

Preconceitos



[...] até à minha última separação, achava que era quase uma obrigação da minha parte viver com alguém. Ou seja, achava que era subjacente à condição de vida de uma mulher, ser casada, ou viver com alguém, partilhar, viver em casal.
Consegui perceber que não.
Na minha última separação percebi que não é fundamental viver com alguém, e sobretudo não é fundamental viver com alguém a todo o custo.

Acho absolutamente natural que possa acontecer, mas não é uma coisa que ande à procura. Tenho amigas que gostavam francamente de viver com alguém, eu acho que isso pode acontecer, mas se não acontecer viverei absolutamente feliz da mesma maneira.

Excerto da entrevista dada pela taróloga Maya (na foto) á jornalista Palmira Correia e transcrita no livro "O lado oculto de Maya"

De vez em quando deparo com este tipo de demonstrações de autonomia e self-satisfaction e fico feliz por haver quem conheça o prazer de estar de bem consigo e com a vida sem submissão a formatações culturais e preconceitos que pretendem como único estado natural e desejável viver a vida no plural ou quando muito a busca dedicada desse estado.
Esses estereótipos culturais sempre me pareceram absurdos e atentatórios das liberdades fundamentais de cada ser humano.

E tanto mais firme é a vontade me sinto em defender a vida no singular, quanto acredito profundamente que ela seja maravilhosa e profundamente recompensadora de viver a dois, se houver a verdadeira e única motivação que justifique essa vivência: uma profunda identificação e afinidade que multiplique exponencialmente o bem estar de 2 pessoas já naturalmente bem consigo próprias.



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